Igreja Paroquial de Montalvão / Igreja de Nossa Senhora dos Remédios

IPA.00001856
Portugal, Portalegre, Nisa, Montalvão
 
Arquitectura religiosa, gótica, maneirista e barroca. Igreja paroquial de que, do primitivo templo gótico, restam a porta principal e os laterais. O interior é já quinhentista excepto talvez a zona de baixo do coro que parece mais antiga. Altares colaterais e laterais Barrocos, sendo o lateral da epístola ainda de características Maneiristas. Os retábulos de madeira pintados dos altares laterais evidenciam um gosto popular frequente também nas mesas de altar.
Número IPA Antigo: PT041212050010
 
Registo visualizado 351 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal de 3 naves e 5 tramos; volumes articulados das torres quadradas flanqueando a fachada e atingindo o dobro da sua altura, sacristia à direita e capela-mor rectangular; massas dispostas na vertical. Fachada principal de pano único e empena triangular rasgada por óculo e portal em arco de volta perfeita e arquivoltas triplas assentes em colunelos munidos de capitéis vegetalistas e inscrito em gablete agudo; nos lados duas pequenas frestas de molduras quadradas; torres com cunhais de aparelho à vista coroados de pináculos, cobertas por coruchéus cónicos e rasgadas de 4 janelões sineiros, alguns cegos. Em cada fachada lateral rasga-se porta de arco, abatido no intradorso e de volta perfeita no extradorso, assente em pilastras com meias colunas embebidas nos ângulos. INTERIOR: 5 arcadas de volta perfeita sobre colunas de capitéis jónicos, com colarinho e de base duplas; no muro fundeiro os arcos descarregam em mísulas, o 1º tramo das naves é de arcadas mais baixas com colunas embebidas em pilares quadrangulares. Coro-alto assente em 2 traves de madeira e vigamento deixando ver os topos das traves decorados com cabeças de animais. O tramo central é ocupado por pseudonartex. Cobertura em telhado de 3 águas na nave central e de uma água nas laterais. Do ladoda Epístola: entre 4º e 5º tramo altar colateral com pórtico de verga arquitravada, arco de volta redonda ladeado de pilastras com bases assentes em pedestais, relevados de paineis; no interno retábulo de madeira pintada. Ao lado outro altar lateral de pórtico de volta perfeita e pilares munidos de capitéis imposta e bases; retábulo de mármore branco e negro de Estremoz do séc. 18. Do lado do Evangelho: ocupado o 4º tramo, altar lateral com pórtico de volta redonda em alvenaria assente sobre impostas de granito; retábulo de madeira pintada. Ocupando o 3º tramo altar lateral de arco de volta perfeita sobre pilares, tudo em cantaria; este arco é emoldurado por um outro, agudo de granito que parece ser a moldura de um primitivo vão; retábulo de madeira pintada. Altares colaterais de talha pintada, de colunas e arquivoltas torsas tendo na chave brasões e nichos com imagem de santos. Capela-mor de arco triunfal pintado assente sobre pilares quadrangulares e cobertura em abóbada de canhão em caixotões pintados; no muro lateral direito porta de comunicação, de verga recta, com a sacristia. 2 altares colaterais e 4 laterais.

Acessos

EN 359; Rua do Adro. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,595653; long.: -7,526978

Protecção

Categoria: IM - Interesse Municipal, Decreto n.º 129/77, DR, 1.ª série, n.º 226 de 29 setembro 1977 *1; Incluído na Zona Especial de Proteção do Castelo de Montalvão (v. PT041212050043)

Enquadramento

Urbano. Adro diante da fachada principal com acesso por escadaria de 4 degraus. Casario de habitação, afrontando as restantes fachadas.

Descrição Complementar

2 pias de água benta no 1º tramo das naves laterais, 1 outra de grandes dimensões no baptistério, bancos de castanho seiscentistas; algumas imagens de madeira com figura de santos.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Portalegre - Castelo Branco)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 14 / 16 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

ALVANEIRO: Dionísio Ferreira (1771). CARPINTEIRO: José Ribeiro (1771). MESTRE DE OBRAS: António Xavier da Mota (1171).

Cronologia

Séc. 13 / 14 - provável data de construção; 1320, 23 maio - bula do Papa João XXII concedendo a D. Dinis, por três anos, para subsídio de guerra contra os mouros, a décima de todas as rendas eclesiásticas do reino, sendo a igreja taxada em 46 libras, na parte da comenda da Ordem de Cristo e em 70 libras o temporal; integra o termo da Covilhã e o bispado da Guarda; séc.16 - sofre várias alterações; séc. 18 - altares colaterais e laterais; 1771 - risco para a nova igreja por António Xavier da Mota, sendo demolida a primitiva; trabalhou no local o alvaneiro Dionísio Ferreira e o carpinteiro José Ribeiro; a obra importa em 400$000; séc. 20 - alterada a estrutura da cobertura das naves laterais.

Dados Técnicos

Materiais

Estruturas: paramentos de alvenaria, cantaria nos arcos, colunas, pilares, aberturas de portas interiores e exteriores, tudo em pedra da região. Revestimentos: reboco a cal branco nos muros interiores exteriores, bosamento, cornija e pináculos a cor amarela. Pavimentos: de tijoleira e cantaria. Coberturas: telhados de madeira nas naves, abóbada de alvenaria na capela-mor.

Bibliografia

FIGUEIREDO, José Francisco, Monografia da Notável Vila de Nisa, Sintra, 1956; KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de portalegre, vol. I, Lisboa, 1940; Monumentos, n.º 21, 23, Lisboa, DGEMN, 2004-2005; MOURA, José Dinis da Graça Mota, Memória Histórica da Notável Vila de Nisa, Lisboa, 1982; VITERBO, Sousa, Diccionario Historico e Documental dos Architectos, Engenheiros e Construtores Portuguezes ou a serviço de Portugal, Lisboa, Imprensa Nacional, 1904, vol. III.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1950, c. de - reparação dos telhados, colocação de forro no tecto das naves; Câmara Municipal de Nisa: 1956 / 1966 - modificação do adro que foi encurtado para facilitar o trânsito automóvel; 2004 - recuperação dos retábulos de talha; 2005 - recuperação do adro.

Observações

*1 - DOF: Igreja de Montalvão, com todo o seu recheio. As naves laterais eram ainda em meados deste século, apoiadas em arcos transversais que descarregavam nos capitéis das arcadas centrais. No coro os arcos descarregavam em mísulas, como na zona do cruzeiro, e não em colunas embebidas em pilares.

Autor e Data

Rosário Gordalina 1992

Actualização

 
 
 
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