|
|
|
Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja paroquial
|
Descrição
|
| Planta longitudinal composta; volumes articulados na horizontalidade; cobertura diferenciada em telhado de 2 águas, a domo sobre torre sineira. Frontaria em empena angular, com remate em cruz em pedra, ostentando num dos acrotérios um pináculo; sob janelão de lintel curvo, abre-se porta com verga em arco quebrado com escadaria de acesso de lanço único. Delimitada por cunhais de cantaria, torre aberta ao nível do 2º piso por 2 sineiras geminadas no frontespício, sobrepujada por coruchéu de arestas flanqueado e rematado por pináculos. Fachada S.: piso superior da torre aberto por sineira em arco alteado; panos da capela lateral, aberta por fresta com moldura em arco canopial, da nave e capela-mor; volume saliente da sacristia. Fachada E.: adossamento dos corpos do altar, capela-mor e nave, dispostos a um ritmo crescente, delimitados por cunhais de cantaria e rematados em empena angular, de cornija saliente. Fachada N.: ressalto dos volumes do altar, capela-mor e nave, abertos por porta e janelas, rematados em empena recta; corpo da nave sobrepujado por pináculos. INTERIOR: coro-alto de balaustrada, disposto em forma de U avança para nave única de pavimento de madeira disposto em espinha e mosaico e cobertura em abóbada de berço, com tecto de esteira, e silhar de azulejos azuis e brancos. No lado da epístola abre-se o baptistério, com pia baptismal de pedra seiscentista, e a capela dedicada a Nossa Senhora da Piedade, coberta por abóbada artesoada, com o brasão esquartelado no barrete central do instituidor, capitão Jorge Botelho, que jaz sob lápide brasonada no pavimento. Arco triunfal pleno, ladeado por 2 altares de talha dourada com colunas pseudo-salomónicas sustentadas por atlantes, e encimado por revestimento azulejar azul e branco, novecentista, alusivo à reconciliação de D. Dinis com seu filho D. Afonso, por intermédio da rainha Santa Isabel. Capela-mor, com teia, em tecto de esteira com as armas reais pintadas no centro, ostenta retábulo com conjunto escultórico constituído por cinco baixos-relevos de pedraria policromada figurando passos da vida de São Martinho. Iluminação feita através das janelas do coro-alto, nave, e fresta da capela lateral. O retábulo de pedraria pintada, tem cinco composições escultóricas: ao alto a Descida da Cruz, à esquerda (de cima para baixo) a Ascensão e a Missa de São Martinho; à direita São João Baptista, e São Martinho a dar a capa a um pobre. Os Apóstolos estão também figurados no retábulo, obra quinhentista (do meado do século), que se tem atribuído a João de Ruão e Jacome de Bruges. |
Acessos
|
| Praça Marquês de Pombal |
Protecção
|
| Inexistente |
Enquadramento
|
| Urbano. Isolado. Implantação harmoniosa; situa-se na mesma praça da Cadeia (PT021015090020) e do Celeiro do Marquês de Pombal / Quinta da Gramela (PT021015090014). |
Descrição Complementar
|
| |
Utilização Inicial
|
| Religiosa: igreja paroquial |
Utilização Actual
|
| Religiosa: igreja paroquial |
Propriedade
|
| Privada: Igreja Católica (Diocese de Coimbra) |
Afectação
|
| Sem afectação |
Época Construção
|
| Séc. 14 / 16 / 17 |
Arquitecto / Construtor / Autor
|
| João de Ruão e Jacome bruges (atribuição do retábulo) |
Cronologia
|
| 1323 - reconciliação de D. Dinis com seu filho D. Afonso, por intermédio da Rainha Santa Isabel, ocorrida neste templo; 1520 - reconstrução da igreja, determinada por D. Manuel e executada pelos cavaleiros de Cristo; 1551 - construção da capela de Nossa Senhora da Piedade; 1560 - retábulo atribuído a João de Ruão e Jacome de Bruges; 1611 - data inscrita na porta; 1677 - construção da torre sineira; 1811 - ruína da capela de Nossa Senhora da Piedade, destroçada pelas invasões napoleónicas; 1812 - a pia baptismal veio da igreja se Santa Maria do Castelo; 1816 - reedificação da capela levada a cabo pelo administrador de então, Jorge Coelho de Vasconcelos Botelho, capitão-mor de Pombal; 1911 - restauro do templo com as esmolas do povo da freguesia; 1950 - ampliação do edifício para nascente, adaptando-se no 1º andar, ao nível do coro, uma sala sobre a capela-mor, para dependências paroquiais; 2000 - aprovado arranjo urbanístico dos espaços públicos do centro de Pombal, por Despacho superior de 21 Janeiro de 2000. |
Dados Técnicos
|
| Estrutura mista |
Materiais
|
| Alvenaria e cantaria; talha; azulejos; rebocos. |
Bibliografia
|
| LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa Pinho, Portugal Antigo e Moderno, vol. 7, Lisboa, 1876; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. 22, Lisboa - Rio de Janeiro; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, vol. V, Lisboa, 1955; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; À Descoberta de Portugal, Lisboa, 1982. |
Documentação Gráfica
|
| |
Documentação Fotográfica
|
| DGEMN: DSID |
Documentação Administrativa
|
| |
Intervenção Realizada
|
| |
Observações
|
| |
Autor e Data
|
| Lurdes Perdigão 1998 |
Actualização
|
| |
| |
| |