Pelourinho de Santa Catarina

IPA.00001788
Portugal, Leiria, Caldas da Rainha, Santa Catarina
 
Pelourinho quinhentista, de pinha campaniforme, com soco octogonal de três degraus, com coluna cilíndrica e capitel de onde evoluem quatro ferros de sujeição com remates flechiformes. Remata em pinha campaniforme facetada. Ainda possuir os ferros de sujeição.
Número IPA Antigo: PT031006110002
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição monástica  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de calcário, composta por soco octogonal de três degraus, onde assenta a coluna, de base octogonal elevada, com várias molduras, fuste em tronco de cone, com aneletes nas duas extremidades e quatro ferros terminados em ponta de lança, abaixo do anelete superior. Remate em pináculo campaniforme, truncado na ponta.

Acessos

Largo de Santa Catarina. WGS84 (graus decimais) lat.: 39.447248; long.: -9.015852

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Isolado a meio de um pequeno espaço ajardinado, rodeado por gradeamento.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1333 - 1349 - concessão de foral pelo abade de Alcobaça, D. Frei João Martins; constitui uma das 14 vilas dos coutos de Alcobaça; 1518, 01 Outubro - concessão de foral por D. Manuel I; data provável de construção do pelourinho; 1712 - pertence à comarca de Leiria e é couto do Mosteiro de Alcobaça, que trás a vila arrendada em 2500 cruzados; tem 80 vizinhos; 1758, 20 Julho - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Francisco de Azevedo Lima, é referido que a povoação, com 1758 vizinhos e 87 fogos, é couto do Mosteiro de Alcobaça; tem juiz ordinário, que exerce, simulataneamente, o cargo de juiz dos órfãos e juiz das sizas; tem 2 juízes, um morador na vila e outro no termo dela, com eleição trienal, pelo ouvidor de Alcobaça; a câmara tem 3 vereadores, um escrivão e um procurador do concelho; 1834 - o concelho foi extinto; 1960 - reconstrução do pelourinho, com utilização dos elementos originais.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza, vol. III, Lisboa, Officina Real Deslandesiana, 1712; GARCIA, Eduíno Borges, Ácerca dos pelourinhos dos coutos de Alcobaça, Alcobaça, 1975; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Leiria, Viseu, 2000.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 10, n.º 229, fl. 1527-1544)

Intervenção Realizada

1948 - Proposta a transferência do pelourinho do local onde se encontra, junto à igreja matriz, no leito da estrada municipal do Vimeiro para Santa Catarina, para o largo principal da povoação; 1958 - o pelourinho está completo, embora danificado - estão desmantelados a base e os degraus; ainda não foi transferido; 1959 - o pelourinho foi desmontado e arrumado junto a um muro, aguardando-se a conclusão do novo estudo urbanístico, para ser de novo montado no lugar previsto; 1960 - pelourinho já reconstruído "com aspecto semelhante ao antigo"; 1973 - o pelourinho é novamente apeado para permitir a abertura de nova artéria - as peças em cantaria estão no local, os ferros estão guardados em casa do Presidente da Junta de Freguesia; 1980 - o pelourinho é derrubado por uma camioneta; Séc. 20, decada de 90 - reconstrução do pelourinho.

Observações

Autor e Data

Isabel Mendonça 1991 / Cecília Matias 2001

Actualização

 
 
 
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