Pelourinho de Atouguia da Baleia

IPA.00001783
Portugal, Leiria, Peniche, Atouguia da Baleia
 
Pelourinho quinhentista, de pinha cónica, com soco de três degraus quadrangulares, de onde evolui coluna com base tripla e fuste liso, interrompido por anel no centro. Remate em capitel cúbico, com elementos heráldicos, muito delidos, encimado pro pináculo cónico. Destaca-se a coluna, marcada ao centro por anel, e o capitel com decoração heráldica invocativa do donatário da vila.
Número IPA Antigo: PT031014020001
 
Registo visualizado 304 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de calcário, composta por soco de três degraus quadrados, escalonados, sobre o qual se ergue o pelourinho, de base prismática oitavada, fuste cilíndrico decorado na zona intermédia por anelete em torsal, rematado por capitel prismático muito deteriorado, apenas com vestígios de escamados em relevo, sobre o qual assenta pequeno pináculo cónico.

Acessos

Largo de São Leonardo. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,339216, long.: -9,325620

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Situa-se em frente à Igreja de São Leonardo, ao centro de um passeio calcetado.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1165 - povoamento da zona por Guilherme de Lacorni, de ascendência francesa, a quem D. Afonso Henriques fez mercê da povoação; séc. 16, inícios - construção do pelourinho com as armas dos Condes de Atouguia; 1712 - é da comarca de Leiria e tem voto em Cortes, com assento no banco 16.º; tem 300 vizinhos e pertence ao Conde D. Jerónimo de Ataíde, sendo governada por 2 juízes ordinários, vereadores, procurador do concelho, escrivão da câmara, juiz dos órfãos com o respectivo escrivão; séc. 18, 2.ª metade - as armas foram picadas por ordem do Marquês de Pombal, na sequência da tentativa de assassinato de D. José, em 1759, por ordem do Marquês de Pombal (CALADO, 1991, p. 292).

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de calcário.

Bibliografia

CALADO, Mariano, Peniche na História e na Lenda, Peniche, 1991; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. III, Lisboa, Officina Real Deslandesiana, 1712; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, vol. V, Lisboa, 1955; Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1976; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/75036 [consultado em 20 dezembro 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMCentro/DM

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 5, n.º 38, fl. 765-774)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Isabel Mendonça 1992

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login