Pelourinho da Pederneira

IPA.00001774
Portugal, Leiria, Nazaré, Nazaré
 
O pelourinho quinhentista era de bola, com plataforma octogonal de quatro degraus, plinto paralelepipédico e coluna de fuste facetado, de que resta apenas a plataforma, sobre a qual se ergue o tronco de árvore fossilizado com significado simbólico na povoação, a ponto de ser reaproveitado como memória do primitivo pelourinho da vila.
Número IPA Antigo: PT031011020001
 
Registo visualizado 492 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição monástica  Tipo bola

Descrição

Plataforma de planta octogonal, formada por quatro degraus, assente em soco sobrelevado, rebocado e pintado de branco. Sobre esta, surge monolítico de sílex, correspondendo a fragmento de tronco fossilizado de uma gimnospérmica (de uma conífera cretácica), vulgarmente conhecido como Pederneira, com cerca de 1,10 m. de altura e de diâmetro irregular.

Acessos

Pederneira; Largo Bastião Fernandes

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, no centro do principal largo da povoação, de planta retangular, pavimentado a calçada à portuguesa, formando quadrícula de malha larga preta e branca, integrando lateralmente algumas árvores de grande porte, canteiros de flores e bancos de jardim. O largo é enquadrado a E. pelo edifício da Casa da Câmara da Pederneira (v. IPA.00003334) e a S. pela fachada lateral esquerda da Igreja Paroquial da Pederneira (v. IPA.00001421).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1195 - a povoação da Pederneira constitui um dos coutos do Mosteiro de Alcobaça; D. Sancho I, condenando algumas atitudes menos próprias por parte dos habitantes da localidade contra o prior do mosteiro, que detinha a tutela sobre o território, dirige carta aos juízes da Pederneira, para castigarem danos e ofensas feitos pelos habitantes contra o prior de Alcobaça; 1514, 01 outubro - D. Manuel I concede foral novo à vila da Pederneira; provável construção de um pelourinho *1; 1712 - Pederneira tem 250 vizinhos e é da comarca de Leiria; 1758, 01 julho - o pároco Inácio Barbosa de Sá nas Memórias Paroquiais da freguesia, refere que a povoação, com 171 fogos, integra os coutos do Mosteiro de Alcobaça, tem dois juízes ordinários e câmara; 1855 - extinção do concelho da Pederneira devido ao declínio demográfico, sendo então anexado ao de Alcobaça; 13 janeiro - extinção do julgado judicial da Pederneira; 1876 - apeamento do pelourinho; 1886 - o tronco fossilizado de uma conífera cretácica é transportado do antigo cemitério, para a Praça Bastião Fernandes e colocado em frente da antiga câmara, em substituição do antigo pelourinho, como que apelando a um sentimento de autonomia; 1898, 3 junho - restaura-se o concelho da Pederneira; 1912 - criação do concelho da Nazaré, devido ao crescimento da povoação da Praia da Nazaré, onde é integrada a povoação da Pederneira; o fóssil é aproveitado como símbolo popular da soberania local; 1942 - a base e outros pedaços do antigo pelourinho guardam-se no Edifício dos Paços do Concelho.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura de silex; plataforma rebocada e pintada ou com degraus em cantaria.

Bibliografia

COELHO, P. M. Laranjo - "A Pederneira - apontamentos para a história dos seus mareantes, pescadores, calafates e das suas construções navais, nos sécs. XV a XVII" in O Archeologo Português. Lisboa: 1922, vol. 25; COSTA, António Carvalho da (Padre) - Corografia Portugueza. Lisboa: Officina Real Deslandesiana, 1712, vol. 3; MALAFAIA, E. B. de Ataíde - Pelourinhos Portugueses - Tentâmen de Inventário Geral. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MARQUES, Maria Zulmira Albuquerque Furtado - Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça. Alcobaça: Tipografia Alcobacense, 1994; MESQUITA, Marcelino - Praia de Portugal - A Nazareth, Sítio e Praia. Lisboa: 1913; SEQUEIRA, Gustavo de Matos - Inventário Artístico de Portugal. Distrito de Leiria. Lisboa: Academia Nacional de Belas Artes, 1955, vol. V; Pelourinho (Tronco fóssil), (http://www.cm-nazare.pt/), [consultado em 20-01-2014].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, SIPA

Documentação Administrativa

BNP: FIGUEIREDO, Frei Manuel de, 1780 (Cód. 1479) ; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 28, n.º 98, fl. 625-628)

Intervenção Realizada

Observações

*1 - O primitivo pelourinho tinha plinto paralelepipédico, coluna de fuste octogonal, e remate em bola, assentando num soco de granito, com quatro degraus, provavelmente o que serve de apoio ao marco de pederneira; no topo tinha um espigão em ferro com gancho.

Autor e Data

Isabel Mendonça 1991

Actualização

 
 
 
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