Capela de Santa Ana

IPA.00001751
Portugal, Leiria, Bombarral, Roliça
 
Arquitectura religiosa, tardo-barroca. Capela mostrando ainda uma grande imponência, de nave única e capela-mor com sacristia adossada. Fachadas laterais revelando a existência de outras construções e apresentando modinaturas dos vãos tardo-barrocas. Interior de nave sem cobertura, com duas bases de púlpito que se confrontam. Arco triunfal pleno, apresentando, ainda, vestígios de policromia do marmoreado, abre para capela-mor com cobertura em abóbada de berço sobre cornija, de grande profundidade, em cujo pavimento lajeado se encontra uma pedra epigrafada, vestígios de degraus do altar e de um carneiro. Capela construída a partir de 1753, tendo a primeira missa sido dita, com autorização, em 1764. A não referência à sua existência nas Memórias Paroquiais de 1758, deve-se, provavelmente, ao facto de o templo ainda não ter sido consagrado nessa data. O único acesso ao interior do templo é efectuado pela sacristia, dado todos os vãos estarem entaipados. A grande profundidade da capela-mor poderá ser justificado pela hipótese de ter existido uma cripta nesse espaço. Os vestígios de ossadas encontradas e a existência do Carneiro, levam-nos a acreditar que o espaço da capela-mor que apresenta maior depressão fosse na realidade um espaço de enterramento. A nave foi cortada tendo sido adossado à fachada principal o edifício da escola, de planta rectangular, com cobertura diferenciada em telhados de 4 águas; apresenta características tardo-barrocas nas modinaturas dos vãos, fazendo supor o aproveitamento dos materiais da capela.
Número IPA Antigo: PT031005030018
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Conjunto de planta longitudinal composto por capela de nave única, capela-mor mais estreita e de grande profundidade, sacristia adossada a SO.e edifício escolar adossado a NO:. Volumes articulados e disposição horizontalista das massas, apresentando a capela-mor alguma verticalidade que impõe ao conjunto um certo dinamismo. CAPELA: cobertura inexistente sobre a nave, em abóbada na capela-mor e em laje pré-esforçada sobre a sacristia. Fachadas em alvenaria de pedra argamassada sem reboco; remates em empena recta nas fachadas laterais e triangular nas de topo. Fachada lateral direita: corpo da nave com marcação de um vão cego de moldura rectangular; corpo saliente da sacristia com portão que dá acesso ao interior do templo e corpo reentrante da capela-mor rasgado por vão de iluminação de moldura rectangular; os corpos são delimitados por cunhais de cantaria, sendo estes arredondados no corpo da sacristia. Fachada posterior: delimitada por cunhais em cantaria é rasgada por 2 vãos. Fachada lateral esquerda: corpo da capela-mor com remate em empena recta com cornija saliente, rasgada por janela de moldura rectangular, recortada, com gradeamento, é delimitado por contraforte do corpo saliente da nave, rasgado por 3 vãos cegos e apresentando no remate vestígios de uma sineira. INTERIOR: de nave única com cobertura inexistente, apresenta paredes em alvenaria de pedra rebocada e com vestígios de pintura a branco e pavimento em terra batida. Parede fundeira com pórtico e janela superior entaipados; porta e janela entaipadas na parede do lado do Evangelho e do lado da Epístola abre-se a porta para a sacristia, tornando-se o único meio de acesso ao interior do templo. Confrontantes são duas bases de púlpitos assentes sobre mísulas, com acessos entaipados. Arco triunfal pleno, sobre pilastras, apresentando, ainda, vestígios de policromia do marmoreado, abre para capela-mor (esguia e profunda) rebocada, de cobertura em abóbada de berço assente em cornija; vestígios de degraus do altar com supedâneo e de um carneiro sob os restos do pavimento lajeado. Hipotética existência de uma cripta na capela-mor à qual se acede por 3 degraus descendentes, sendo visível os vestígios de uma pedra tumular epigrafada com a inscrição: "JANEIRO / ANO"; parede testeira rasgada por dois vãos Sacristia de planta rectangular com paredes rebocadas e pintadas e pavimento em cimento; parede lateral direita rasgada por vão de iluminação e dois vãos de moldura rectangular recortadas superiormente e rematadas por friso, rasgam-se na parede lateral esquerda, um com acesso à nave e outro cego com grande lage de pedra na soleira. EDIFÍCIO ESCOLAR: justaposto ao frontispício da capela, constituído por planta quadrangular e coberturas diferenciadas em telhados de 4 águas, com cantarias reaproveitadas do templo. Fachadas percorridas por embasamento, rebocadas e pintadas de branco com remates em beiral. Fachada principal com alpendre de cobertura em telhado de 3 águas, assente sobre 2 colunas toscanas e um lanço de escadas com guarda em pedra, através do qual se acede à entrada principal com porta de moldura recta recortada superiormente rematada por friso e ladeada por duas janelas de peito com o mesmo recorte e com falso avental. Fachada lateral direita aberta por 2 janelas de recorte igual às da fachada principal e uma porta rectangular a que se acede por um lanço de escadas com guarda em alvenaria. Fachada lateral esquerda rasgada por 3 janelas de moldura rectangular. INTERIOR: de espaço amplo, dividido por um balcão que diferencia o espaço público do espaço de serviço. Paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em mosaico e tecto em laje

Acessos

Lugar da Columbeira, Rua de Santana, Rua Francisco Mega. WGS84 (graus decimais) lat.: 39.303980, long.: -9.195580

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, implantado em vasta plataforma, de onde se desfruta uma magnífica paisagem agreste, desde a Serrra do Picoto, marcada pela presença de um cruzeiro, cuja base tem inscrita a data de 1753, (*1), e mais próximo a chamada Serra do Castelo, cujo coberto vegetal é constituído por vegetação rasteira, e onde se localiza um Castro descoberto por José Leite de Vasconcelos no início do séc. 20. Situa-se num adro de terra batida, delimitado por muro, onde foram construídas algumas estruturas de apoio às festas populares anuais, localizadas à esquerda, e um pequeno parque infantil à direita. Ao templo foi adossado a NO., fachada principal, um edifício escolar.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Privada: pessoa coletiva

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Mestre pedreiro: António Antunes e António Costa; Mestre canteiro: Leonardo da Silva, Gregório da Silva e mestre Justino; Carpinteiros: António José e José Francisco

Cronologia

1753, 23 agosto - Instituição da Confraria de Santa Ana e Nossa Senhora da Pobreza com a Capela de Domingos e Dias Santos, por Domingos Francisco Soares e Silvestre da Silva Torres, os quais doaram de esmola à confraria 300.000 rs. para início da nova igreja; 13 setembro - compra da terra chamada o "Carreiral" para nela se edificar a igreja nova que os instituidores da capela determinam dar princípio, a qual compra se fez por preço de nove moedas que são 43$200; foi efectuado o pagamento de $110 para a certidão da siza; elaboração da escritura tendo sido escrivão o tabelião António José de Arruda da Vila de Óbidos, pelo valor de $800; 19 novembro - despesa efectuada com o pedido de licença do Exmº Cardeal Patriarca para a erecção da nova igreja; 1754 - despesa com oito homens a "tirar área", de 1$210; construção de uma ponte na levada para conduzir a pedra das pedreiras, $200; início da construção do templo tendo sido feita a despesa com 177 homens a $140, pela primeira vez que foi no mês de Março, e para abrirem alicerces e servirem os pedreiros, 24$780; despesa com 64 oficiais de pedreiro a $240 num total de 15$480; despesa com 245 homens a abrir alicerces e tirar entulho, arrancar e carregar pedra e a servir pedreiros; (*2); 1754 - 1755 - despesa efectuada na obra da igreja dos alicerces para cima; 1755 - 1756 - pagou-se pelo arco da capela-mor 72$000; foi despendido na imagem de Santa Ana 75$900; 1757 - 1758 - despesa com 32 oficiais de canteiro a lavrar os portais, no valor de 7$885; 1760 - 1761 - despesa efectuada com o visitador no valor de $600; colocação das grades de ferro na capela-mor; 1761 - 1762- despesa com a grade de ferro para a janela da tribuna; pagamento ao oficial de canteiro Leonardo Silva e oficial de pedreiro António Antunes; 1762 - 1763 - construção do telheiro; 1764 - 1765 - despesa para licença de celebração da missa na capela, no valor de 46$600; despesa de 76$600 nos ornamentos da igreja; 1767 - no livro paroquial lê-se: "Recebeu de Maria Josefa de esmola que deixou o Frei Manuel de Santo António, Exmº. D. Abade do Real Mosteiro de Vale Bem-Feito e foi a primeira pessoa que se enterrou nesta igreja (...)"; 1771 - 1772 - despesas com os consertos do telhado e compra de um sino por 2$380; 1775 - 1776 - continuação das obras da igreja e pagamento ao mestre Leonardo da Silva que veio "tirar as cérceas dos arcos"; 1777 - 1778 - despesa paga ao Mestre Leonardo pela feitura da concha para o portal principal da igreja no valor de 7$940; 1781 - 1782 - pago ao Visitador a importância de 2$520; 1784 - 1785 - foram efectuados consertos diversos na igreja; foi colocada uma porta nova na sacristia; 1786 - 1787 - obras no telheiro; 1792 - 1793 - custo do portal para a porta da igreja de Santa Ana de 5$850; 1794 - 1795 - obras de carpintaria para consertar a igreja 1$200; 1799 - 1800 - obras diversas na capela; substituição dos vidros das janelas; 1801 - 1802 - arranjo da porta da sacristia; 1803 - 1804 - substituição de duas janelas, uma para a sacristia e outra para cima da porta; 1804 - 1805 - obras na sacristia da parte sul; 1806 - 1807 - obras na capela-mor; 1808 - 1809 - feita porta nova para o portal principal por um carpinteiro que veio de Lisboa, pelo valor de 39$200; 1809 - 1810 - substituição dos caixilhos da capela-mor e vidros, por 9$100; arranjo do telhado da igreja, pelo valor de 13$700; colocação da porta nova no portal, tendo este sido rasgado; 1812 - 1813 - obras gerais de reparação do telhado da igreja; 1813 - 1814 - continuação das obras do telhado; construção do muro delimitador do adro por 15$050; 1855, 4 julho - pedido de autorização para instituição da Confraria de Santa Ana, Nossa Senhora da Pobreza e Santa Justa, por José Ferreira e outros moradores do lugar da Columbeira do Concelho de Óbidos, à Secretaria de Estado dos Negócios do Reino; 1855, 26 julho - parecer negativo da Junta da Paróquia da Roliça relativamente à instituição da Nova confraria de Santa Ana e Santa Justa, onde refere "(...) que duas Ermidas, uma em que se venera a Senhora Santa Ana e outra Santa Justa e a Senhora da Pobreza sejam fundidas numa só confraria.(...)"; 1856, 11 fevereiro - a instituição da Confraria foi aprovada por decreto, tendo-lhe sido atribuída Carta de Autorização da Confraria e confirmação do Compromisso; 1877, 21 outubro - Cópia do Inventário de todos os bens da confraria de Santa Ana e Santa Justa da Columbeira, freguesia de Nossa Senhora da Purificação da Roliça, confeccionado em Setembro de 1877 sendo Juiz João Ferreira, Tesoureiro Joaquim Lopes e Procurador Francisco Gomes, todos da Columbeira (*3); 1891, 31 outubro - Documento de despesa da Irmandade de N. S. Sant'Anna da Columbeira para pagamento de "Diversos materiais consumíveis na reparação do telhado da Capela de Santa Anna (...)", tendo-se gasto a importância de 4$610; 1899 - despenderam-se 1$200 com a limpeza das Capelas de Santa Ana e Santa Justa; foram efectuados pequenos reparos no exterior da Capela de Santa Ana tendo-se gasto a importância de 9$970; 1911 - expropriada à Igreja ao abrigo da Lei da Separação de Bens, sendo transferida para a posse do Estado; 1912, 15 setembro - Estatutos da Confraria de Nossa Senhora Santa'Anna e Santa Justa da Columbeira, freguesia de Nossa Senhora da Purificação da Roliça, Concelho de Óbidos, organizados de harmonia com o Decreto de 20 abril 1911; 1923, 29 julho - foi efectuado o arrolamento adicional da Capela de Santa Ana; 1923, 6 novembro - Dec. nº 9:220, cedendo "à Junta de Freguesia da Roliça (...), a título definitivo, para construção de uma escola de ensino primário geral, recreio dos alunos, habitação do respectivo professor e instalação do posto do registo civil, as ruínas e o terreno da antiga Capela de Santa Ana da Columbeira (...)"; 1924 - construção da Escola Primária adossada à fachada principal da capela com utilização de algumas cantarias da capela; 1944, 29 novembro - Auto de Entrega pela Direcção-Geral da Fazenda Pública à Fábrica da Igreja da Freguesia da Roliça do edifício da Igreja de Santa Ana, em ruínas e terreno anexo. "A entrega do edifício descrito sob a verba nº 135 (Edifício da Capela de Santa Ana) é feita com reserva pelo facto de nele funcionar a escola, o qual será entregue logo que outro seja construído para esse fim (...)", passando, a partir desta data, a ser propriedade da Fábrica da Igreja da Freguesia da Roliça; séc. 20 - destacamento da pedra de fecho do arco triunfal; séc. 20, anos 70 - a escola já se encontrava desactivada; 1973 - construção de um portão de ferro que veda o recinto; 1978, 11 junho - relatório pedindo autorização para construção de sanitários no recinto da capela e um coreto em betão armado «Explicada pelo vigário das Caldas da Rainha a posse jurídica do local, (...) e considerando abusiva a utilização pela Comissão de Festas da Columbeira, do espaço da capela para os arraiais das festas, sem prévio consentimento da Fábrica da Igreja, legítima proprietária do terreno»; 14 junho - segundo a opinião do Pároco da Roliça e do Vigário das Caldas da Rainha sobre o problema do terreno da Capela de Santa Ana, "Entendemos que a melhor solução seria a venda do terreno devendo antes a Comissão de Arte Sacra pronunciar-se sobre o possível valor arquitectónico da capela em ruínas."; 1983, 15 março - constituição da Associação de Melhoramentos da Columbeira, publicada em DR 83, III Série em 11 de abril, que tem os seguintes fins: "(...) Defender e valorizar o património arquitectónico da terra; Promover empreendimentos de interesse local com restrita colaboração com a autarquia local e com outras entidades competentes. (...)" ; 1983, 23 dezembro - assinatura do contrato de Compra e Venda celebrado entre a Fábrica da Igreja Paroquial da Roliça e a Associação de Melhoramentos da Columbeira, que adquiriu pelo preço de 142.500$00 (cento e quarenta e dois mil e quinhentos escudos), "um prédio urbano composto de igreja em ruínas (...) a confrontar do Norte com Joaquim Maria Gualdino e Gualdino Maria Pereira, do Sul e Nascente com Fernando Garcia Sena Martins e do Poente com José Francisco Avelar, José Albino Ferreira, Feliz de Sousa, serventia, Francisco Cândido Monteiro e José Lourenço, com a superfície coberta de 200 m2 e descoberta de 670 m2, inscrito na matriz sob o artigo 2.516 (...) descrito no Registo Predial sob o nº 637, do Livro B-2, da Conservatória do Bombarral."; 1996 - Acta nº 12/96 , em Reunião pública e ordinária da Câmara Municipal do Bombarral, do dia 19 de Março, foi pedido pelo Conservador do Museu Municipal do Bombarral, que fosse aberto concurso para os trabalhos de recolocação da pedra de fecho do arco triunfal; (...) "O senhor vereador Luís Duarte, informou que, contactada a Associação de Melhoramentos da Columbeira, a mesma autorizou a realização destes trabalhos, desde que não ponham em causa as festividades que vão levar a efeito no local. Foi deliberado por unanimidade e em minuta mandar abrir concurso para a realização dos trabalhos solicitados pelo Conservador do Museu Municipal."; 2007 - projecta-se a demolição do antigo templo por este se encontrar em avançado estado de ruína; 6 de Maio - a Comissão de Festas, entidade responsável pelo edifício, fez uma consulta à população do lugar da Columbeira para se decidir da demolição ou não do templo (informação oral); 09 maio - proposta de classificação particular; junho - elaboração da Carta de Risco do imóvel pela DGEMN; 2008, 14 maio - proposta da DRCLVTejo de encerramento do processo de classificação por não ter valor nacional; 26 maio - Despacho de encerramento do processo de classificação pelo diretor do IGESPAR.

Dados Técnicos

Paredes portantes (nave), estrutura mista (capela-mor).

Materiais

Estrutura em alvenaria e cantaria; pavimento (vestígios) lajeado; cobertura em telha (Escola)

Bibliografia

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco; CMBombarral: planta cartográfica; Museu Municipal

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco; Cúria Patriarcal: Chancelaria - Arquivo Histórico; CMLeiria: ADLRA - GCLRA /E/21/13 - Dep. III - 74 - C - 4; CMBombarral: Museu Municipal; Livro de Despesas da Confraria de Santa Ana e Nossa Senhora da Pobreza (1753 - 1816)

Intervenção Realizada

CMBombarral: 1997 - realização de escavações arqueológicas; DGEMN: 2007 - levantamento gráfico da capela e adro; elaboração da Carta de Risco; elaboração do projecto de arquitectura para a reconstrução do edifício.

Observações

A escultura de Santa Ana encontra-se colocada na Capela do Senhor Jesus da Boa Hora, de Santa Justa e Santa Rufina (v. PT031005030012). A concha, de estrutura neoclássica, que se encontra actualmente junto da fachada principal do edifício da antiga escola foi talhada para remate do portal principal. Existe um pinheiro nascido sobre o telhado da capela-mor, o que comprova o avançado estado de deterioração do templo. A pedra de fecho do arco triunfal continua caída (07-05-07). *1: pensamos que esta base poderá ser uma pedra aproveitada da Capela de Santa Ana, quando da erecçãodo cruzeiro neste local; *2: Em finais de 1754 tinham sido gastos com a construção da nova igreja o valor de 1 conto 163.825 reis. *3: O inventário dos bens da confraria dá-nos conta da existência de "uma banqueta de madeira dourada", o que pressupõe a existência de um retábulo na capela; é igualmente referido a existência de uma coroa de prata pertencente à imagem de Santa Ana e outra mais pequena, também de prata, da imagem da Virgem; e também a existência de "Nove capas de irmãos de pano encarnado" e "Doze de [serafina] encarnada".

Autor e Data

Lurdes Perdigão 1998 / Cecília Matias 2007

Actualização

 
 
 
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