Liceu D. João III / Liceu Nacional Dr. Júlio Henriques / Escola Secundária José Falcão

IPA.00017480
Portugal, Coimbra, Coimbra, União das freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)
 
Arquitectura educativa, modernista. Liceu.
Número IPA Antigo: PT020603250136
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Educativo  Escola  Liceu  

Descrição

Acessos

Avenida Dom Afonso Henriques

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 241/2010. DR, 2ª série, n.º 63 de 31 de março 2010

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Educativa: liceu

Utilização Actual

Educativa: escola secundária

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Ministério da Educação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTOS: Carlos Chambers Ramos; Jorge Segurado; Adelino Nunes (1930-36)

Cronologia

1928 - O sucessivo aumento dos alunos (cerca de 1000) que frequentavam o Liceu José Falcão, instalado no Colégio de S. Bento (de fundação quinhentista), justificou a criação de um novo liceu, o Liceu Júlio Henriques; 1928, 11 Set. - criação da Junta Administrativa do Empréstimo para o Ensino Secundário, consagrada pelo decreto nº 15.942 (Diário do Governo, nº 209, 11/09/1928), enquadrado na acção de Duarte Pacheco, então ministro da Instrução Pública. Este organismo era constituído por: um representante do Conselho de Inspecção do Ensino Secundário (pressidente); um qrquitecto, um engenheiro, um médico, um representante da 10ª Repartição da Direcção Geral da Contabilidade Pública e por um professor. Tinha a finalidade de aplicar e gerir um empréstimo concedido pela Caixa Geral de Depósitos, no valor de 40.000.000$00, "destinado à construção de edifícios para o funcionamento dos liceus, à conclusão dos já iniciados e a grandes reparações", contemplando ainda a "aquisição de mobiliário e material didáctico" e as despesas de instalação de estudantes em residências (decreto nº 15.942, art. 4º); 1930, 11 Out. - abertura de três concursos públicos para a concepção dos edifícios dos liceus nacionais de Beja, Lamego e Coimbra. O programa e condições gerais do concurso não são corroborados pela Sociedade dos Arquitectos Portugueses, reclamando o lugar do arquitecto na coordenação do projecto (cf. RIBEIRO, Ana Isabel, p. 502); a equipa constituída por Carlos Ramos, Jorge Segurado e Adelino Nunes obtém o primeiro lugar para o Liceu Júlio Henriques em Coimbra; 1931, Ago.-Set. - a revista ARQUITECTURA publica os projectos para os novos liceus, referindo-se aos mesmos nos seguintes termos: "magníficos edifícios de arquitectura moderna, de aparência correctíssima e que mostra que no nosso país se acompanha o progresso arquitectural, em qualquer das suas modalidades" ("Liceus Modernos", in ARQUITECTURA, Lisboa, nº 20, Ago.-Set. 1931, p. 74); 1934, 10 de Ago. - através do Ministério das Obras Públicas e Comunicações foi publicado o decreto-lei nº 24.337, que remodelou a Junta Administrativa do Empréstimo para o Ensino Secundário, transformando-a em Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário, passando a organizar, "segundo as instruções que lhe forem dadas e as directrizes de ordem pedagógica fixadas ou aprovadas pelo Govêrno, os programas-tipo das novas construções para escolas de ensino técnico elementar e sobre eles, depois de aprovados superiormente, delineará os projectos-tipo dos edifícios a construir" (decreto-lei nº 24.337, art. 5º); 1936, 16 Out. - Carlos Ramos dirige-se ao Presidente da Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário no sentido de entregar o novo projecto para a escada situada no gaveto do edifício do liceu, tratando-se da 4ª solução apresentada. Desde1930 até esta data, o projecto inicial foi submetido a sucessivas transformações, solicitadas pelas diversas Juntas e técnicos que foram acompanhando as obras dos liceus nacionais. Carlos Ramos, "único sobrevivente" como afirma, lamenta o sistemático desvirtuar da concepção inicial, que respondia eficazmente ao programa proposto: "de então para cá, há aulas transformadas em anfiteatros, vestíbulos transformados em vestiários, oficinas em salas de estar [...] sem falar na série interminável de substituições nos materiais previstos para o seu acabamento" (PT DGEMN: CCR 3/45, carta dirigida ao "Digníssimo Presidente da Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário", n.ass. [Carlos Chambers Ramos], 16 Out. 1936); 1936 - no âmbito da acção reformadora do Estado Novo os liceus José Falcão e Júlio Henriques fundem-se, formando o Liceu D. João III; 1938 - criação de um novo plano nacional para as construções liceais que tanto contemplou a construção de dez novos liceus, como implicou a ampliação e beneficiação dos liceus já existentes. Integrado neste plano, o Liceu Júlio Henriques sofreu obras de ampliação, em mais um piso, nas alas S. e O.; 1947 - com a publicação do Estatuto do Ensino Liceal o Liceu D. João III passa a ser o único estabelecimento do país autorizado a fazer a formação de professores (cf. RODRIGUES, p.239); 1950 - Câmara Municipal de Coimbra adquire 4.413 m2 de terreno para a escadaria em frente ao liceu; 1974 - o liceu retoma o nome do primeiro patrono - José Falcão; 2007, 19 Abril - por despacho do Senhor Presidente do IPPAR, dfoi aprovada a proposta de classificação como Imóvel de Interesse Público e a delimitação da Zona Especial de Protecção.

Dados Técnicos

Materiais

Estrutura em betão; cobertura plana; alvenaria em tijolo.

Bibliografia

"Liceus Modernos", in ARQUITECTURA, Lisboa, nº 20, Ago.-Set. 1931; Diário do Governo, nº 209, 11/09/1928; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1952, Lisboa, 1953; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1955, Lisboa, 1956; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos Anos de 1959, 1º e 2º Volumes, Lisboa, 1960; SILVA, Armando Carneiro, Anais do Município de Coimbra 1940-1959, Coimbra 1981; RIBEIRO, Ana Isabel, Arquitectos Portugueses: 90 anos de vida associativa, 1863-1953, Dissertação de mestrado em História da Arte Contemporânea, FCSH, Universidade Nova, 1993; COUTINHO, Bárbara Santos, Carlos Ramos (1897-1969) - Obras, Pensamento e Acção. A Procura do Compromisso entre Modernismo e Tradição, texto policopiado, Lisboa, FCSH-UNL, 2001; TOSTÕES, Ana, "Em direcção a uma nova monumentalidade: os equipamentos culturais e a afirmação do Movimento Moderno", in Equipamentos e Infra-estruturas culturais. Actas do Terceiro Seminário Do.co.mo.mo Ibérico, Porto 2001, pp. 17-28; RODRIGUES, António Simões, Liceu José Falcão, em Coimbra, in NÓVOA, António e SANTA-CLARA, Ana Teresa, Liceus de Portugal: Histórias, Arquivos, Memórias, Lisboa, Asa, 2003, pp. 223-241; MONIZ, Gonçalo Canto, "O Liceu Moderno. Do programa-tipo ao liceu-máquina", in Arquitectura Moderna Portuguesa 1920 - 1970, (coord. TOSTÕES, Ana, LACERDA, Manuel, SOROMENHO, Miguel), Lisboa: IPPAR, D.L., 2003, pp. 73-74; CATRICA, Paulo, Liceus, Lisboa, Assírio e Alvim, 2005, pp. 67-81; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/327981 [consultado em 12 agosto 2016].

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DRELisboa/DEM, DGEMN/DREMC, DGEMN/ Arquivo Pessoal do Arquitecto Carlos Chambers Ramos

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/Arquivo Pessoal do Arquitecto Carlos Chambers Ramos

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DREMC, DGEMN/Arquivo Pessoal do Arquitecto Carlos Chambers Ramos

Intervenção Realizada

DGEMN: 1955 - Execução de obras de conservação, pela Direcção dos Serviços de Construção e Conservação; 1956 - obras de conservação, pelos Serviços de Construção e Conservação; 1959 - elaboração de projectos pela Junta das Construções para o Ensino Técnico e Secundário; obras de reparações urgentes, pelos Serviços de Construção e Conservação, em conjugação com a Junta de Construções para o Ensino Técnico e Secundário; 1968, Março - instalação de sistema de tratamento e aquecimento de água e climatização do ar ambiente no edifício da piscina, elaborado pela Repartição Técnica de Electrotecnia e Mecânica da DGEMN.

Observações

EM ESTUDO.

Autor e Data

Patrícia Costa 2003 / Filomena Bandeira 2006 / Rute Figueiredo 2007

Actualização

 
 
 
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