Pelourinho de Nisa

IPA.00001677
Portugal, Portalegre, Nisa, União das freguesias de Espírito Santo, Nossa Senhora da Graça e São Simão
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de pinha cónica embolada, com soco quadrangular de 3 degraus, onde assenta plinto paralelepipédico e fuste octogonal, no topo do qual surgem os ferros de sujeição curvilíneos, e o remate em pináculo cónico, com elementos heráldicos, encimado por esfera armilar. O remate com a espada da justiça é idêntico ao remate do pelourinho de Vila do Conde (CHAVES: 1938).
Número IPA Antigo: PT041212060004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição de ordem militar  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de mármore, composta por soco quadrangular de três degraus, tendo, ao centro, plinto muito alto, paralelepipédico, ornado em cada face por dois florões. Sobre ele uma coluna de base muito baixa, fuste piramidal octogonal e capitel simples ostentando numa das faces um brasão esculpido; sob ele arrancam quatro ferros recurvos. Remate em pinha coroada de esfera armilar em ferro e sobre ela uma mão empunhando uma espada também em ferro.

Acessos

Praça do Município. WGS84 (graus decimais) lat.: 39.518422; long.: -7.649098

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Fica à entrada do jardim público da vila, no centro de zona ajardinada.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Art.º 3.º, Dec. n.º 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 14 - fundação do povoação, por D. Dinis; 1311 - passa da Ordem do Templo para a Ordem de Cristo; 1512 - concessão de foral por D. Manuel I; provável construção do pelourinho; a povoação tinha voto em Cortes, com assento no banco 7.º; séc. 18, meados - erecção do pelourinho que terá substituído o antigo pelourinho manuelino; 1758, 26 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Frei Manuel Dias Canhestro, é referido que a povoação, com 340 fregueses, é cabeça de comarca da Ouvidoria da Ordem de Cristo, sendo comendador o Duque de Famões; exceptuando os dízimos, pertence ao rei; tem juiz de fora, nomeado pelo rei, e ouvidor; 1877 - demolição do pelourinho, ordenando-se a venda da pedra; erguia-se diante da Casa da Câmara; 1917 - parte da antiga estrutura servia de suporte a uma bandeira indicativa da venda de petróleo junto à capela do Calvário; 1938 - segundo Luís Chaves, os degraus serviam de bancos públicos no Rossio da vila e o fuste, à entrada do mesmo, servia de poste para afixação de cartazes; os restantes elementos encontravam-se guardados num armazém da câmara; 1940, cerca - removido para o local onde hoje se encontra.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de mármore.

Bibliografia

CHAVES, Luís, Os pelourinhos - Elementos para o seu catálogo Geral, Lisboa, 1938; FIGUEIREDO, José Francisco, Monografia da notável Vila de Nisa, Sintra, 1956; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; MOURA, José Dinis da Graça Mota Memória Histórica da Notável Vila de Nisa, Lisboa, 1982.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMS

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREMS

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 25, n.º 24, fl. 155-182)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Rosário Gordalina 1991

Actualização

 
 
 
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