Pelourinho de Muxagata

IPA.00001523
Portugal, Guarda, Vila Nova de Foz Côa, Muxagata
 
Pelourinho quinhentista, de gaiola octogonal, com soco octogonal de sete degraus, fuste octogonal, com capitel simples e oito colunelos, encimado por chapéu cónico e elemento heráldico. Apresenta afinidades com os pelourinhos de Almendra (v. PT010914010004), Castelo Rodrigo (v. PT020904030003), Trancoso (v. PT020913170001). Capitel constituído por anel circular antecedido por motivos em forma de chanfro, semelhantes à base da coluna. Motivo semelhante a flor-de-lis invertida nos espaços intercolunares da gaiola.
Número IPA Antigo: PT010914100008
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição de ordem militar  Tipo gaiola

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco octogonal de sete degraus, sendo os três superiores com rebordo e os restantes de aresta viva. Os três primeiros encontram-se semi-enterrados no solo. Coluna de fuste octogonal, de superfície plana, com base quadrada chanfrada nos ângulos. Capitel com anel circular antecedido por motivos em forma de chanfro, semelhantes à base da coluna. Remate em gaiola, com base piramidal de base octogonal truncada e invertida, composta por colunelo central liso e oito colunelos de fuste cilíndrico com remate inferior composto pela sobreposição de anéis circular de diâmetro decrescente e com remate superior em forma de cogulhos, motivo semelhante a flor-de-lis invertida nos espaços intercolunares. Chapéu da gaiola de base octogonal, sendo coroada por esfera armilar encimada por cruz em ferro.

Acessos

Largo da Praça. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.036748; long.: -7.167622

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, situa-se em local desnivelado, fronteiro à antiga Casa da Câmara, Tribunal e Cadeia, edifício com balcão alpendrado, largo delimitado por construções descaracterizadas.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

960 - referida no testamento de D. Flâmula Rodrigues como Uacinata; 1145 - integrava o termo de Longroiva, pertença da Ordem do Templo; 1321 - era uma comenda da Ordem de Cristo, pagando 100 libras; 1328 - Inquirições de D. Dinis referem que foi herdamento de Fernão Mendes de Bragança, tendo sido doada à Ordem dos Templários, juntamente com Longroiva, integrando o termo deste concelho; séc. 14 - hipotética concessão de carta de foral pela Ordem de Cristo; desde a sua doação aos Templários teria autonomia administrativa mas não jurídica (SÁ-COIXÃO); 1357, 30 Abril - comunicação a Muxagata do foral dado a Sernancelhe em 1124 por Egas Gozendes e João Viegas, hipotética concessão de carta de foral por D. Afonso IV (LEAL, P.); 1518 - concessão de carta de foral por D. Manuel, com referência a foral antigo dado pela ordem de Cristo, provável edificação do pelourinho; 1358, 14 Maio - confirmação do concelho por D. Pedro; séc. 14, final - a povoação foi anexada a Marialva; séc. 15 - D. Afonso V restaurou o concelho; 1519, 20 Dezembro - D. Manuel dá-lhe foral; séc. 17 - era Comenda de Santa Maria Madalena da Ordem de Cristo, doada a D. António de Ataíde, que recebia 800$000 de rendimento; 1708 - a povoação, com 250 vizinhos, pertence à Comenda de Longroiva; 1758, 20 Junho - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Frei Jacinto Tavares, é referido que a povoação tem 200 casas; 1820 - D. Maria Francisca de Mendonça Corte Real era proprietária da Comenda; 1836 - extinção do estatuto concelhio e integração no município de Vila Nova de Foz Côa.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de Granito; grimpa em ferro.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, dir., Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; AZEVEDO, Correia de, Património Artístico da Região Duriense, Porto, 1963; AZEVEDO, Correia de, Terras com Foral ou Pelourinho das Províncias do Minho, Trás-os-Montes, Alto Douro e Beiras, Porto, 1967; AZEVEDO, Joaquim de, História Eclesiástica da Cidade e Bispado de Lamego, Porto, 1877; BARROCO, Joaquim Manuel, Panoramas do Distrito da Guarda, Guarda, 1978; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. II, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1708; DIONÍSIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, Lisboa, 1927, CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos das Beiras, Lisboa, 1936; Foz Côa Inventário e Memóra, [coord. de SOALHEIRO, João], Porto, 2000; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; REAL, Mário Guedes, Pelourinhos da Beira Alta, in Beira Alta, Viseu, vol. XXIX, 1970; SÁ-COIXÃO, António de, dir., Notícias de Freixo de Numão, Freixo de Numão, 1982 - 1991; SÁ-COIXÃO, António do Nascimento e TRABULO, António Alberto Rodrigues, Evolução político-administrativa na área do actual concelho de Vila Nova de Foz Côa, Vila Nova de Foz Côa, 1995; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito da Guarda, Viseu, 1998; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72851 [consultado em 20 dezembro 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 25, n.º 25, fl. 1877-1880)

Intervenção Realizada

DGEMN: 1948 - consolidação da coluna, assentamento de colunelos em cantaria; 1973 - obras de consolidação

Observações

Autor e Data

Margarida Conceição 1992

Actualização

 
 
 
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