Pelourinho de Pinhel

IPA.00001497
Portugal, Guarda, Pinhel, Pinhel
 
Pelourinho quinhentista, de gaiola cilíndrica, com soco octogonal de cinco degraus, fuste octogonal e remate com gaiola, sustentada por pequenos colunelos, decorados com pináculos. Tem afinidades com o Pelourinho de Castelo Rodrigo (v. PT020904030003), na profusão de elementos decorativos.
Número IPA Antigo: PT020910170001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo gaiola

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco octogonal de cinco degraus, encontrando-se o primeiro semi-enterrado no solo. Coluna de fuste octogonal, com base quadrada chanfrada nos ângulos, que apresentam remate curvo, e relevos toscos na zona superior. Capitel, antecedido por chanfros iguais aos da base, constitui base da gaiola. Tem secção circular e está decorado com anel em forma de cabo e com rosetas e quadrifólios inscritos em círculos. Remate em gaiola, com oito colunelos estriados com base anelada e terminada em cone invertido e coroamento cónico estriado, encimado por pináculos decorados com motivos vegetalistas estilizados encimados por esferas. Chapéu da gaiola em cone estriado, constituído por duas peças sobrepostas.

Acessos

Praça Sacadura Cabral. WGS84 (graus decimais) lat.: 40.775440; long.: -7.062915

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto de16-06-1910, DG n.º 136 de 23 junho 1910 / ZEP, Portaria, DG, 2ª série, nº 8 de 10 janeiro 1963

Enquadramento

Urbano, isolado, situa-se em local plano ajardinado, fronteiro aos antigos Paços do Concelho (v. PT020910170008), Casa Grande (v. PT020910170010), Igreja da Misericórdia (v. PT020910170007) e Igreja de São Luís.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

500 a.C. - fundação lendária pelos Túrdulos, terá sido um castro pré-romano; 1179 - reconquista e concessão de carta de foral (?) por D. Afonso Henriques; 1189 - início da edificação do castelo por D. Sancho I; Pinhel tornou-se cabeça de concelho; 1209, Setembro - concessão de carta de foral por D. Sancho I. 1217, Outubro - confirmação do foral por D. Afonso III; 1282 ou 1312 - reforma do foral e reconstrução do castelo por D. Dinis; tinha alguns privilégios, pois era da coroa e não podia ser doada; os seus habitantes não eram obrigados a trabalhar na fábrica do castelo, não pagavam portagem em todo o reino, podiam apascentar os rebanhos em todo o país; na vila e termo os nobres e cavaleiros não podiam comprar bens de raiz, o que não impediu posteriormente a fixação de numerosas casas nobres; 1386 - confirmação do foral por D. João I; 1391 - criação da feira franca; 1510, 21 Junho - renovação do foral por D. Manuel; provável edificação do pelourinho; 1640 - obras de fortificação no contexto das Guerras da Restauração; 1646 - era cabeça de corregedoria; 1708 - tem assento em Cortes, no banco 9; tem intramuros 212 vizinhos e é cabeça de Comarca; 1758 - nas Memórias Paroquiais, é referido que a povoação, com 576 vizinhos, é do rei; tem juiz de fora, corregedor e câmara; 1770 - criação da diocese de Pinhel e elevação a cidade; 1810 - ocupação por Loisson durante as Invasões Francesas; 1822 - extinção da diocese.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, dir., Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1980; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos das Beiras, Lisboa, 1936; CHAVES, Luís, Pelourinhos Portugueses, Vila Nova de Gaia, 1930; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. II, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1708; Direcção-Geral do Planeamento Urbanístico, Plano da Área Territorial da Guarda, Património Artístico - Cultural, Situação Actual, Concelho de Pinhel, Lisboa, 1984; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; MARTA, Ilídio, Pinhel Falcão, Celorico da Beira, 1943; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; REAL, Mário Guedes, Pelourinhos da Beira Alta, in Beira Alta, Viseu, vol. XXVI, 1967; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito da Guarda, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 29, n.º 193, fl. 1357-1368)

Intervenção Realizada

Séc. 20, 1ª metade - obras de limpeza e conservação; consolidação dos degraus com grampos de ferro.

Observações

Autor e Data

Margarida Conceição 1992

Actualização

 
 
 
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