Pelourinho de Baraçal

IPA.00001396
Portugal, Guarda, Celorico da Beira, Baraçal
 
Pelourinho de reconstituição recente aproveitando o remate, único elemento quinhentista. É de pinha piramidal embolada, com os demais elementos reconstruídos no séc. 20, com base quadrangular de três degraus e fuste simples oitavado, com remate em pináculo piramidal e bola, tendo, numa das face, o escudo português. Semelhante ao do pelourinho de Forno Telheiro.
Número IPA Antigo: PT020903020004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco de três degraus quadrangulares, o primeiro parcialmente enterrado no pavimento, num dos lados, adaptando-se ao declive do terreno. Coluna de fuste octogonal desprovida de base e de capitel, e apresentando um diâmetro menor que o do remate. Este forma uma pirâmide de base octogonal apresentando rebordo saliente na parte inferior e um escudo com as cinco quinas numa das faces voltadas a S., constituindo este um elemento saliente.

Acessos

Rua de Nossa Senhora da Conceição; Rua do Forno. WGS84 (graus decimais) lat.: 40,681104, long.: -7,328480

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933 *1

Enquadramento

Urbano, isolado, num pequeno recanto junto da estrada municipal, situado a meia encosta, fronteiro a edifícios incaracterísticos e ladeado por casa brasonada em ruínas.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Período medieval - principal rendimento da povoação provinha dos direitos de portagem, facto que mais tarde gerou uma contenda entre o Bispo da Guarda e D.João I; 1527 - surge como concelho no Cadastro da população do Reino, com 45 habitantes; nunca possuíu foral próprio e pertencia à coroa (LEAL, P.); provável edificação do pelourinho; séc. 16 / 17 - conheceu alguma prosperidade relacionada com as actividades artesanais; 1758, 05 Abril - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo padre José Henriques de Carvalho, é referido que a povoação, com 80 vizinhos, era do rei; tem juiz ordinário, de fora, que servia o concelho e o de Celorico da Beira; no caso de ausência do juiz, exercia justiça o vereador mais velho da Câmara; séc. 19, início - extinção do estatuto concelhio e integração no concelho de Celorico da Beira; séc. 20, 1ª metade - queda do pelourinho na sequência de uma brincadeira de Carnaval, provocando a morte de uma pessoa e ferindo outras; o remate serviu posteriormente de ornamento à Fonte Grande; ainda é referenciado pela população o sítio da forca; 1960 - o remate estava junto a umas Alminhas; 1975 - restauro do Pelourinho, por iniciativa da Junta de Freguesia de Baraçal.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

CHAVES, Luís, Pelourinhos Portugueses, Vila Nova de Gaia, 1930; LEAL, Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873; MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; OLIVEIRA, Manuel Ramos de, Celorico da Beira e o seu Concelho, Celorico da Beira, 1939; RODRIGUES, Adriano Vasco, Celorico da Beira e Linhares, Celorico da Beira, 1979; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito da Guarda, Viseu, 1998.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 6, n.º 23, fl. 141-144)

Intervenção Realizada

JFB: 1975 - reconstituição do pelourinho, aproveitando-se o remate, o único elemento original.

Observações

*1 - DOF: Pelourinho de Baraçal (fragmento).

Autor e Data

Margarida Conceição 1992

Actualização

 
 
 
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