Solar dos Corte Real / Pousada de Linhares da Beira

IPA.00001386
Portugal, Guarda, Celorico da Beira, Linhares
 
Casa nobre tardo-barroca, com dois pisos e planta poligonal irregular. Fachada principal com composição simétrica. Portal centralizado, encimado pela janela de sacada e pelo frontão recortado enquadrando a pedra de armas. Conjugação entre vãos de lintel recto e em arco abatido. Superfície murária delimitada, em todos os alçados, por pilastras e cornija . Apontamentos decorativos restritos ao frontão ( motivos concheados e folhas de acanto estilizadas ). Espaço interno organizado através do átrio central e escadaria de três lanços paralelos. Cozinha situada no piso térreo e dotada de chaminé monumental. Edifício em ruínas, sem pavimentos e sem cobertura. Portal de lintel recto com a moldura saliente nos ângulos superiores e percorrida por duplo listel. Gradeamento da varanda em ferro forjado com motivos curvilíneos. Alçado posterior marcado pela varanda corrida do piso superior e óculo oval. Cozinha com armários embutidos nas paredes e chaminé em tijolo com forma prismática. A casa principal conjuga-se com construções anexas, igualmente arruinadas.
Número IPA Antigo: PT020903080012
 
Registo visualizado 656 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Casa nobre  Casa nobre  

Descrição

Edifício de dois pisos e planta poligonal irregular, com adossamento de construções anexas, encontrando-se sem cobertura. Na fachada principal, orientada a NE., abre-se o portal centralizado: apresenta lintel recto com moldura saliente nos ângulos superiores e percorrida por duplo listel. De cada lado observam-se duas janelas em arco abatido. No andar nobre, e no eixo do portal, rasga-se a janela de sacada, também em arco abatido e ladeada por duas janelas, estas de lintel recto. A superfície murária é rematada por pilastras nos cunhais e pela cornija, interrompida pelo frontão recortado, integrando o brasão e encimado por motivos concheados e folhas de acanto estilizadas. O alçado lateral SO. possui no rés-do-chão uma porta ladeada por janelas, repetindo-se esse esquema simétrico no piso superior. No lado oposto o piso térreo regista uma porta e pequena janela, enquanto superiormente se mantém a tripla fenestração. No alçado posterior, mostrando também vãos com moldura rectilínea, destaca-se uma varanda corrida no andar e um óculo oval. O espaço interno é estruturado a partir de um átrio lajeado e respectiva escadaria de três lanços paralelos, cujo arranque é marcado por um arco batido com motivo concheado no fecho. As restantes divisões, intercomunicantes, organizam-se em função desta referência central. Os compartimentos não possuem qualquer estrutura do pavimento ou cobertura, subsistindo apenas as paredes estruturais. Salienta-se a cozinha, situada no piso térreo e na zona posterior ao átrio: conserva armários embutidos nas paredes, a lareira e a respectiva chaminé prismática, construída em tijolo e atingindo grandes dimensões.

Acessos

Largo da Misericórdia

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano. Situa-se numa implantação privilegiada, à entrada da antiga Vila. Ocupa a totalidade do lado S. do Lg. da Misericórdia, fazendo gaveto para a R. da Procissão que se dirige para o Lg. da Praça. A fachada principal é paralela ao corpo da Igreja da Misericórdia (v. PT020903080026), encontrando-se ainda quase no eixo da Albergaria medieval (v. PT020903080027). Incluído em propriedade de grandes dimensões, congrega as ruínas de outras construções complementares.

Descrição Complementar

O edifício anexo, adossado ao alçado lateral virado para a R. da Procissão, não possui comunicação interna com a casa principal, muito embora a sua fachada tenha com vãos com moldura saliente. Trata-se de uma construção de dois pisos e planta trapezoidal irregular, ao qual se encontram-se adossadas as ruínas de outras construções em alvenaria de granito, cujas paredes estão integralmente revestidas pela vegetação espontânea. Distingue-se ainda, no muro virado para o Lg. do Pelourinho, parte de um portão.

Utilização Inicial

Residencial: casa nobre

Utilização Actual

Comercial e turística: pousada

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Época Construção

Séc. 18 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 18, 2ª metade - provável construção do edifício; a tradição oral refere que o primeiro proprietário edificou e destruiu o solar três vezes para mostrar a sua riqueza; 1941 - destruição do edifício na sequência de um ciclone, permanecendo desde essa data em ruínas; séc. 20, finais / séc. 21 - adaptação a pousada.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Granito, cantaria e alvenaria; revestimentos rebocados; madeira; tijolo; ferro forjado.

Bibliografia

OLIVEIRA, Manuel Ramos de, Celorico da Beira e o seu Concelho, Celorico da Beira, 1939; RODRIGUES, Adriano Vasco, Celorico da Beira e Linhares, Celorico da Beira, 1979; MOREIRA, Maria da Conceição, Linhares, Aspectos Históricos, Lisboa, 1980; NEVES, Vítor Pereira, Três Jóias Esquecidas, Marialva, Linhares e Castelo Mendo, Castelo Branco, 1993; ABRANTES, Leonel, Linhares Antiga e Nobre Vila da Beira, Folgosinho, 1995.

Documentação Gráfica

Câmara Municipal de Celorico da Beira *1

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

Observações

*1 O município não possui um levantamento rigoroso do edifício, mas apenas o projecto de recuperação elaborado pelo Arq.º Manuel Teixeira Afonso em 1982; no entanto, através dessa documentação gráfica é possível observar a organização das paredes estruturais e dos vãos.

Autor e Data

Margarida Conceição 1997

Actualização

 
 
 
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