Santuário do Salvador do Mundo / Miradouro de São Salvador do Mundo

IPA.00013335
Portugal, Viseu, São João da Pesqueira, União das freguesias de São João da Pesqueira e Várzea de Trevões
 
Arquitetura religiosa, quinhentista e barroca. Santuário nacional, de invocação cristológica, que se desenvolve a partir de um pequeno ermitério construído no séc. 16, surgindo as capelas ao longo do monte, no séc. 18. O santuário apresenta um percurso cénico, desenvolvido ao longo das várias capelas, que apresentam esculturas em tamanho natural, figurando personagens alusivas aos Passos Paixão de Cristo e Nossa Senhora, integrando figuras de vulto, de caráter popular, sendo a última dedicada a Nossa Senhora da Penha, adaptada sob os rochedos, num antigo abrigo. A capela principal localizada a meia encosta, ergue-se numa pequena plataforma, no alto de uma escadaria, e apresenta planta retangular, com capela-mor relativamente mais estreita, e sacristia adossada a S., com fachada principal em empena coroada por sineira simples, rasgada por padieira ligeiramente curva, e janela semelhante, para iluminação do coro-alto. A ladear a porta lateral, apresenta duas mísulas cravadas na parede, que provavelmente suportaram um alpendre, já desaparecido. As restantes capelas, semelhantes entre si, apresentam espaço único, planta retangular ou quadrangular, empena coroada por cruz latina de granito, e fachada principal rasgada por porta de verga reta. Do conjunto das capelas, destaca-se para além da principal, a primeira, pelo tratamento da fachada e muro de vedação, embelezado por quatro pilastras, sendo as duas da entrada rematadas por pirâmides. Ao longo do monte surgem vários vestígios arqueológicos como um sarcófago escavado na rocha, pegadas, escórias de remotas fundições e cerâmica, sendo de destacar a lápide funerária de granito inserida na fachada principal da capela V, de origem romana que já despertou interesse a vários estudiosos desde Argote e Viterbo até à atualidade.
Número IPA Antigo: PT011815080070
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Santuário composto por nove capelas, oito das quais numeradas, representando os Passos da Paixão de Cristo. A principal, de maiores dimensões e construção mais antiga, localiza-se a meia encosta, e apresenta o número cinco. As restantes são pequenos templos, semelhantes entre si, alterando apenas um ou outro pormenor decorativo, e desenvolvem-se desde a base até ao topo do monte, quase encobertas pela densa vegetação. Próximo da capela principal encontram-se algumas estruturas de apoio às festividades, a casa dos romeiros e do ermitão. No Terreiro de acesso ao Santuário, ergue-se um CRUZEIRO composto por plinto e uma cruz latina simples. AS CAPELAS que pontuam o monte são de planta centralizada, quadrangular, com coberturas em coruchéus piramidais, revestidos a telha; as fachadas são rebocadas e pintadas de branco, flanqueadas por cunhais apilastrados, firmados por pináculos piramidais, e rematadas em frisos e cornijas, a principal com empenas retas e portas de vergas retas, sendo as laterais e posteriores cegas. A CAPELA DE CRISTO NO HORTO localiza-se na base do santuário, em adro pavimentado a xisto e granito, delimitado por muro de cantaria, rebocado e pintado de branco, enquadrado por pilares de granito, encimados por pináculos piramidais, cerrado por grades de ferro e portão central. Um corredor de granito conduz à capela com a fachada principal virada a SO., rematada em empena truncada por cruz latina sobre acrotério; é rasgada por porta de verga reta, emoldurada, encimada por nicho côncavo, em arco apontado, com concheados no interior. No INTERIOR um anjo mostra a Cristo o cálice, enquanto os apóstolos Pedro, Tiago e João dormem profundamente. Na parede testeira, apresenta pintura de paisagem com oliveira que sugere o Horto. A CAPELA DA TRAIÇÃO DE JUDAS localiza-se no seguimento da anterior, para E., em adro de terra batida, delimitado por muro de xisto. No INTERIOR apresenta as figuras de Cristo amarrado com uma corda, Judas e um judeu. A CAPELA DO "ECCE HOMO" insere-se em pequeno adro de terra batida, delimitado por muro de granito, acedido lateralmente por escada também de granito, junto a uma fonte. No INTERIOR apresenta Pilatos numa varanda a apresentar Cristo aos judeus. CAPELA DE CRISTO NO CAMINHO DO CALVÁRIO tem o interior coberto por abóbada de nervuras e possui quatro figuras, Cristo a carregar a cruz, Nossa Senhora, um soldado e um rapaz com a cesta do martelo e dos pregos. A CAPELA PRINCIPAL é dedicada ao CALVÁRIO e é de planta retangular composta por nave, capela-mor mais estreita e sacristia adossada do lado direito, de volumes articulados e escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de uma (sacristia) e duas águas. Fachadas rebocadas e pintadas de branco na sacristia e capela-mor, sendo em alvenaria de granito aparente no corpo da nave. Fachada principal virada a O., antecedida por patamar e escadaria de granito, rematada em empena truncada por sineira em arco de volta perfeita, coroada por cruz latina; é rasgada por porta e janela em arcos abatidos, esta protegida por grade de ferro. Sobre os vértices laterais apresenta pináculos bojudos coroados por bola. Fachada lateral esquerda rasgada na nave, por janela de verga reta, engradada, e com escada de cantaria adossada, de acesso ao coro-alto. Fachada lateral direita marcada ao nível da nave por duas mísulas salientes, a ladear a porta, tendo possivelmente suportado pequeno alpendre, rasgada por porta de verga reta encimada por janela engradada. Na sacristia apresenta janela de avental, rematada por pluma rococó. Fachada posterior em empena cega, enquadrada por cunhais alipastrados sobre soco saliente, rematada por friso e cornija sobreposta por beirada simples, rematada no vértice central por cruz com hastes em forma de trevo, sobre plinto, e nos laterais por pináculos piramidais encimados por bolas apontadas. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, coberturas em falsas abóbadas de berço de madeira e pavimentos em lajeado de granito. Coro-alto de madeira com guarda balaustrada e acedido por escada localizada no lado do Evangelho, seguida por púlpito servido por escadaria também de madeira. No lado da Epístola, surge uma capela retabular lateral, dedicada à Virgem. Arco triunfal de volta perfeita, assente em pilastras da ordem toscana com fecho marcado por cartela. Está ladeado pelas capelas colaterais dedicadas a Nossa Senhora da Piedade (Evangelho) e Santa Luzia (Epístola). Capela-mor com a cobertura assente em cornijas de cantaria e tendo painel central pintado. Na parede testeira, retábulo de talha formado por um amplo nicho de volta perfeita, enquadrado por larga moldura, pontuada por querubins e rocalhas, e rematada por tarja com as armas do Reino, que acolhe as imagens de madeira, em tamanho natural, que representam o Calvário. Sobre a mesa de altar, apresenta sacrário dourado e policromado, formado por duas pequenas colunas salomónicas, envoltas por grinaldas de flores. Na porta, em relevo, recorta-se o vulto de Cristo ressuscitado, envolto num halo de luz. No lado da Epístola, porta de verga, que comunica com a sacristia. Junto a esta, ergue-se o ERMITÉRIO, terrenos de cultivo, e a casa do forno. O ERMITÉRIO encontra-se elevado sobre plataforma adaptada e socalcada por muro de granito, de planta retangular, composto por dois corpos justapostos, com coberturas diferenciadas, em telhados de uma e duas águas. As fachadas são rasgadas por vãos de verga reta, a principal marcada por escada de granito de acesso ao piso superior. No piso inferior, à entrada, o refeitório, com uma mesa comprida em pedra e dá para outra divisão. No segundo piso, um salão e a cela, ambos com acessos exteriores. Junto à Cova, surge a DO SENHOR MORTO, com planta retangular e cobertura em telhados de duas águas. Fachada principal rematada em empena coroada por cruz sobre acrotério com a face principal decorada por volutas, enquadrada por pilastras sobrepostas por pináculos piramidais boleados, rasgada por porta de verga reta, emoldurada. Fachada lateral direita rasgada por fresta retangular, entaipada, com moldura de granito caiada de branco. Fachada lateral esquerda e posterior cegas, apresentando a posterior os cunhais de granito, pintados de branco. No INTERIOR apresenta retábulo de madeira. A CAPELA DO SENHOR RESSUSCITADO localiza-se no topo do monte, em adro de terra batida, pontuado por rochas, com muro de suporte em granito, fronteiro à fachada principal, integrando do lado esquerdo escadaria de acesso, também de granito. É de planta retangular com cobertura em telhado de duas águas, fachadas rebocadas e pintadas de branco, marcadas por elementos decorativos em granito á vista. Fachada principal virada a SO., enquadrada por cunhais apilastrados de junta fendida e imposta saliente, coroados por pináculos cónicos, rematada por frontão triangular com cartela retangular no tímpano, sobreposto por friso e cornija de bordo arredondado, encimada no vértice central por cruz troncocónica sobre acrotério. Fachada lateral direita rasgada por pequena fresta com moldura pintada e restantes fachadas cegas. No interior, um anjo segura a tampa do sepulcro vazio, enquanto dois soldados armados, olham estupefactos para Cristo que se eleva. A CAPELA DA SENHORA DA GRAÇA localiza-se no topo do monte e apresenta planta retangular com cobertura em telhado de duas águas, fachadas em cantaria de granito caiado, rematadas por beirada simples. Fachada principal rematada em empena, enquadrada por cunhais de granito encimados por pináculos piramidais, rematada por friso e cornija de bordo arredondado, sobreposta por friso de betão encimado no vértice central por cruz de betão sobre acrotério de granito. Fachada lateral direita rasgada por pequena fresta de arejamento, retangular, sendo as restantes cegas. Voltando para trás, para o Largo das Covinhas, surge o antigo abrigo do Eremita, adaptado a CAPELA DE NOSSA SENHORA DA PENHA, de pequenas dimensões, adaptada sob o rochedo, cerrada por pequena porta de ferro pintada de verde.

Acessos

EN222-3 de São João da Pesqueira até ao cruzamento com a EN1121, fica a cerca de 700 metros, no topo do Monte Ermo

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolado, a cerca de 5 km de São João da Pesqueira, no designado Monte do Ermo, sobranceiro ao rio Douro, no local do antigo cachão da Valeira, a aproximadamente 500 m de altitude no seu ponto mais alto. O cachão que, até aos finais do século 18, constituiu um obstáculo intransponível à navegação do Douro, foi destruído para a construção da Barragem da Valeira. O santuário, constituído por nove capelas que representam Cenas da Paixão de Cristo, estendem-se desde a base até ao topo do monte, coberto de sobreiros e carrasqueiros intercalados por densos rochedos. As fragas apresentam esculturações, feitas, provavelmente em época pré-romana e, nos muros, surgem vários silhares com inscrições, revelando reaproveitamentos. Do ponto mais alto domina-se um vasto e ondulado panorama paisagístico complementado pelas escarpas agrestes e pelo Douro que serpenteia entre elas. Daqui avista-se a Capela da Senhora do Viso / Miradouro da Senhora do Viso (v. IPA.00011383). a Capela de São Martinho / Miradouro de São Martinho (v. IPA.00011429) e várias quintas.

Descrição Complementar

A CAPELA DO CALVÁRIO tem embutido na capela-mor, na parede voltada a nascente, silhar com inscrição medieval: "Gloria et honore coronasti eum". O retábulo lateral de Nossa Senhora é de talha dourada e policroma com corpo reto e um eixo definido por duas colunas que sustentam o remate em entablamento e espaldar curvo. O retábulo colateral de Nossa Senhora da Piedade é de talha dourada e policroma, com corpo reto e um eixo definido por duas colunas coríntias com os fustes ornados por rocalhas, rasgado por nicho de perfil contracurvo. A estrutura remata em fragmentos de frontão, que enquadram uma glória. O retábulo colateral de Santa Luzia é de talha dourada e policroma, de corpo reto e um eixo definido por duas colunas de fuste liso, decorados com pinturas, e capitéis coríntios. A estrutura remata em espaldar ladeado por duas aletas rematadas por pequenos pináculos, e apresenta pintura a representar Santa Luzia. Sobre a porta do ERMITÉRIO, a inscrição: "S. SALVADOR DO MUNDO / ERMO / PATRIMÓNIO DA PARÓQUIA / DE / S. JOÃO DA PESQUEIRA".

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Religiosa: santuário

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Lamego)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

ESCULTOR: Gaspar da Piedade (séc. 16).

Cronologia

Pré-história - numerosos vestígios arqueológicos, testemunham a presença humana neste local; 1587, 15 outubro - primeira referência ao ermitão Gaspar da Piedade, o qual, depois de uma viagem a locais sagrados em Roma e na Palestina em que só milagrosamente escapou de um naufrágio, torna-se eremita, fixando-se numa pequena gruta, dando origem à construção da capela principal e fundação do santuário; como devoto da Paixão do Senhor e "excelente escultor", esculpiu uma quantidade de imagens que coloca em vários locais; 1603, 15 abril - a Virgem terá aparecido a uma pastora, pedindo que se construísse uma Capela no local, onde se colocaria a sua imagem, feita pelo ermitão; 1626, 23 abril - falecimento de Gaspar da Piedade, sepultado num túmulo junta à sacristia; a capela é da Câmara de São João da Pesqueira, com obrigação de a ornar e apresentar o ermitão; 1657 - segundo Jorge Cardos, no Agiológio Lusitano a ermida de São Salvador da Pesqueira é denominada da Frágua, formada de conglutinados e levantados penedos, suspensos no alto da rocha. Trinta passos em distância dela está a casa ou cova do ermitão, em que escassamente cabe uma pessoa, a qual mais parece obra da Natureza, que por arte fabricada, servindo-lhe as mesmas penedias de paredes; 1706 - o padre Carvalho da Costa referia ainda apenas a existência de uma ermida; 1725 - a administração camarária doa o poder espiritual da capela aos frades do Convento de São Francisco, na Pesqueira; os religiosos têm a obrigação de nomear padre para confessar e dizer missa aos romeiros; foi a partir desta data que os prelados do Convento fizeram as restantes capelas e casas novas; 1738 - data na verga da porta da Capela do Caminho do Calvário; 1747 - é referido por Argote que no local existe uma relíquia do braço de São Jerónimo; 1755, 01 novembro - o terramoto causa grandes estragos que obrigam à sua quase reconstrução; 1758 - o pároco refere nas Memórias Paroquiais que "...o terramoto danificou a capela-mor, com ameaça de ruína, aonde têm andado pedreiros para a fazerem de novo, na capela-mor tem a sagrada imagem do Senhor Crucificado e no corpo da capela tem vários nichos com imagens do senhor, Senhor no Horto, Senhor com a cruz às costas, Ecce Homo, o Senhor preso, a Senhora da Piedade, o Senhor no Sepulcro e uma imagem de São Paulo, primeiro Ermitão, todas de estrutura avultada; acima, o ermitério, casa dos romeiros e horta; subindo o monte, encontra-se a 1.ª capela, dedicada a São Francisco, a 2.ª a Santa Cleta, a 3.ª a São João Baptista, a 4.ª ao Senhor Ressuscitado, a 5.ª a principal, a 6.ª ainda sem santos, a 7.ª no alto do monte, dedicada à Senhora da Graça, e, na encosta nascente, uma dedicada à Senhora da Penha, a primeira menção a este espaço; ocorrem ao local muitos romeiros; 1778 - o Eremitério é descrito como tendo casas sobradadas com celas, e possuindo oito capelas; tem três tapadas com olivais; da mesma época será a sacristia da capela principal e o alpendre da Capela n.º 6; 1803 - sepultura, na capela principal, de Frei João de Nossa Senhora, cuja tampa viria a ser removida; 1792 - inauguração da obra do Cachão da Valeira, por ordem do Secretário de Estado de D. Maria I, José de Seabra, tendo a obra sido entregue ao Padre António Camelo e ao engenheiro hidráulico José Maria Yola; 1816 - 1817 - o capelão manda fazer 19 imagens e figuras, eliminando os nichos com os Passos da Paixão do interior da capela principal; 1817, 06 dezembro - o Inventário da Capela de S. Salvador do Mundo, refere que o santuário é composto pela Ermida, sete capelas, casas, quintal, este com as cortes dos animais, vinha e olival; a nave da capela principal é pouco alta e sem frestas; Capela com capela-mor à moderna com retábulo pintado e dourado, com teto pintado; tem uma fresta e vidraça, protegida por ferro; credência e banco de espaldar, dois querubins de vulto para o Santíssimo e a lâmpada em metal; tem sacristia pegada com arcaz pintado e teto pintado; tem paramenteiro e armário para cálices e dois painéis e um Crucificado; o corpo da igreja é antigo e sem frestas, com teto pintado e um altar à moderna; o altar-mor tem dois Crucifixos, o Senhor Salvador, grande e de vulto, uma Nossa Senhora, São João e Madalena, todas de vulto, banqueta de estanho; altar colateral esquerdo com a imagem de Nossa Senhora da Piedade com cristo nos braços e 4 castiçais pequenos; 1.ª capela no fundo do monte, com Cristo no Horto com Cristo e um anjo; tabernáculo pintado e fresta com grade; 2.ª - Senhor preso com túnica nova de tafetá e encarnado de novo; tabernáculo pintado e fresta com grade; 3.ª o Senhor da Cana Verde de vulto, numa varanda pintada; 4.ª Caminho Calvário com o Senhor com a cruz com túnica decente e encarnado de novo; capela com fresta de ferro e porta pintada; o Calvário surge na principal; 5.ª Senhor morto, de vulto, Nossa Senhora e Santa Maria Madalena com vestidos e punhos à moderna e um anjo com toalha na mão; cruz com toalha: porta pintada e com grades; 6.ª Senhor Ressuscitado com retábulo pintado, teto e porta; 7.ª - altar e retábulo decentes com missas; teto com grande rochedo de pedra e tem duas grades de pau que servem de porta; Casa com três celas, dormitório e um sobrado sobre a cozinha; baixos com sótão, despensa, refeitório e cozinha com uma pipa coberta para depósito da água; 1826 - o inventário desta data, refere que a igreja tem capela-mor feita à moderna e no camarim o Calvário - Cristo, São João, Maria, Madalena, um centurião, um oficial e um judeu; imagem do Senhor com resplendor prateado; o teto está pintado com dois querubins de vulto; em torno do Passo se abriu uma penha para os romeiros; a Capela do Horto ainda não tem as imagens dos Apóstolos adormecidos; séc 19, finais - construção da Capela n.º 8 no miradouro sobre o Cachão da Valeira; reconstrução da capela principal; 1883, 04 março - João Manuel Marques Marialva, de São João da Pesqueira, manda restaurar o calvário e dá imagens novas de São Salvador do Mundo e Santa Maria Madalena, dez castiçais, missal, estante e galhetas; séc. 20 - provável colocação dos altares da capela principal, provenientes possivelmente de outras capelas ou igrejas; 1989 - foi roubada a antiga imagem de Cristo Crucificado juntamente com outras imagens e dois anjos tocheiros.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de granito, rebocada e pintada em alguns paramentos; embasamento, pináculos, frisos, cornijas, molduras dos vãos, sineira e escadas em cantaria de granito; portas de madeira e metálicas; janelas com vidro simples; grades de ferro; chapas de metal com inscrições; retábulos de talha pintada; cobertura de telha.

Bibliografia

ALVES, Alexandre - «Páginas da História de São João da Pesqueira» in Beira Alta, Viseu: Assembleia Distrital de Viseu, 1996, Vol. LV; ARAÚJO, Ilídio - Arte Paisagista e Arte dos Jardins em Portugal. Lisboa: Ministério das Obras Públicas, 1962, vol. I; COSTA, M. Gonçalves da - História do Bispado e Cidade de Lamego. Lamego: Oficina Gráfica Barbosa & Xavier, 1984, vol. IV; GUIMARÃES, J. A. Gonçalves - São Salvador do Mundo - Santuário Duriense. São João da Pesqueira: Câmara Municipal de São João da Pesqueira, 2007; MONTEIRO, J. Gonçalves - São João da Pesqueira. Coração do Douro. São João da Pesqueira: Câmara Municipal de São João da Pesqueira, 1992; VASCONCELOS, João - Romarias I. Inventários dos Santuários de Portugal. Lisboa: Olhapim Edições, 1996, 2 vols.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/Arquivo Pessoal de Ilídio de Araújo; SIPA; Associação de Reitores dos Santuários de Portugal / Paulinas

Documentação Administrativa

IHRU: PT DGEMN: DSARH-010/238-0011

Intervenção Realizada

PARÓQUIA: 1758 - reconstrução da capela principal; 1813 - foram rebocadas as capelas, mudados os tabernáculos e colocadas as imagens de Cristo nos seus competentes passos; 1814 - encarnação das imagens, pintura dos tabernáculos e portas da igreja e capelas; 1816 - conservação das esculturas; reboco de paredes e telhados da igreja e algumas capelas; 1940 (década) - beneficiação dos telhados e caiação das paredes; DGEMN: 1955 - limpezas das cantarias que haviam sido caiadas na intervenção anterior, reparação ligeira dos telhados, portas e respetivas pinturas; 2005 / 2006 / 2007 - obras gerais de beneficiação e requalificação interior e exterior.

Observações

Autor e Data

Paula Figueiredo 2002 / Ana Filipe 2011

Actualização

 
 
 
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