Pelourinho de Lagos

IPA.00001314
Portugal, Faro, Lagos, São Gonçalo de Lagos
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de bola, com soco quadrangular de um degrau, de onde evolui fuste cilíndrico e outro com faixas em espira, encimado por capitel de inspiração jónica. Sobre base com ferros de sujeição, a bola em forma de elemento heráldico.
Número IPA Antigo: PT050807050004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição régia  Tipo bola

Descrição

Estrutura em cantaria, composta por soco quadrangular de um degrau, sobre o qual assenta plinto paralelepipédico, que suporta um coluna lisa que recebe outra espiralada, interrompida a meio por um elemento quadrangular, encimada por um capitel decorado com acantos, de inspiração jónica. Sobre o ábaco repousa uma semi-esfera, aparada nos quatro lados, com ferros de sujeição cravadas, que suporta uma esfera armilar de perfil irregular e pequena esfera.

Acessos

Museu Municipal de Lagos, na Rua General Alberto da Silveira

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

O Pelourinho encontra-se actualmente num pátio interior do Museu Municipal de Lagos.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec-lei nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1361, 05 Janeiro - carta de D. Pedro I concedendo a Lagos jurisdição independente de Lagos; 1504, 20 Agosto - concessão de foral por D. Manuel I; provável construção do pelourinho, junto ao cais; 1535, 25 Agosto - D. João III dá à vila o título de "notável"; 1556, 14 Janeiro - concessão de foral por D. João III; séc. 16, final - foi elevada a cidade; 1712 - tem 2250 vizinhos e duas paróquias, Santa Maria e São Sebastião; tem juiz de fora, 3 vereadores, um procurador do concelho, escrivão da câmara, juiz dos órfãos, com o respectivo escrivão, meirinho e alcaide, que é o Conde de Aveiras; é cabeça de Comarca; 1752 - mudança do pelourinho para junta da Casa da Câmara; 1755, 01 Novembro - a estrutura ficou destruída com o terramoto, que dizimou a cidade; 1758 - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Lázaro Moreira Landeiro Corte Real, é referido que a povoação, com 381 vizinhos, é do rei; tem juiz de fora, que assume o cargo de presidente da câmara, que nomeia 3 vereadores, escrivão e procurador; séc. 20, início - feitura do Pelourinho, aproveitando algumas peças originais, por iniciativa de José Formosinho; colocação do pelourinho no Museu.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria.

Bibliografia

COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. III, Lisboa, Officina Real Deslandesiana, 1712; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 19, n.º 24, fl. 107-116)

Intervenção Realizada

Séc. 20 - recuepração dos fragmentos do pelourinho e construção da nova estrutura.

Observações

Autor e Data

João Neto 1991

Actualização

 
 
 
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