Ponte Antiga sobre o Rio Gilão

IPA.00001294
Portugal, Faro, Tavira, União das freguesias de Tavira (Santa Maria e Santiago)
 
Ponte de construção romana, assimétrica, de tabuleiro ligeiramente rampante, assente em arcos de volta perfeita, reforçada por talhamares agudos a montante e jusante; constituida por dois troços distintos, um de 4 arcos reforçados por talhamares triangulares e rectangulares ( estes chegando ao nível do tabuleiro ), outro de 3 arcos reforçados por talhamares triangulares menos salientes. As suas formas invulgares e a sua assimetria fazem desta ponte uma interesante obra de engenharia, de inegável importância enquanto elemento de referência histórica e urbana.
Número IPA Antigo: PT050814050009
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Transportes  Ponte / Viaduto  Ponte pedonal / rodoviária  Tipo arco

Descrição

Sete arcos de volta perfeita formando vãos, de 6 a 9m, em abóbada de canhão. Tabuleiro ligeiramente rampante, realizando, no sentido N. - S., suave inflexão em cotovelo na zona do 3º arco. Guardas formando varandim de ferro trabalhado, interrompido na zona dos 4 primeiros pegões (no sentido N. - S.) para acesso aos mesmos. Estes 4 pegões são reforçados, a montante e jusante, por talhamares piramidais protegendo contrafortes; os restantes 2 pegões são reforçados apenas por talhamares piramidais. A parte superior dos contrafortes eleva-se, à altura das guardas, por parapeito murado delimitando a área acessível, revestida com calçada à portuguesa; na zona do tabuleiro o parapeito embebe-se em plintos com remates piramidais e com as faces relevadas por cruz em aspa; apresenta bancos corridos de alvenaria com assento lageado. Parte superior dos contrafortes em alvenaria rebocada e cunhais de cantaria; aparelho isódomo de cantaria em talhamares, pegões e parte inferior dos contrafortes; aduelas dos arcos em cantaria; tabuleiro revestido de calçada à portuguesa com passeios laterais ligeiramente elevados em lages de cantaria. A ponte atinge um comprimento total de 87m por 6,45m de largo. O leito do rio encosta, em regime normal, à margem esquerda, local onde as fundações são mais precárias, assentando em zona aluvionar.

Acessos

Rua Cinco de Outubro, Rua A. Cabreira e Rua Jacques Pessoa a N. e Praça da República a S.

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 1/86, DR, 1.ª série, n.º 2 de 03 janeiro 1986

Enquadramento

Urbano, unindo as 2 margens do Rio Gilão, povoadas de casario na parte baixa da cidade.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: ponte

Utilização Actual

Transportes: ponte

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 03 / 04 / 13 / 14 (conjectural) / 16 / 17

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITETOS: Mateus do Couto e Pedro de Santa Comba (obras Séc. 17)

Cronologia

Séc. 03 / 04 - provável construção da ponte que servia uma das principais vias de comunicação abertas durante a dominação romana, que de Castro Marim prosseguia para Ossónoba e Silves; séc. 13 / 14 - provavelmente remodelada durante o reinado de D. Dinis; Séc. 16 - remodelada no reinado de D. Sebastião; Séc. 17 - obras de remodelação sob a responsabilidade de Mateus do Couto e Pedro de Santa Comba; 1968, c. de - esteve até esta data integrada na EN 125 Faro- Vila-Real de Santo-António;1989, 3 de Dezembro - parcialmente destruída pelas cheias.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante

Materiais

Alvenaria (pedras de calcário ligadas por argamassa), cantaria aparelhada, betão armado, aço, microestacas.

Bibliografia

João Baptista da Silva LOPES, Corografia (...) do reino do Algarve, Lisboa, 1841; João de ALMEIDA, Roteiro dos monumentos militares Portugueses, Vol. 3, Lisboa, 1948; RIBEIRO, Aníbal Soares, Pontes Antigas Classificadas, MEPAT- JAE, 1998; BERNARDES, João Pedro, e GONÇALVES, Maria José, A Ponte "Velha" in Monumentos 23, DGEMN, Lisboa, Setembro, 2005, pág. 62 - 67.

Documentação Gráfica

DGEMN: DSID; DREMSul; JAE

Documentação Fotográfica

DGEMN: DSID; DREMSul; JAE

Documentação Administrativa

DGEMN: DSID, DSARH, DREMSul

Intervenção Realizada

1980, década de - obras de consolidação geral dos pilare e reforço das fundações dos mesmoss, reparação paramentos, beneficiação; retiragem canalização assente nos talhamares a jusante; DGEMN: 1991 - execução de dispositivo para protecção temporária de 2 pilares em vias de ruína; obras de consolidação e reforço: escoroamento dos arcos das paredes laterais dos arcos e das paredes dos talhamares; consolidação dos talhamares, dos arcos de cantaria e das fundações dos pilares; DGEMN / CMT: 1992 / 1993 - continuação das obras anteriores; obras de consolidação e reforço: injecção de argamassa em fundações superficiais, execução de fundações profundas através de microestacas, ligadas a estrutura de betão armado realizada ao nível das nascenças dos arcos; reconstrução de talhamares e arcos em pedra; pavimentação em calçada; obras de beneficiação geral; regularização e fixação do leito do rio; iluminação pública e artística.

Observações

Os arcos entre os pegões sem contrafortes são supostamente romanos.

Autor e Data

João Neto 1991 / Rosário Gordalina 1999

Actualização

Maria Fernandes 1999
 
 
 
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