Igreja Paroquial de Caféde / Igreja de Santo António
| IPA.00012795 |
| Portugal, Castelo Branco, Castelo Branco, União das freguesias de Póvoa de Rio de Moinhos e Cafede |
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| Igreja paroquial construída no século 17, com obras na década de 70 do séc. 20 e remodelada recentemente, fundada no período medieval, de que não subsistem vestígios. Pertenceu a uma comenda da Ordem de Cristo. É de planta poligonal, composta por nave, capela-mor, capela lateral, provavelmente de feitura seiscentista, torre sineira, construída no início do séc. 18 e ampliada em data mais recente, talvez na década de 70 do séc. 20, e sacristia. Tem cobertura interior em vigamento de madeira e é escassamente iluminada por janelas rasgadas na fachada lateral direita. Fachada principal rematada em empena, com três eixos de vãos, o central formado por portal axial, que centra nicho em abóbada de concha com a imagem do orago, e duas janelas retilíneas. Possui porta travessa no lado sul. Interior com coro-alto, batistério sob a torre sineira e capela-mor com simples mesa de altar, destacando-se o reaproveitamento de elementos de talha a enquadrar o sacrário. |
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| Número IPA Antigo: PT020502040120 |
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| Registo visualizado 361 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja paroquial
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Descrição
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| Planta poligonal composta por nave, capela-mor, com torre sineira e capela adossada ao lado esquerdo, tendo a sacristia no lado direito, de volumes articulados e com cobertura homogénea no templo, em telhado de duas águas, e de uma água na sacristia, todas rematadas em beiradas simples, sendo em coruchéu piramidal na torre sineira, rebocado e pintado de branco, com cata-vento no vértice; possui vão de acesso na face posterior. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, percorridas por faixas pintadas de bege, tal como os cunhais e frisos de remate da fachada principal, e os cunhais do registo inferior da torre sineira, sendo o superior em cantaria. Fachada principal virada a ocidente, rematada em empena com cornija saliente e cruz latina sobre plinto no acrotério; nos ângulos laterais, pináculos em pera, o do lado esquerdo embutido no cunhal da sineira. É rasgada por portal de verga reta e moldura simples, rematado por pequeno friso, sobrepujado por duas janelas retilíneas, que centram nicho retilíneo com moldura lavrada e abóbada de concha, contendo a imagem do orago, em pedra. No lado esquerdo, a torre sineira, de dois registos definidos por frisos e cornijas de cantaria, rasgada na face norte por janela em losango, com os lados curvos e moldura de cantaria. No topo, quatro ventanas de volta perfeita e molduras de cantaria, que se prolongam inferiormente, criando panos de peito. A estrutura remata em frisos e cornijas de cantaria com pináculos nos ângulos. Fachada lateral esquerda marcada pelos panos da capela-mor, da nave e da capela adossada, rasgada por porta de verga reta e moldura simples, possuindo goteira em cantaria no topo do extremo direito. A fachada lateral direita é rasgada por porta travessa de verga reta, encimada por janela do mesmo perfil, tendo fresta retilínea no corpo da capela-mor; tem o corpo adossado do anexo, com porta de verga reta e janela com o mesmo perfil, ambos com molduras de cantaria. Fachada posterior rematada em empena cega. INTERIOR com as paredes da nave rebocadas e pintadas de branco, marcadas por vigota de betão, exceto na zona do coro-alto, tendo cobertura em vigamento de madeira, com forro do mesmo material, formando caixotões, e pavimento em soalho com corredores de cantaria. O portal axial está protegido por guarda-vento de madeira e vidro. Coro-alto de madeira com guarda de balaústres, tendo acesso por um lanço de escadas do mesmo material, situadas no lado da Epístola. A ladear a porta travessa e o batistério, surgem pias de água-benta em cantaria, embutidas nas paredes, decoradas por gomos e de bordos boleados. No lado do Evangelho, sob a sineira, a capela batismal, com acesso por vão de volta perfeita, tendo cobertura em abóbada de cantaria e pavimento em lajeado. Possui pia batismal em cantaria de granito, composta por pequena coluna e taça hemisférica, com decoração foliácea, semi-embutida na parede fundeira, enquadrada por moldura em cantaria. No lado da Epístola, nicho de alfaias, protegido por porta de madeira. Ainda do mesmo lado, uma capela lateral, a antiga Capela do Espírito Santo, desativada e com acesso por arco de volta perfeita sobre pilastras toscanas. A ladear o vão de acesso à capela-mor, duas mísulas de talha dourada, sustentando imaginária. A capela-mor está parcialmente revestida a madeira, sendo superiormente rebocada e pintada de branco. Possui ambão e mesa de altar de madeira, com credencia no lado da Epístola. Na parede fundeira, um sacrário ovalado de madeira pintada de marmoreados fingidos, rodeados por resplendor dourado e enquadrado por duas colunas de talha pintada, com o terço inferior do fuste marcado por grotesco e a zona superior espiralado; sustentam cornija, com remate em cartela, enquadrada por acantos, contendo a inscrição "IHS". O sacrário tem a porta ornada por um "Agnus Dei". Está ladeado por dois plintos paralelepipédicos, em madeira. No lado da Epístola, porta de verga reta, de acesso ao corpo da sacristia. |
Acessos
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| Caféde, Rua da Igreja; Rua do Outeiro. WGS84 (graus decimais) lat.: 39,911984; long.: -7,511968 |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Urbano, localizado no extremo norte da povoação, em zona de forte declive, a que se adapta, com escadaria de cantaria de acesso ao portal axial. Abre para um pequeno largo, conformado por casas de habitação unifamiliares, maioritariamente de dois pisos. Na face frontal, surge uma faixa de passeio público, de planta ovalada e pavimentado a calçada, onde se ergue uma árvore de grande porte e dois bancos de jardim. No lado direito, árvore de médio porte. Encontra-se rodeado por vias públicas, pavimentadas a calçada de cubos de granito. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Religiosa: igreja paroquial |
Utilização Actual
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| Religiosa: igreja paroquial |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica (Diocese de Portalegre - Castelo Branco - Arciprestado de Castelo Branco) |
Afectação
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| Sem afetação |
Época Construção
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| Séc. 17 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| EMPREITEIRO: Lusocol - Reabilitação de Edifícios e Monumentos (séc. 21). |
Cronologia
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| 1505 - D. Manuel cria a comenda de Escalos de Cima, que inclui as povoações de Escalos de Baixo, Mata e Caféde, cujos bens desanexou da comenda de Santa Maria do Castelo, de Castelo Branco, e entrega a Frei Lourenço de Brito, que possuía a de Segura e Salvaterra do Extremo; 1510, 01 março - falecimento de Frei Lourenço de Brito e, pouco depois, a comenda é novamente integrada na de Santa Maria de Castelo Branco; 1537 - visitação do governador do Convento de Tomar, Frei António de Lisboa; séc. 16, meados - Pedro Álvares Seco inventaria as igrejas da Ordem de Cristo, referindo-se à de Caféde como tendo sido apartada da de Alcains, com consentimento do bispo, declarando a existência de um clérigo, a quem os fregueses dão um moio de centeio e o pé de altar; 1696, 20 agosto - falecimento de Maria Simões Duarte, sepultada na Capela do Espírito Santo, na Igreja de Caféde, onde já jazia a sua mãe: 1700, 04 março - falecimento de António Antunes, sepultado na Capela do Espírito Santo na Igreja de Caféde: 1708 - segundo o Padre Carvalho da Costa, Caféde tem a igreja paroquial, um curato anexo a São Miguel de Castelo Branco e três ermidas; 1749, 04 outubro - falecimento do capitão António Simões Rato, sepultado na igreja; 1751 - no Dicionário Geográfico vem referida como estando na povoação, tendo por orago Santo António, com quatro altares, o mor, com a imagem do orago, Nossa Senhora do Rosário, do Nome de Deus e a capela particular do Espírito Santo, de Bento Simões Rato; 1752, 10 outubro - falecimento do pároco (1739-1752), António Simões Rato, sepultado na igreja, em sepultura própria; 1756, 04 janeiro - falecimento de Maria Isabel Duarte, sepultada na Capela do Espirito Santo; 1758 - nas Memórias Paroquiais, o pároco refere que a igreja está dentro da povoação e é curato apresentado pelo vigário de São Miguel de Castelo Branco, com a renda de 50$000; 12 novembro - falecimento de Domingos Afonso Godinho, sepultado na Capela do Espírito Santo da igreja, que fora dos seus antepassados; 1771 - data gravada na cobertura da torre sineira; 1979 - obras na igreja, tendo sido alterado o arco triunfal e removida a respetiva grade, apeamento do retábulo-mor e dos colaterais de Nossa Senhora do Rosário e do Coração de Jesus, de talha dourada, substituídos por consolas de cimento, remoção do púlpito, que tinha acesso pela sacristia e substituição da cobertura em falsa abóbada de madeira por uma angular, em cimento; 1996 - tem as imagens de Santo António, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Valverde, São Sebastião e o Sagrado Coração de Jesus, com paramentos antigos e alfaias de prata e estanho; séc. 21 - recuperação da igreja. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura em alvenaria, rebocada e pintada; vigotas de betão a sustentar as coberturas; modinaturas, pináculos, cunhais da torre sineira, cornijas, frisos, pias de água-benta em cantaria; pavimento da nave e batistério em lajeado; coro-alto, coberturas, revestimento da capela-mor, pavimento da nave e da capela-mor, mobiliário de madeira; mísulas e sacrário em talha pintada e dourada; coberturas exteriores em telha cerâmica. |
Bibliografia
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| CASTELA, António do Nascimento - Caféde. Uma aldeia na Beira Baixa. Lisboa: Plátano Editora, 1996. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| DGPC: SIPA; Diocese de Portalegre - Castelo Branco: Comissão dos Bens Culturais |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| PROPRIETÁRIO: séc. 21 - obras de remodelação da igreja pela empresa Lusocol - Reabilitação de Edifícios e Monumentos; feitura de nova cobertura em asnas de madeira, eliminando a de cimento a duas águas; tratamento de rebocos e pinturas; revestimento da capela-mor a madeira; feitura de novo mobiliário, de madeira. |
Observações
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Autor e Data
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| Paula Figueiredo 2017 (no âmbito da parceria DGPC / Diocese de Portalegre - Castelo Branco) |
Actualização
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