Farol da Ponta da Barca

IPA.00012728
Portugal, Ilha da Graciosa (Açores), Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz da Graciosa
 
Arquitetura de comunicações, do séc. 20. Farol costeiro de planta retangular com a torre circular disposta na fachada posterior; o edifício apresenta fachadas de um piso terminadas em platibanda plena, com a principal rasgada regularmente por vãos retilíneos, tendo molduras de cantaria apenas na verga e peitoril das janelas; a torre do farol possui o corpo cilíndrico pintado em faixas brancas e cinzentas alternadas, rasgado por quatro vãos sobrepostos, correspondendo a uma porta e frestas, terminado em varandim circular, no meio do qual se eleva a lanterna metálica, pintada de vermelho. O farol tem uma característica de relâmpagos simples de luz branca e um período de 7 segundos e alcance luminoso de 20 milhas.
Número IPA Antigo: PT071903030006
 
Registo visualizado 1865 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Comunicações  Farol    

Descrição

Complexo composto por casa de habitação do faroleiro, de planta retangular simples, um farol adossado posteriormente, com torre circular, e respetivos anexos, um flanqueando o farol, de planta retangular e outro, também retangular, numa cota inferior. CASA DE HABITAÇÃO DO FAROLEIRO de planta retangular e massa simples, com cobertura homogénea em telhado de duas águas. Fachadas de um piso rebocadas e pintadas de branco, com faixa cinzenta, e terminadas em cornija e platibanda plena, capeada a cantaria. A fachada principal, virada a S., é rasgada por sete vãos retilíneos, com moldura de cantaria apenas na verga e peitoril, correspondendo a porta central entre janelas de peitoril, com caixilharia de guilhotina. As fachadas laterais são rasgadas por duas janelas de peitoril estreitas, com molduras apenas nos topos. Sobre a cobertura eleva-se, de cada lado, uma chaminé. FAROL com torre circular e corpo de 20 m de altura, em cimento armado, pintado de branco e cinzento, em faixas alternadas, terminada em varandim circular, assente em mísulas equidistantes, com guarda plena de alvenaria pintada de branco e capeada a cantaria; no topo dispõem-se lanterna metálica envidraçada, pintada de vermelho, igualmente circundada por varandim metálico, e com cúpula metálica. A torre possui quatro registos de vãos viradas a S., correspondendo a porta e três frestas. EDIFÍCIOS DE APOIO flanqueando o farol compostos por corpo mais pequeno com cobertura de uma água e o outro em terraço, frontalmente rasgados por vãos retilíneos com molduras na verga e peitoril. Um outro corpo ergue-se a SE., numa cota inferior, acedido por escada ladeada por muros rebocados e pintados de branco. Apresenta planta retangular, simples, cobertura em terraço e fachadas rebocadas e pintadas de branco, terminadas em platibanda plena; a frontaria é rasgada por três vãos, correspondendo a portal e janelas de peitoril, semelhantes às da casa do faroleiro.

Acessos

Santa Cruz da Graciosa; Ponta da Barca; Estrada Regional nº 1

Protecção

Enquadramento

Marítimo, isolado, na orla costeira NO. da Ilha da Graciosa, no lugar denominado de Ponta da Barca, a 71 m de altitude (plano focal). O complexo, adaptado ao declive do terreno, é lateral e posteriormente vedado por muro rebocado e pintado de branco; a casa construída em cota rebaixada possui ainda muro frontal, de perfil recortado. Em frente ao farol situa-se a famosa "baleia de pedra", uma formação rochosa no oceano, junto à costa, em forma de baleia vista de perfil, criada pela erosão.

Descrição Complementar

O farol tem o nº nacional 797 e o nº internacional D-2676. O sistema iluminante é composto por aparelho lenticular dióptrico catadióptrico girante de 3.ª ordem, de grande modelo, com 500 mm de distância focal, com uma característica luminosa de relâmpagos brancos simples com um período de 7 segundos e alcance luminoso de 20 milhas náuticas. Na platibanda da fachada principal da casa do faroleiro existe a inscrição "FAROL DA PONTA DA BARCA".

Utilização Inicial

Comunicações: farol

Utilização Actual

Comunicações: farol

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

MDN: Capitania do Porto de Angra do Heroísmo e da Direcção de Faróis

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

FIRMA: Barbier, Bénard & Turenne(1930).

Cronologia

1883 - o Plano Geral de alumiamento projectava no Pico Negro a construção de um farol de 2ª ordem; 1902 - uma nova Comissão propunha para a Ponta do Pico Negro um aparelho de 5ª ordem mostrando grupos de 5 clarões brancos; 1927 - aquisição em França dos equipamentos de relojoaria, a óptica e a lanterna que a aloja, por 804.200 francos franceses (equivalente a 72.378$00 PTE); 1930 - construção do farol, mas na Ponta da Barca; 1930, 1 fevereiro - início do funcionamento do farol, sendo o aparelho iluminante, adquirido à casa Barbier, Bénard & Turenne, uma óptica dióptrica-catadióprica de 3ª ordem, grande modelo, com distância focal igual a 500 mm, produzindo um relâmpago simples de 5 em 5 segundos *1; 1935 - conclusão do ramal que liga a estrada do Bairro Vermelho ao farol, pela Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra de Heroísmo, tendo a Direcção de Faróis comparticipado com 6.000$00 escudos; 1952 - construção de mais uma habitação para faroleiros, além das duas iniciais; anos depois seria construída uma quarta habitação, permitindo que a lotação do farol passasse a ser de quatro faroleiros; 1958 - electrificação do farol, com montagem de dois grupos electrogéneos, passando a fonte luminosa a ser uma lâmpada de incandescência de 3000 W / 110 V que lhe proporcionava um alcance luminoso de 41 milhas náuticas, ficando como reserva a incandescência pelo vapor de petróleo; 1978 - trovoada causa grandes estragos no farol e nas habitações dos faroleiros; 1980, 1 Janeiro - sismo provoca algumas fendas no farol, mantendo-se no entanto em funcionamento, bem como uma fenda no terreno junto às arribas, que ameaçava ruir; 1980, década - substituição da lâmpada por outra de 1000 W / 120 V, de halogéneos metálicos, montada num cambiador, que reduziu o alcance luminoso para 20 milhas náuticas; 1999 - eletrificação do farol e automatização com o sistema modelo DF.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes autónomas.

Materiais

Estrutura em cimento armado, rebocado e pintado; molduras, cornijas e frisos em cantaria basáltica; portas e caixilharia de madeira; vidro simples; lanterna metálica; cobertura em telhados de telha ou terraço.

Bibliografia

AGUILAR, J. Teixeira de, NASCIMENTO, José Carlos, Onde a Terra Acaba, História dos Faróis Portugueses, Lisboa, 1998; MANAÇAS, Eduardo, O Sismo de 1 de Janeiro de 1980 visto 43 horas após. Notas e Comentários, in in 10 Anos após o sismo dos Açores de 1 de Janeiro de 1980, vol. 2, Lisboa, Carlos Guedes Oliveira, Arcindo R. A. Lucas e J. H. Correia Guedes, 1992, pp. 223-230.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

1980, década - obras de reparação.

Observações

EM ESTUDO *1 - Inicialmente a rotação da óptica era produzida por uma máquina de relojoaria, produzindo um relâmpago simples de 5 em 5 segundos, sendo a fonte luminosa a incandescência pelo vapor de petróleo, tendo como reserva um eclipsor a gás BBT. Estava também equipado com um sistema de emergência constituído por um candeeiro de nível constante de quatro torcidas.

Autor e Data

Patrícia Costa 2002

Actualização

Paula Noé 2012
 
 
 
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