Pelourinho de Refojos de Basto

IPA.00001251
Portugal, Braga, Cabeceiras de Basto, União das freguesias de Refojos de Basto, Outeiro e Painzela
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de pinha piramidal embolada, com soco quadrangular de três degraus, onde assenta a base da coluna, cúbica, com fuste cilíndrico e capitel cúbico com elementos heráldicos. O capitel ostenta o escudo nacional.
Número IPA Antigo: PT010304140004
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição monástica  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco quadrangular de três degraus, onde assenta base paralelepipédica, no qual se ergue coluna de secção circular, com fuste liso, encimado por capitel facetado e ornado por quatro pedras de armas, uma das quais real. Sobre o capitel, pináculo piramidal com bola. A base do pelourinho tem cerca de 90 cm de altura, a coluna mede 45 cm de diâmetro e 3 m de altura.

Acessos

Desvio da EN. 206, Lugar de Pereiras. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.479005; long.: -8.061231 (à freguesia)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1ª Série, nº 231, de 11 outubro 1933

Enquadramento

Rural, isolado, em amplo largo, em terra batida, rodeado por algumas árvores. Implanta-se em frente da antiga Casa da Cadeia (v. PT010304140084), no alinhamento da entrada principal.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 05 / 06 - fundação do mosteiro por irmãos beneditinos; criação do couto monacal; 1307, 14 Janeiro - Refojos de Basto, couto do Mosteiro de São Miguel de Refojos (v. PT010304140002), recebe carta de foral dada pelo rei D. Dinis; 1403 - o mosteiro tem 77 monges; 1428 - os abades passam a comendadores, sendo o primeiro D. Gonçalo Borges 1513, 01 Outubro - nova carta de foral dada pelo rei D. Manuel *1; provével construção do pelourinho; 1570 - o governo dos abades passa a trienal, por bula de Pio V; 1706 - segundo Carvalho da Costa, tem couto com juiz do cível, juiz dos órfãos, almotacé, mordomo, coudel, jurados e quadrilheiros.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura e elementos decorativos em cantaria de granito.

Bibliografia

ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Lisboa, 1988; CARDOSO, Nuno Catarino, Pelourinhos do Minho e Douro, Arte Portuguesa I, Lisboa, 1935; CUNHA, Vítor, Monografia de Cabeceiras de Basto, 1958; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, IPPAR, volume I, Lisboa, 1993; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Braga, Viseu, 2000; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74947 [consultado em 11 janeiro 2017].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - segundo o Dr. Ferreira de Almeida, Cabeceiras de Basto teve o foral outorgado a 1 de Outubro de 1510; no entanto Nuno Cardoso menciona a data do foral em 5 de Outubro de 1514.

Autor e Data

Isabel Sereno 1994

Actualização

 
 
 
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