Pelourinho do Cabeção

IPA.00001226
Portugal, Évora, Mora, Cabeção
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quinhentista. Pelourinho de bola, composto por soco de três degraus quadrangulares, de onde evolui uma base paralelepipédica e fuste de secção quadrada, encimado por capitel simples, com quatro ferros de sujeição. A estrutura remata em esfera armilar. Pelourinho de que subsistem os elementos do remate, com reconstrução de sabor neo-manuelino, bem patentes na decoração dos ferros de sujeição, com decoração zoomórfica.
Número IPA Antigo: PT040707020003
 
Registo visualizado 509 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição de ordem militar  Tipo bola

Descrição

Estrutura em cantaria de mármore, composta por soco escalonado de três degraus (reduzindo-se o inferior a mera plataforma chata), quadrados de ângulos chanfrados, ligeiramente moldurados. Base de secção rectangular, emoldurada, tendo na face principal a inscrição incisa e avivada a dourado: "RESTAURADO NO ANO DE 1960", Nesta assenta a base do fuste de molduras reentrantes, sendo o fuste de secção quadrada chanfrado nos ângulos excepto na base e topo. Capitel de colarinho moldurado quadrado, coxim estangulado, liso, do qual arrancam quatro ferros recurvos, zoomórficos, com argolas pendentes. Ábaco simples rematado por esfera armilar com coroa real.

Acessos

Praça do Município

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto n.º 23 122, DG, 1.ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Implementação harmónica, em largo calcetado e ajardinado diante do edifício da Junta de Freguesia.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1395 - foral D. João I; 1578 - elevação a vila por D. Sebastião que lhe deu novo foral; provável data de construção do pelourinho; 1758, 18 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas por Domingos de Oliveira Botelho, é referido que a povoação, com 254 vizinhos, pertence ao Mestrado da Ordem de Avis; tem 2 juizes, uma Câmara com 3 vereadores e um procurador; 1874 - demolição do pelourinho; 1960 - reconstrução do pelourinho segundo um desenho conjectural, na qual apenas se reaproveitaram a esfera armilar e a coroa real; tudo o resto havia sido aproveitado na nova fonte da Vila.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de mármore.

Bibliografia

DIONISIO, Sant'Ana, Guia de Portugal, Vol. II, Lisboa, 1927; MALAFAIA, E. B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1997; MURACHA, Pedro, Album Alentejano, Vol. II, Lisboa, 1934.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 8, n.º 12, fl. 67-72)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Rosário Gordalina 1992

Actualização

 
 
 
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