Igreja e Mosteiro de Tibães

IPA.00001151
Portugal, Braga, Braga, Mire de Tibães
 
Arquitectura religiosa, maneirista, barroca e rococó. Mosteiro beneditino masculino composto por igreja com endonártex, e dependências monacais adossadas, com dois claustros e quatro pátios, evoluindo perpendicularmente à igreja, e cerca. Igreja de planta longitudinal composta por nave única com coro-alto iluminado por amplos janelões, capela-mor mais estreita e baixa, capelas colaterais intercomunicantes, torres sineiras levemente recuadas relativamente à fachada principal e sacristia adossada ao alçado lateral direito. Fachada principal com estrutura maneirista, baseada nos tratados de Vignola, com corpo central ladeado por aletas e remate em frontão triangular, existindo um jogo entre linhas rectilíneas e curvas, com semelhanças nítidas com o Mosteiro beneditino de Santo Tirso (v. PT011314220005). Fachadas laterais rasgadas por janelas em capialço, que iluminam intensamente o interior. Interior muito decorado com retábulos, molduras e sanefas de talha dourada do barroco nacional, joanino e rococó, com cobertura em abóbada de canhão em caixotões. Existência de órgão no lado do Evangelho, junto ao coro-alto, também semelhante ao do Mosteiro de Santo Tirso e dois púlpitos confrontantes. Dependências monacais evoluem em redor de dois claustros e pátios de plantas quadradas e rectangulares, de dois pisos, sendo o Claustro do Cemitério marcado por arcadas e o segundo piso fechado, possuindo salas de grande interesse, com coberturas de madeira formando painéis geométricos e revestimento azulejar de padrão ou historiado, do período rococó. Possui inúmeras afinidades no campo decorativo com o Mosteiro de Rendufe (v. PT010301180004), São Miguel de Refojos de Basto (V. PT010304140002) e Santa Marinha da Costa (v. PT010308120020), revelando a mobilidade dos artistas e mestres de obras, nomeadamente Frei José de Santo António Vilaça, que imprimiu uma grande unidade decorativa entre todos eles, obedecendo a esquemas iconográficos e estruturais rígidos, impostos pelos estatutos reformados da Ordem. Mosteiro beneditino que mantém a cerca e algumas dependências em relativo bom estado, bem como parte da decoração original, dos períodos barroco e rococó, com predominância do último, não contrastando, contudo, com os vestígios remanescentes da talha e escultura do estilo nacional. Existência de claustros e pátios, à volta dos quais se organizava a vida comunitária, sendo, dos conventos beneditinos existentes no N. do país, o que possui mais quadras internas, definidoras de espaço, o que se prenderá com o facto de ser casa-mãe da Ordem, em Portugal. O adro da igreja é constituído por alta plataforma com acesso por escadaria lateral, que acede igualmente à portaria do Convento.
Número IPA Antigo: PT010303250015
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Mosteiro masculino (abadia)  Ordem de São Bento - Beneditinos

Descrição

Planta composta por igreja, com dependências monacais de planta rectangular, desenvolvidas lateralmente, a S., prolongando-se para O., com por dois claustros, colocados em eixo em relação à igreja, conhecidos como o Claustro do Cemitério e Claustro do Refeitório, e quatro pátios interiores, os maiores, a S., também em eixo, separados por passadiço, chamados de Pátio de São João e Pátio de Jericó. Volumes escalonados de dominande horizontal, quebrada pelo verticalismo das torres sineiras, com capela-mor mais baixa do que a nave. Coberturas em telhados de uma água nas capelas laterais, duas águas na nave e capela-mor e quatro águas nas dependências monacais. Torres sineiras com coberturas em coruchéu bolboso, com decoração geométrica e óculos no bolbo inferior. IGREJA de planta longitudinal composta por endonártex, nave com oito capelas laterais intercomunicantes, e mais duas que comunicam com o endonártex, capela-mor mais estreita, duas torres sineiras quadrangulares, encaixadas lateralmente, e sacristia rectangular adossada à fachada lateral S.. Fachadas rebocadas e pintados de branco, excepto a principal, em granito, circunscritas por cunhais apilastrados com pináculos, embasamentos de cantaria e remates em friso e cornija. Fachada principal orientada dividida em três registos e três panos definidos respectivamente por frisos e pilastras, estas encimadas por pináculos. No registo inferior, rasga-se, em posição central, o pórtico em arco abatido, que acede ao endonártex, coberto por abóbada de berço abatido, onde surge o portal de verga recta de acesso ao interior. Lateralmente, dois arcos cegos, com perfil semelhante ao anterior, enquadram dois óculos ovalados e gradeados, com moldura cartelada, decorada com acantos, fragmentos de frontão, conchas e enrolamentos. No registo intermédio, aparecem três nichos de volta perfeita com aletas volutadas e cobertura concheada, contendo as imagens de São Martinho, ladeada pela de São Bento e Santa Escolástica. O nicho central é marcado por frontão triangular e os laterais por frontões semicirculares. Superiormente, no pano central, surgem três janelões de perfil rectilíneo, encimado por um de volta perfeita, com dois quartos de lunetas laterais. Remate da fachada em frontão triangular, com volutas nos vértices inferiores e cruz no superior. As torres sineiras encontram-se ligeiramente recuadas, em relação à fachada principal, com quatro registos, os dois superiores mais estreitos, o último rasgado por sineiras de volta perfeita. Remate em balaustrada. Fachada lateral N. com os volumes escalonados das capelas laterais, nave, capela-mor e casa dos foles do órgão, todos rasgados por janelas de diferentes perfis (rectilíneos verticais e horizontais, lunetas), ritmados por cinco contrafortes. À fachada lateral S., adossam-se as dependências monacais, a qual se rasga por quatro janelas em capialço, na nave, e três na capela-mor, todas com molduras de cantaria, possuindo contrafortes nos topos. Fachada posterior a E. rematada em empena com cruz no vértice, tendo janela rectangular em capialço. INTERIOR com coro-alto sobre arco abatido, convexo na zona central, onde surge o Crucificado, protegido por baldaquino assente em duas pilastras rodeadas por anjinhos e remate em cornija contracurvada, possuindo guarda de madeira torneada. Neste, surge cadeiral de duas filas, de disposição em U, com espaldar decorado com baixos-relevos, representando santos vários, divididos por atlantes, surgindo, superiormente, friso de pintura mural com grotesco e molduras de talha dourada, que encerravam telas pintadas. O cadeiral é decorado com talha pouco relevada, com animais fantásticos e acantos enrolados, aparecendo carrancas nas misericórdias. É iluminado por enormes janelas, encimadas por uma única sanefa de talha dourada. No sub-coro, guarda-vento pintado de marmoreados fingidos e aplicações de talha dourada com concheados e enrolamentos. As paredes laterais formam cinco tramos, divididos por pilastras de capitel jónico, constituídas em dois registos, divididos por friso: arcadas de volta perfeita, de acesso às capelas laterais, encimadas por sanefa com lambrequins e espaldar recortado, decorado com concheados e enrolamentos, e as janelas, com molduras e sanefas de talha dourada, decoradas com asas de morcego e fragmentos de frontão. No lado do Evangelho, o Baptistério e Capelas de Santo Amaro, Santa Ida e Santa Gertrudes; no oposto, as Capelas do Senhor da Piedade, Santa Ana ou do Desterro, Santa Lutgarda e do Santíssimo ou Descimento da Cruz. Todas as capelas são protegidas por teia de madeira torneada, de pau preto, com aplicações de bronze dourado. Existência de dois púlpitos confrontantes, de decoração semelhante, de planta quadrangular, com guarda de talha dourada, de forma bolbosa, sendo a porta de acesso envolta por talha dourada, que forma forma baldaquino rematado com cornija, acantos e querubim. No lado do Evangelho, sobre a Capela de Santo Amaro, surge um Grande Órgão, com caixa de talha policromada e dourada. Cobertura em abóbada de berço, de caixotões, assenta em cornija, surgindo arco de volta perfeita a marcar a zona do coro-alto. Arco triunfal em volta perfeita, assente em pilastras toscanas e encimado por óculo circular, sendo ambos envoltos por talha dourada de concheados, acantos, volutas, enrolamentos e, no centro do arco, o emblema da Ordem. Retábulos colaterais de talha dourada dedicados a Nossa Senhora do Rosário (Evangelho) e a São João Evangelista (Epístola). Capela-mor com cobertura semelhante à da nave, tendo cadeiral e, no lado da Epístola, porta de acesso à ante-sacristia e, superiormente, tribuna de madeira entalhada *2. As janelas ostentam molduras, avental e sanefas em talha dourada, com concheados e acantos. Retábulo-mor de planta côncava, de três eixos, o central com tribuna e trono, tendo, na base, um nicho com a imagem do orago. Lateralmente, duas mísulas com as imagens de São Bento e Santa Escolástica, protegidas por baldaquino. Colunas divisórias com falsa espira, assentes em plinto contracurvado. O sacrário ostenta na porta um Agnus Dei e glória com anjo. Duas portas nas paredes laterais da capela-mor, de perfil rectilíneo, com jambas almofadadas, ostentando enorme elemento de talha assimétrica e sanefa, acedendo, a do lado da Epístola à ante-sacristia com lavabo enquadrado por duas colunas espiraladas com taça assente em volutas e à sacristia, iluminada por três janelas em capialço, com cobertura em abóbada de berço apainelada, com decoração de arabescos, tendo, na parede fundeira retábulo de talha dourada e, disseminada pelas paredes, pintura e imaginária de carácter alegórico e ligada à Ordem. Lateralmente, dois arcazes de pau-preto. DEPENDÊNCIAS MONACAIS com fachada principal virada a N., com volumes escalonados, divididos em dois e três registos. É rasgada por oito janelas em capialço, encimadas por janelas de sacada e tem dois acessos: a porta da Portaria, com acesso pelo adro da igreja, de verga recta e encimada por nicho ladeado por pilastras e aletas, com remate em frontão triangular interrompido, contém a imagem de Nossa Senhora do Pilar; a Porta dos Carros, de verga recta e marcada por frontão triangular, constitui o actual acesso à zona museológica. No lado esquerdo da porta, fonte de tanque ovalado, com espaldar recortado, com carranca, formando bica e remate em cornija. Remates em friso e cornija, com pináculos piramidais nos ângulos. CLAUSTRO do CEMITÉRIO de dois andares, o inferior composto por arcadas de volta perfeita assentes em colunas toscanas, formando nove tramos e, em cada ala do piso superior, quatro janelas de sacada com bandeira, guarda de metal e remate em cornija. Nas alas, painéis de azulejo, nas inferiores de carácter historiado, contando a vida de São Bento, com molduras recortadas, policromas e divididos por pilastras e vasos floridos. Na base de cada painel, cartela com inscrição latina sustentada por dois anjos. Pavimento lajeado e cobertura das alas inferiores de madeira em apainelados geométricos, assente em mísulas de talha. Nas alas superiores, existe azulejo do tipo padrão, com cobertura de madeira em caixotões e pavimento do mesmo material. Nos ângulos do piso inferior, portas acedem a várias dependências, duas delas constituíam acesso a primitivas capelas, com vãos em arco abatido, recortado em trilóbulo, alteado na zona central com decoração de rosetões e jambas com concheados e volutas. Pátio pavimentado a laje de granito, constituído por quatro canteiros quadrados dispostos nos ângulos, com buxo, árvores e plantas herbáceas, intercalados com outros quatro irregulares, mais pequenos, com acantos, tudo disposto em torno de um chafariz central assente em plataforma de três degraus, com tanque encurvado, e taça polilobada, decorada com carrancas. Remate encurvado com mais quatro carrancas, terminando em florão. Adossado a este, o CLAUSTRO do REFEITÓRIO, completamente arruinado, mantendo a marcação dos dois andares primitivos e de alguns vãos. Junto a este, a cozinha, marcada exteriormente por duas chaminés, e o Pátio de Jericó. No lado oposto, o PÁTIO DE SÃO JOÃO também conhecido como Jardim da Estrebaria ou da Portaria, construído numa plataforma octogonal, elevada em relação ao caminho que a circunda, com faces rebocadas e pintadas de amarelo, percorrida superiormente por alegretes de granito com salvias. Acesso por escadaria de lanço recto com treze degraus e terminais volutados. Pavimento em laje de granito, pontuado por oito canteiros irregulares recortados, com faces de granito, colocados em torno de um chafariz central, octogonal, com taça com decoração de escamas e concheados, assente em coluna central galbada. Remate bolboso com duas camadas de folhas de acantos. Passadiço que separa este pátio do de Jericó em alvenaria de granito, ladeado por alegretes e bancos com parapeitos assente em pilares, formando oito arcadas, sendo a ala coberta por abóbada de aresta. Em volta, no andar inferior, várias dependências agrícolas, com cobertura em abóbada de tijolo, algumas delas arruinadas e, no andar superior, os antigos dormitórios. À volta, aposentos divididos por três andares, com vãos (portas, janelas horizontais e janelas de sacada) de perfil rectilíneo, surgindo telhado em mansarda. No Passadiço, integra-se o nicho enquadrado por pilastras e remate em friso e cornija, contendo a imagem de São João Baptista. O exterior do terreiro dá para a Cerca, com fachada dividida em vários panos de estrutura semelhante, com portas, janelas de arco abatido e janelas de sacada com o mesmo perfil, possuindo bandeira assente em moldura contracurvada. O Pátio do Galo, marcado por dois pináculos, acede a escadaria e a um alpendre que liga à Sala do Capítulo. No alpendre, situa-se a Fonte de São Pedro, de espaldar com nicho concheado e aletas, tendo remate em friso e frontão triangular interrompido por pináculo de bola. O alpendre assenta em colunas toscanas, encimadas por pináculos. Cobertura em caixotões de madeira e forrada a azulejo tipo tapete. A porta de acesso é constituída por pilastras almofadadas, entablamento e frontão triangular. Na verga a data "1700". INTERIOR: a Porta dos Carros acede a átrio rectangular com cobertura em abóbada de aresta de tijolo. À esquerda, escada conduz à Portaria, tendo, à direita, porta que liga às antigas cavalariças, actualmente sala de acolhimento, com sanitários no piso inferior, e sala de exposições temporárias. Outra porta acede ao Jardim de São João. A COZINHA é de duas naves e três tramos, marcados por colunas toscanas, com cobertura em abóbada de aresta e, no centro, mesa de cantaria. Uma enorme lareira na parede fundeira. Restantes compartimentos com pavimento de madeira e coberturas de madeira.

Acessos

EN 201 (Braga - Ponte de Lima / Barcelos, virando pela EM 564). WGS84 (graus decimais) lat.: 41,555752, long.: -8,479375

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 33 587, DG, 1ª Série, nº 63 de 27 março 1944 / ZEP, Portaria, DG, 2ª Série, nº 242 de 18 outubro 1949 / Zona "non aedificandi", Portaria 736/94, DR, 1ª Série-B, nº 187 de 13 agosto de 1994 *1

Enquadramento

Rural, isolado, situa-se a cerca de 6 Km da cidade de Braga, na margem esquerda do Rio Cávado, num vale, próximo da elevação constituída pelo Monte de São Gens. Envolto por cerca murada (v. PT010303250159), composta por hortas, matas, escadório, Capela de São Bento, fontes várias, lago, aqueduto (PT010303250316), pomar, zona de vinha e jardins de buxo. Num amplo terreiro, a preceder o caminho de acesso a mosteiro, situa-se o Cruzeiro de Tibães (v. PT010303250008). A ladear a igreja monacal, a N., encontra-se o cemitério. A fachada principal da igreja e parte da fachada das dependências monacais, é precedida por adro quadrangular, sobrelevado, com guarda de ferro e acesso por escadaria de lanço recto, no lado N.. Acesso à Porta dos Carros por estrutura em rampa, de betão e madeira.

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: Inscrição gravada no pilar do lado do Evangelho que sustenta o coro-alto; leitura: PRINCIPIOU-SE ESTE TEMPLO. NO ANO. DE 1628 ACABOU-SE NO ANO DE 1661; TALHA: Retábulos colaterais semelhantes, de planta côncava, com tribuna central, ladeada por duas mísulas e dois pares de colunas e pilastras, as primeiras com fuste liso, decorado com concheados. Remate em alto espaldar encimado por cornija contracurvada. Ostentam grande profusão decorativa, de acantos e concheados, tendo na base da tribuna um sacrário; Capela de Santo Amaro com retábulo de planta recta e um eixo, constituído por nicho ladeado por quatro colunas e pilastras com falsa espira de flores relevadas. Frontão interrompido encimado por anjos e com espaldar contracurvado e cornija do tipo borromínico. Altar muito saliente, em forma de urna. Possui a imagem de madeira do orago; Capela de Santa Ida com retábulo decorado com baixo-relevo representando a "Assunção da Virgem", ladeado por colunas e pilastras, as primeiras decoradas com anjos e motivos fitomórficos. Sobre o altar, uma maquineta com a imagem do orago e fundo decorado com pintura fitomórfica. Sobre a arquitrave que remata a estrutura, uma luneta ilumina o espaço de culto; Capela de Santa Gertrudes com retábulo definido por colunas e pilastras ladeadas por dois pares de colunas de maior dimensão, que se prolongam em arquivoltas, formando o ático, iluminado por luneta. No centro, uma mísula com a imagem do orago. Cobertura em caixotões. Nas ilhargas, uma "Adoração dos Pastores", uma "Santa Joana Princesa" e a representação da "Imposição do hábito a Santa Gertrudes"; Capela do Desterro com retábulo formado por duas colunas decoradas com anjos, assentes em plintos altos, que ladeiam uma mísula com imaginária. Sobre o altar, maquineta de linhas curvilíneas, contendo uma Sagrada Família. As colunas prolongam-se em duas arquivoltas, formando um tímpano pintado. Abóbada em caixotões pintados a dourado, com acantos e rosetas, tendo os fundos marmoreados; Na Capela de Santa Lutgarda uma representação da Visão da Santa; A Capela do Santíssimo tem, na zona central do retábulo, uma pintura representando a "Descida da Cruz", ladeado por dois anjos tenentes, de vulto, sobre altos plintos, sendo enquadrada por colunas de fuste liso, decoradas com elementos vegetalistas. Superiormente, dois anjos ladeiam um resplendor. Altar paralelepipédico, com frontal decorado com flores. Nas ilhargas, dois painéis com sanefa. Cobertura em falsa abóbada de berço, com painéis de florões; A sacristia possui retábulo com planta ligeiramente côncava, de um eixo composto por nicho com a imagem do Crucificado e moldura ostentando decoração de concheados, ladeado por colunas e pilastras de fuste liso, as primeiras com os extremos decorados com concheados, as quais assentam em enorme consola, decorada com efeitos de água em cascata. Sobre a tribuna, espaldar recortado e remate em cornija, tendo nos ângulos fragmentos de frontão e querubins ao centro. Superiormente, mísula comportando a imagem, enquadrada por moldura recortada e remate em cornija. É ladeado por duas portas com sanefa; ÓRGÃO: apresenta caixa levemente trapezoidal, comportando os tubos dispostos em três castelos, o central semicircular e os laterais em losango, com as flautas em disposição diatónica em tecto, com quatro nichos centrais, com flautas de disposição cromática divergente, e dois laterais, surgindo na base os leques. Remate em cornija e, sobre os castelos, as três Virtudes Cardeais (Fé, Esperança e Caridade), enquanto nas ilhargas aparecem putti. Consola em apainelado com decoração vazada, aplicando-se o mesmo tipo de ornamentação à guarda do coreto. Apoia-se em duas pequenas mísulas laterais, com dois sátiros, que enquadram cartelas e duas carrancas centrais.

Utilização Inicial

Religiosa: mosteiro masculino

Utilização Actual

Religiosa: igreja / Cultural e recreativa: monumento / Educativa: escola profissional (conservação e restauro)

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

DRCNorte, Portaria n.º 829/2009, DR, 2.ª série, n.º 163 de 24 agosto 2009

Época Construção

Séc. 17 / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

CARPINTEIRO: Manuel de Carvalho; DESENHADORES: André Soares Ribeiro da Silva (vários elementos de talha); DOURADORES: António José Amorim, Bento José Sousa, Domingos Magalhães, Domingos Rego, João Gonçalves Ribas; ENSAMBLADORES: Agostinho Marques; ENTALHADORES: António de Andrade, António Fernandes Palmeira, Frei José de Santo António Vilaça; Gabriel Rodrigues, João Bernardo da Silva, Joaquim José da Silva Abreu, José Álvares de Araújo, José Fernandes Neves, Manuel Monteiro Dias, Francisco Pereira, Luís de Sousa Neves, Luís Vieira da Cruz, Tomé de Araújo; IMAGINÁRIO Frei Cipriano da Cruz; ORGANEIROS: Francisco António Solha, Manuel de Sá Couto, Frei Manuel de São Bento; OURIVES: Manuel José de Faria e Brito, Mateus Correia, Frei Simão de Mesquita; PEDREIROS: Bento Correia, António Correio, Pedro Machado, Domingos Rodrigues, Luís Caetano, Manuel Álvares, Manuel António, Manuel Fernandes; PINTORES: Frei João Turriano, Frei José da Apresentação Teixeira Barreto, Giovanni Battista Pachini.

Cronologia

Séc. 6 - Primeiras referências a um mosteiro na zona, por fundação de São Martinho de Dume, denominado Palatini, e com provável origem numa villa romana; 1060 - o mosteiro é reconstruído por D. Velasquides; 1071 - pertencia a D. Urraca, que o doou à Sé de Tui; 1071 - 1078 - D. Paio Guterres da Silva faz aquisições de terras em Tevilanis para fundar um mosteiro; 1077 - é doado por Boa Gonçalves à Sé de Braga (v. PT010303520005); 1105, 21 Agosto - permuta de terras entre o mosteiro e o arcebispado de Braga; 1110 - concessão de carta de Couto por D. Henrique e D. Teresa; 1135 - doação do Couto de Donim por D. Afonso Henriques; 1140 - doação de Santa Maria da Estela por D. Afonso Henriques; 1554 - construção da Capela de São Bento; 1567 - torna-se casa-mãe dos beneditinos, por bula de Pio V; 1569 - nomeado abade o reformador Frei Pedro de Chaves; 1570 - primeiro Capítulo Geral em Tibães; séc. 17 - o mosteiro detinha terras em Monção, Viana do Castelo, Nóbrega, Ponte da Barca, Amares, Prado, Barcelos, Braga, Guimarães e Esposende; 1614 - sistema de captação de água a partir da Fonte dos Anjos; 1617 - 1619 - construção do noviciado; 1626 - 1629 - decoração do Claustro do Refeitório com 32 painéis a óleo sobre a vida de São Bento e revestimento com azulejo padrão; 1626 - 1638 - construção do Claustro do Cemitério, lajeado e com 11 canteiros; fonte de jaspe do Dormitório; 1628 - 1661 - a Igreja sofreu grande remodelação, sob traçado de Manuel Álvares e Frei João Turriano, e trabalho dos pedreiros Bento Correia, António Correio e Pedro Machado; tinha a capela-mor virada a S., com retábulo-mor e dois colaterais; a Portaria estava virada a S., com escadas para os dormitórios; o claustro tinha, no andar superior, a Sala do Capítulo, refeitório, dormitório e enfermaria; 1644 - a "Beneditina Lusitana" situa os dormitórios a nascente, com dois claustros, um junto à nova igreja e o segundo com azulejo e tecto com painéis decorados com os milagres de São Bento; 1650 - 1653 - construção do hospício; 1652 - execução de uma hospedaria, com retábulo; 1655 - colocação de azulejo padrão no Claustro do Cemitério; 1661 - retábulo-mor primitivo, atribuído a António de Andrade e respectivas imagens ( Visitação, São Bernardo e São Gregório ), por Frei Cipriano da Cruz; retábulo e imaginária da Capela de Santa Gertrudes pelos mesmos; retábulo da Capela do Descimento; 1666 - 1668 - cadeiral, atribuído a António de Andrade; colocação de azulejo na Igreja, proveniente de uma oficina do Porto, e feitura do órgão; 1677 - 1680 - pintura de oito quadros para as paredes da Igreja; pavimento em mármore de Montes Claros; 1680 - 1683 - execução do programa decorativo da sacristia por Frei Cipriano da Cruz; feitura do arcaz pelo ensamblador Agostinho Marques e do lavabo da ante-sacristia; construção das torres sineiras; 1683 - 1686 - execução do portal principal da Igreja, da porta da Portaria, da Porta do Carro e escadaria com azulejo; 1686 - construção do Dormitório da Galeria; 1688 - retábulo da Capela de Santa Gertrudes e grades; execução das imagens de São Bernardo e São Gregório Magno para o retábulo-mor, por Frei Cipriano da Cruz, que executou as estátuas de barro para a sacristia e para o retábulo desta, dedicado à Visitação; 1692 - 1695 - retábulos das Capelas de Santa Lutgarda e Santa Ana, esta com imaginária de Frei Cipriano da Cruz; 1698 - pintura das esculturas da fachada principal; 1700 - construção da Casa do Capítulo, salão anexo, biblioteca, dormitório N., cavalariças, palheiros a O. e adega a S., algumas das dependências revestidas a azulejo azul e branco; séc. 18 - construção das Fontes do Galo e São Beda, e Escadório; 1701 / 1704 - construção da livraria, cozinha e respectivos forno e chaminés; 1704 - douramento dos painéis do cadeiral; 1710 - 1713 - talha da cobertura e paredes laterais da Capela de Santa Gertrudes; pintura das telas "Santa Joana Princesa" e "Adoração dos Pastores", atribuídas a Giovanni Battista Pachini; obras por Frei Simão de Mesquita; 1719 - 1722 - feitura da imagem de Nossa Senhora do Pilar por Frei Cipriano da Cruz; 1722 - modernização do retábulo-mor, com a abertura de uma tribuna, por Luís Vieira da Cruz, de Braga; 1725 - 1734 - construção da cerca; escadório e reconstrução da Capela de São Bento; remodelação da Casa do Capítulo, pelos mestres Manuel Fernandes e Manuel de Carvalho; 1728 - construção da Fonte de São Bento, em substituição da Fonte dos Tornos; 1729 - reparação do órgão do coro por Frei Manuel de São Bento; 1731 - 1734 - feitura do passadiço e do Terreiro de São João, pelo mestre de Braga, Manuel Fernandes, onde trabalhou também Manuel António; imagem de São João pintada por um mestre de Barcelos; o custo da obra orçou em 1.281$600 réis; retábulo da Sala do Capítulo, por Gabriel Rodrigues; 1735 - 1736 - execução da sanefa da porta do coro, pelo entalhador Tomé de Araújo e dourada por João Gonçalves Ribas e Domingos Magalhães; 1739 - retábulo da Capela do Descimento, por António Fernandes Palmeira; 1750 - André Soares desenha os retábulos, púlpitos, caixilhos das janelas e sanefas; Frei José de Santo António Vilaça desenha as molduras das janelas da capela-mor, credência e cadeiral, as imagens do retábulo, guarda-vento, órgão e imagens para a Capela do Desterro e sacristia ( Crucifixo e São João Evangelista ); execução da talha por José Álvares de Araújo e douramento de João Gonçalves Ribas e Domingos Rego; 1752 - ampliação da capela-mor e feitura de duas janelas; remoção do azulejo que aí existia e do retábulo-mor primitivo, transferido para São Romão de Neiva; 1755 - grades da Capela de Santo Amaro por José Fernandes Neves, Manuel Monteiro Dias e Francisco Pereira; remoção do retábulo-mor pelo pedreiro Manuel Carvalho; 1757 - 1760 - retábulo-mor por José Álvares Araújo, dos retábulos colaterais e das imagens do primeiro, por Frei José de Santo António Vilaça; baldaquino do coro-alto e nova cabeça do Crucificado, com preparação de Mateus Correia, do Crucificado da Sacristia e credência para a capela-mor; púlpitos, sanefa do arco cruzeiro e das capelas, segundo desenho de André Soares; 1760 - 1767 - retábulo-mor por João Gonçalves Ribas; 1761 - douramento dos púlpitos, por Domingos Rego; 1760 - 1763 - desenho dos bancos para a capela-mor por Frei José Vilaça; 1762 - Domingos Rodrigues abre as capelas da ala S. do claustro do refeitório, por 120$160, executadas segundo desenho de Vilaça e douradas por Bento José Sousa, por 9$000; 1763 - execução das sanefas e molduras da sacristia, por Vilaça, douradas no ano imediato; 1768 - 1769 - Vilaça desenha o guarda-vento; 1770 - substituição dos azulejos do Claustro do Cemitério, por painéis historiados com a vida de São Bento; 1772 - restauro dos baldaquinos dos púlpitos por Vilaça; 1784 - construção do órgão por Francisco António Solha, sendo a caixa concebida por Frei José de Santo António Vilaça e executada pelos entalhadores Luís de Sousa Neves, João Bernardo da Silva e Pedro Dias; 1785 - obras na Livraria, Dormitório e Sala do Capítulo, com talha dos bancos por Joaquim José da Silva Abreu e retratos de Frei José da Apresentação Teixeira Barreto; retábulos das Capelas das Culpas e de Santo Amaro, por Luís José Sousa Neves; 1786 - retábulo da Sala do Capítulo por Luís de Sousa Neves e pintado por António José Amorim, de Lisboa, pela quantia de 6$400; obras nos aposentos do abade e respectiva capela; 1788 - lampadários e banqueta de prata, com moldes do entalhador Luís de Sousa Neves e executadas pelo ourives Manuel José de Faria e Brito; 1792 - sanefa para os janelões do coro, entalhada pelo anterior; 1795 - desenho da Casa da Escola, a executar por baixo do Dormitório, pelo pedreiro Luís Caetano; 1798 - 1801 - remoção do pavimento em mármore, da Igreja para a sacristia; 1804 - 1807 - colocação de taburnos nas sepulturas; 1834 - a antiga Biblioteca de Tibães, que incluía quatro mil títulos e cerca de dez a doze mil volumes, metade deles em latim e 32% em português, foi dispersa *3, bem como cerca de 250 painéis, doados por Frei José da Apresentação, reunidas numa das alas do convento desde 1816; cedência da ala NE. do Claustro para residência paroquial e parte da cerca; 1838 - o mosteiro foi arrematado por António da Silva Reis, por 7 contos; 1864, Abril - venda do Mosteiro em hasta pública, excepto a igreja, sacristia e Claustro do Cemitério; 1894, 11 Julho - um incêndio destruiu parte do Claustro do Refeitório e do Claustro do Cemitério; 1949, 18 Outubro - DG 242 definindo a primeira Zona Especial de Protecção, que abrangia o mosteiro e o cruzeiro, não contemplando os elementos arquitectónicos da cerca no texto do decreto; séc. 20, década de 50 - transferência do sacrário da Capela do Descedimento para o retábulo-mor; 1965 - Fonte de São Beda vendida a Afonso Correia Leite, actualmente nos Jardins da Casa Nogueira da Silva, em Braga; 1971 - proposta de adaptação a pousada; 1973 - proposta de adaptação a escola universitária de Agronomia; 1979, 15 Junho - compra do Chafariz de São João e sua colocação na Praça da República; 1979, 29 Junho - Câmara solicita a expropriação do imóvel; 1981 - criado G. T. para estudo de utilização; 1986 - o mosteiro é adquirido pela Direcção-Geral do Património do Estado, por 110 mil contos; 1990 - instalação do Museu local nas alas N., S., e O., fazendo parte do percurso a igreja, sacristia, Claustro do Cemitério, terreiro de São João, as cozinhas, alas conventuais, sala do capítulo e a cerca, que inclui a Capela de São Bento; 1992, 01 Junho - o imóvel é afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico, pelo Decreto-lei 106F/92, DR, 1.ª série A, n.º 126; 1994 - instalação do Centro de Conservação e Restauro, com cursos na área do azulejo e talha; Janeiro - regresso do Chafariz de São João à sua primitiva localização; 1995 - inauguração da nova residência paroquial; 1998, 9 Maio - IPPAR recebe em Treviso, Itália, prémio internacional Carlo Scarpa, pela recuperação da cerca do mosteiro; 2002 - celebração de protocolo entre o IPPAR e a arquidiocese de Braga para instalar no antigo noviciado uma comunidade religiosa; a comunidade das Missionárias Trabalhadoras da Imaculada irão gerir uma hospedaria e um restaurante a instalar no antigo hospício; 2007, 20 dezembro - o imóvel é afeto à Direção Regional da Cultura do Norte, pela Portaria n.º 1130/2007, DR, 2.ª série, n.º 245; 2015, 21 janeiro - publicação da Resolução n.º 5/2015, pela classificação do Mosteiro de São Martinho de Tibães como Monumento Nacional, em DR, 1.ª série, n.º 14; 2015, 07 abril - publicação do Anúncio n.º 58/2015, em DR, 2.ª série, n.º 67, relativo à abertura do procedimento de ampliação da classificação da Igreja e mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitetónicas da respetiva quinta, de modo a abranger todo o mosteiro, incluindo a cerca, tendo em vista a sua eventual reclassificação como monumento nacional e a redenominação para "Mosteiro de Tibães".

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Granito; mármore; tijolo; madeira; talha dourada; azulejo; metal.

Bibliografia

Constituçoens da Ordem de Sam Bento destes Reynos de Portugal, Lisboa, 1590; Regra do Glorioso Patriarcha S. Bento, Coimbra, 1632; VITERBO, Sousa, Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses, vol. 1, Lisboa, 1922; SMITH, Robert, Frei Cipriano da Cruz, Escultor de Tibães, Porto, 1968; SMITH, Robert, Frei José de Santo António Ferreira Vilaça, Escultor Beneditino do Século XVIII, 2 vols., Lisboa, 1972; OLIVEIRA, Aurélio de, António de Andrade e a primeira Escola de Talha em Tibães, in Bracara Augusta, 28 ( 64 ), 1974; Mosteiro de Tibães - quando as árvores morrem de pé, in Expresso, Lisboa, 27 Março 1982; FERREIRA, João Palma, Memórias do Portugal Velho, A Capital, 2 Fev. 1987, 19 Jan. 1987; Mosteiro de Tibães, Braga, 1988; ALVES, Natália Marinho Ferreira, Igreja de Tibães, in Dicionário da Arte Barroca em Portugal, Lisboa, 1989, pp. 481-482; VALENÇA, Manuel ( Padre ), A Arte Organística em Portugal, vol. I, Braga, 1990; MATA, Aida Maria Reis da, Tibães - no rasto de uma História, [ catálogo de exposição ], Braga, Março - Abril 1991; MATA, Aida, Ao encontro dos monges de Tibães, Braga, 1994; O Chafariz do Terreiro de São João, Braga, Junho de 1995; A Residência Paroquial do Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga, Novembro de 1996; BELLINO, Albano, Archeologia Christã; Prémio internacional para o Mosteiro de Tibães, O Comércio do Porto, 6 Maio 1998; MATA, Aida e Oliveira, Paulo João, Tibães e a síntese das artes na época barroca. O testemunho dos cronistas, in Actas do Colóquio Struggle for Synthesis - a obra de arte total nos séculos XVII e XVIII, vol. II, Lisboa, Dezembro de 1999, pp. 521-528; MATA, Aida Maria Reis da, Imagens de um trabalho - Tibães igreja, Braga, 2001; COSTA, Magalhães, Ala arruinada de tibães com obras de 3,4 milhões, in Jornal de Notícias, 6 Dezembro 2005, p. 23; Nova fase de recuperação avança no Mosteiro de Tibães, in Diário do Minho, 24 Janeiro 2006, p. 8.

Documentação Gráfica

DGEMN: DSID; IPPAR

Documentação Fotográfica

DGEMN: DSID; IPPAR; Universidade do Minho: Fototeca M. Nogueira da Silva

Documentação Administrativa

DGEMN: DSID; IPPAR; Arquivo Municipal de Braga: Actas da Câmara (1979); Arquivo Distrital de Braga: Fundo Monástico Conventual (Tibães); Arquivo do Mosteiro de Singeverga (MNS 1745, 1750)

Intervenção Realizada

DGEMN: 1955 - Reparação da cobertura da Igreja; 1958 - reparação de telhados; 1962 / 1963 - conservação do telhado; 1967 - reparação do claustro e cobertura das capelas laterais e nave; 1968 - reconstrução do telhado da nave; 1969 / 1970 - consolidação da abóbada da capela-mor e construção de diversas coberturas e telhados; 1971 - demolição da taipa e construção da divisória da capela do D. Abade; 1973 - reparação da cobertura da nave e tectos do claustro; 1974 - trabalhos de beneficiação; 1975 - reconstrução de dois vitrais da fachada S. da capela-mor e trabalhos complementares; 1976 / 1977 - recuperação do tecto da ala N. do claustro e reconstrução de 3 vitrais da capela-mor; 1978 / 1979 - novas coberturas e pavimentos na zona do claustro; 1981 / 1982 - restauro do órgão, reparação da instalação eléctrica, reparação de vitrais e valorização do claustro; 1983 - beneficiação da instalação eléctrica, conservação e reconstrução dos respaldos do cadeiral da capela-mor e estante missal do coro-alto, fornecimento de vitrais; 1985 - recuperação dos claustros; 1986 - obras de beneficiação da Sala do Capítulo; IPPC: 1987 - desinfestação de madeiras da cobertura e tecto da Sala do Capítulo; 1988 - recuperação de coberturas e outros trabalhos; início de projecto de recuperação da cerca, sob a orientação da Arquitecta Maria João Costa; 1991 - instalação eléctrica de iluminação e tomadas do claustro, sacristia, entrada e residência do pároco, limpeza do telhado do claustro, recuperação do aqueduto, consolidação urgente do passadiço, escoramento dos tectos da ala N. e escadaria da entrada principal, recuperação do telhado da igreja; 1993 - recuperação da Capela de São Bento e consolidação das chaminés; 1994 - rebocos exteriores e pintura das fachadas N., S., O., recuperação e restauro dos tectos da Ouvidoria e escada de acesso; IPPAR: 1995 / 1996 - casa paroquial, restauro parcial da Ala Poente; relançamento da recuperação do edifício conventual; restauro do arcaz; escavações no refeitório; 1997 / 1998 / 1999 / 2000 - recuperação da ala N. (1ª fase); recuperação do claustro do cemitério e restauro da igreja; colocação de acesso à actual entrada; 2006, 13 Junho - adjudicação da obra de reconstrução da ala S., noviciado e Claustro do Refeitório à empresa Casais, de Braga, estando prevista a conclusão da obra em 2008.

Observações

*1 - DOF: Igreja e Mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta; a primeira Zona Especial de Protecção não contemplava no texto do decreto os elementos arquitectónicos da cerca; *2 - nesta, erguia-se um órgão positivo, elaborado por Manuel de Sá Couto e actualmente na Igreja do Hospital de São Marcos. *3 - o que resta dela encontra-se na Biblioteca Pública de Braga.

Autor e Data

Isabel Sereno e João Santos 1993 / Paula Figueiredo 2002

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