Igreja e convento de São Francisco / Igreja do Espírito Santo

IPA.00011434
Índia, Goa, Goa Norte, Goa Norte
 
Arquitectura religiosa.
Número IPA Antigo: IN931101000004
 
Registo visualizado 101 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Convento / Mosteiro  Convento masculino  Ordem de São Francisco - Franciscanos

Descrição

Fachada principal de 4 andares, ladeada por duas torres octogonais e de 3 panos delimitados por pilastras. No piso térreo existem 3 portas, sendo a axial com frontão manuelino, e as que a ladeiam com frontão triangular; nos piso superior, e na continuidade das portas, estão 3 janelas também de frontão triangular e no penúltimo piso estão alinhadas as mesmas 3 janelas, sendo que duas delas são cegas. INTERIOR de uma só nave abobadada, transepto pouco profundo, e 3 capelas abertas em cada um dos flancos. Cabeceira de planta rectangular; coro-alto sustentado por um arco abatido. No corpo da igreja existem 6 capelas, do lado da Epístola: o altar da Imaculada Conceição, a de Nossa Senhora das Dores, e a das Chagas de São Francisco de Assis; do lado do Evangelho há a capela de Nossa Senhora dos Milagres, de Santa Isabel de Portugal e a de Porciúncula

Acessos

Old Goa Road.

Protecção

Incluído no Conjunto de Goa *2

Enquadramento

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: convento masculino

Utilização Actual

Cultural e recreativa: museu

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

1500 - os frades franciscanos foram primeiros religiosos a chegar à Índia, na armada de Pedro Álvares Cabral; 1517 - frei António Louro obteve do rei permissão para construir uma casa; 1518 - fundação do convento; o governador Lopo Soares de Albergaria cedeu-lhes umas casas que estariam no local onde está hoje o cruzeiro; frei mandou uma carta ao rei queixando-se que o governador não tinha feito mais nada para construir um edifício mais digno, e que por isso pedia autorização para usar na construção as pedras de um templo hindu que tinha sido destruído; 1520 - colocação da primeira pedra; corpo da igreja ficou de nave única, com quatro capelas de cada lado; 1522 - nova residência estaria terminada; 1524 - em carta de 31 de Outubro, o senado de Velha Goa, comunicou ao rei D. João III que a estrutura do edifício do convento se encontrava praticamente pronta (Pereira, 2005); 1526 - obras para solidificação de muros; 1527 - obras de colocação de telhas no dormitório, e outras dependências, e na igreja; 1548 - mosteiro já albergava 40 frades, mas o retábulo do altar-mor estava podre e quase destruído, pelo que os frades pediram ao rei um novo retábulo e mais dois para as capelas do cruzeiro e outro para a sala capitular; 1603 - igreja foi sagrada pelo arcebispo D. Frei Aleixo de Meneses, sob a invocação do Espírito Santo; 1661 - igreja foi demolida e reedificada pela comunidade local, conservando-se da primitiva igreja o portal de estilo manuelino*3; 1707 - claustro foi também alvo de reconstrução, uma vez que, tal como a igreja, também ameaçava ruina; 1762 - as celas do dormitório do Rato, assim como a portaria e as salas contíguas à Aula da Assunta foram alvo de trabalhos de reconstrução; 1765 - Fr. António de Pádua, provincial da Ordem, mandou construir a Portaria do Carro; 1835 - com a extinção das ordens religiosas, o convento e a igreja foram mandados fechar; 1876 - igreja foi reaberta ao culto pelo governador João Tavares de Almeida;

Dados Técnicos

Materiais

Bibliografia

TELLES, Ricardo Micael, Igrejas, capelas e Palácios na Velha Cidade de Goa, Nova Goa, 1931; Velha Goa. Guia Histórico, Goa, 1952; CHICÓ, Mario Tavares, A escultura decorativa e a talha dourada nas Igrejas da Índia Portuguesa, Lisboa, 1954; FONSECA, José Nicolau da, An Historical and Archaelogical Sketch of the City of Goa, (ed. original 1878), Bombaim, 1994;T. P. ISSAR, Goa Dourada. The Indo-Portuguese Bouquet, Bangalore, 1997; DIAS, Pedro, História da Arte Portuguesa no Mundo. O Espaço do Índico, Lisboa, 1998; PEREIRA, António Nunes Pereira, A Arquitectura Religiosa Cristã de Velha Goa. Segunda metade do século XVI - primeiras décadas do século XVII, Lisboa, Fundação Oriente, 2005; MATTOSO, José (dir.), Ásia, Oceania, Património de origem portuguesa no mundo, arquitectura e urbanismo, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2010, pp. 256-257

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGA/TT: PT-TT-CSFG

Intervenção Realizada

Observações

*1 - segundo António Nunes Pereira, esta será a designação mais correcta da igreja. *2 - Património Mundial - UNESCO, 1986. *3 - No estudo realizado por António Nunes Pereira avança-se a possibilidade da actual igreja ter mais do que o portal manuelino da primitiva edificação. Segundo o autor, "a Igreja do Espírito Santo ergue[-se] no todo, ou em grande parte sobre as paredes da igreja de 1520, ou seja, que a planta da igreja de 1661 coincide totalmente, ou quase, com a de 1520". O órgão que existia na igreja, e que tinha sido encomendado por Frei António de Pádua, foi colocado na igreja de Margão (Fonseca, 1994)

Autor e Data

Sofia Diniz 2002

Actualização

 
 
 
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