Teatro Taborda / Círculo Cultural Scalabitano
| IPA.00011323 |
| Portugal, Santarém, Santarém, União de Freguesias da cidade de Santarém |
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| Arquitectura cultural e recreativa, ecléctica. Teatro e sede de uma associação cultural cujo edifício resulta do antigo teatro remodelado e da construção recente de um corpo novo. O teatro, de planta em L, tem cobertura em telhado, resguardado por platibanda, fachadas rebocadas e pintadas, enquadradas por embasamento de cantaria e divididas por pilastras, também de cantaria, criando diversos panos sobre os quais se rasgam vãos de composição idêntica, piso a piso. O teatro insere-se no grupo de auditórios de planta rectangular, de cena contraposta, com uma sala para 119 lugares distribuídos por plateia e um balcão. Tem um palco de configuração quadrangular, com pendente, dotado de proscénio e subpalco. |
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| Número IPA Antigo: PT031416120136 |
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| Registo visualizado 217 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Cultural e recreativo Casa de espetáculos Teatro
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Descrição
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| Planta longitudinal composta por dois rectângulos em "L", correspondente ao primitivo Teatro Taborda, a que se adossa um corpo de planta trapezoidal, construído recentemente para criar outros espaços de apoio às actividades da associação cultural sediada no edifício. Volumes articulados com coberturas diferenciadas em telhado e em terraço. A frontaria define-se nas duas fachadas, de diferentes dimensões mas de composição similar, abertas para o largo. A fachada N., correspondente ao corpo de 4 pisos, incluindo cave, onde se situam o átrio, a bilheteira e a escada principal, é composta por dois panos desiguais separados por pilastras e rematados por platibanda, sendo rasgados por portas-janelas no piso térreo e por janelas de peitoril no piso superior. A entrada principal abre-se no pano maior, através de vão em arco de volta inteira moldurado a cantaria com pedra de fecho unida a uma pequena janela sobreposta. A fachada E., correspondente à sala de espectáculos e caixa de palco, apresenta seis panos com igual altura e remate; os dois panos medianos iguais, rasgados por janelas de verga recta, no piso térreo, são sublinhados por frisos paralelos à faixa divisória dos andares; os dois panos seguintes são rasgados por portas com frestas sobrepostas, idênticas à porta principal, e constituem acessos directos ao palco e à plateia; os dois panos extremos, mais estreitos, são vazados apenas no piso superior por janelas de peitoril iguais às dos restantes panos. A fachada posterior, virada para o logradouro é composta por dois corpos de diferentes alturas: o corpo a O., de três pisos, rematado por terraço, rasgado por vão tripartido e por duas portas sobrepostas, uma com balcão, no 3º piso, outra com escada de acesso ao logradouro, no 2º piso; um corpo mais extenso, à esquerda, subindo em cinco pisos, o último demarcado por faixa e vazado por janelas, parcialmente sobreposto ao corpo mais baixo; os dois pisos sobrepostos, são vazados por portas-janelas com balcões em ferro, no eixo das portas dos pisos inferiores. INTERIOR - os espaços para o público, incluindo espaços de estar, espaços de apoio, espaço cénico e espaços técnicos distribuem-se pelo corpo em L, com aproveitamento dos pisos acima e abaixo do vão do auditório (respectivamente, 3 salas de aula e biblioteca e 2 camarins colectivos, com instalações sanitárias, guarda-roupa e acesso ao sub-palco e palco); no corpo novo, de planta trapezoidal, encontram-se a sala estúdio, a galeria/bar, as salas de exposições e gabinetes. Espaços de estar para o público: franqueada a porta principal, acede-se ao átrio, de onde parte a escada de comunicação com os pisos superiores - desembocando no foyer do primeiro balcão (piso 1) e no átrio da biblioteca (piso 2) - e inferior - zona dos camarins e subpalco; do átrio do piso 0 parte ainda um corredor de ligação ao corpo adossado a E., onde se localiza, na junção dos dois corpos, um átrio poente e uma escada; esta solução repete-se em todos os pisos. A bilheteira, com atendimento para o interior e lugar para um funcionário, situa-se no átrio nascente, enquanto o bengaleiro, com capacidade para atender uma pessoa, está localizado no foyer da plateia. As instalações sanitárias encontram-se no espaço de junção dos dois corpos (escada poente), entre o primeiro e segundo pisos. Espaço do AUDITÓRIO - sala de planta rectangular, constituindo um espaço independente do palco, ligado a este pela boca de cena em arco abatido; apresenta uma lotação de 119 lugares distribuídos por plateia (100) e balcão (19). Plateia com pendente, de coxias longitudinais laterais e transversais a terços e de boca, com cadeiras fixas forradas de tecido vermelho; pavimento de alcatifa cinzento escuro e paredes estucadas e pintadas de cor laranja. O balcão, em consola, descreve um U aberto, tem pavimento e cadeiras iguais às da plateia e guarda em ferro trabalhado assente sobre base revestida a madeira. O tecto é de madeira, de cor castanha escura, integrando sistema de iluminação regulável por sectores. Espaços cénicos: PALCO - tem uma área de cena de 5 m x 6, 5 m, dispondo de coxias laterais, pendente, paredes de cor preta, soalho de madeira disposto perpendicularmente à boca de cena e acesso de carga directo à rua. Tem proscénio. Espaços técnicos: A caixa de palco tem teia com piso em madeira e perfis metálicos e um nível de varandas laterais e de fundo em madeira; dispõe de subpalco de estrutura em fixa em betão, dotado de quarteladas e plataforma elevatória , sendo utilizado também como armazém, oficina e sala de ensaio. A régie de direcção de cena realiza-se no palco, à esquerda da área de cena. A régie de som e a régie de luz partilham o mesmo espaço, estando localizadas na cabina de projecção. Esta localiza-se ao fundo do balcão. |
Acessos
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| Rua Maestro Luís Silveira |
Protecção
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| Incluído na Zona Especial de Proteção da Igreja de S. João de Alporão (v. PT031416120002 ), da Torre das Cabaças (v. PT031416120020) e da Igreja de Santo Agostinho da Graça (v. PT031416120001) |
Enquadramento
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| Urbano, planalto. Implantação harmónica na malha urbana da zona histórica de Santarém. A sua fachada principal deita para um pequeno largo, excêntrico em relação à Rua Maestro Luís da Silveira, com acesso por detrás da igreja de S. João de Alporão, a fachada posterior para um logradouro fronteiro à Calçada da Graça, vencendo o acentuado desnível do terreno; a O. encontra-se adossado a um edifício de dois pisos, que constitui a frente O. do largo; as restantes fachadas estão escondidas pelo casario envolvente. |
Descrição Complementar
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| MECÂNICA DE CENA: sistema de suspensão - 20 varas manuais simples de madeira e alumínio; ILUMINAÇÃO CÉNICA: dimmers - 8 circuitos analógicos; sistema de comando - órgão de luzes digital; equipamento de apoio à iluminação - 100 calhas electrificadas para varas; equipamento de iluminação - 50 projectores, além de tangões e gambiarras, estes últimos a funcionar; SONORIZAÇÃO CÉNICA: 24 microfones, colunas de som, equipamento de gravação/reprodução e mesa de mistura de som permitindo a realização de conferências, a reprodução de suportes para espectáculos diversos, o reforço acústico para espectáculos de teatro e espectáculos de música e espectáculos de música amplificada. COMUNICAÇÕES CÉNICAS: sistemas de ring intercom, cue light, chamada de artistas, walkie-talkies e telefones. EQUIPAMENTO CÉNICO: Cortina de boca de abrir para cima, em veludo vermelho escuro, suspensa numa vara motorizada; cena preta em flanela composta por pernas, bastidor, bambolinas, fraldões e fundo; ciclorama em tecido branco; 3 escadas de trabalho (escadote pequeno e grande e escada tipo " tallescope "); mobiliário e instrumentos para orquestra - cadeiras, estantes e instrumentos (3 pianos, 1 órgão eléctrico e outros instrumentos de orquestra). |
Utilização Inicial
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| Cultural e recreativa: teatro |
Utilização Actual
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| Cultural e recreativa: edifício multiusos |
Propriedade
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| Privada: pessoa colectiva |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| ARQUITECTO: João Vieira Caldas (1997). |
Cronologia
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| 1898 - primeira representação teatral no edifício, com lotação para 300 pessoas; 1903 - criação do Teatro Taborda; 1908, cerca - construção do teatro Taborda, assim denominado em homenagem ao actor Francisco Alves da Silva Taborda (1824-1909), natural de Abrantes; 1917 - fundação do Club Literário Guilherme de Azevedo, pela transformação do Grupo Teatral Actor Taborda; 1923 - 1924 - construção do novo teatro; 1995, 28 Abril - inauguração das obras de ampliação (que compreenderam a construção do corpo adossado a E), custeadas pelo Ministério do Planeamento e Administração do Território; 1997, 17 Abril - inauguração das obras de remodelação do espaço cénico, custeadas pelo Ministério do Equipamento, Planeamento e Administração do Território, conforme projecto de João Vieira Caldas. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura em alvenaria de tijolo e blocos de fibrocimento, betão armado. Fachada principal virada a nascente embasamento, soco, pilastras e guarnições dos vãos em pedra de cantaria bojardada a pico fino. Paredes rebocadas e pintadas a tinta plástica de cor amarela. Caixilharias de madeira pintada a branco com aro bordeaux e vidro simples. No interior, os pavimentos das circulações e foyers da plateia e balcão são revestidos a pedra mármore, assim como as escadas. Sala com pavimento de alcatifa, paredes rebocadas e pintadas a tinta de cor de laranja; guarda do balcão de ferro fundido com corrimão de madeira. Tecto em forro de madeira. |
Bibliografia
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| BRAZ, José Campos, Santarém raízes e memórias - páginas da minha agenda, Santarém, Santa Casa da Misericórdia de Santarém, 2000; Santarém Cidade do Mundo, 2 vols, Santarém, 2000 |
Documentação Gráfica
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| CMSantarém |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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| 1995 - obras de ampliação (que compreenderam a construção do corpo adossado a E.), custeadas pelo Ministério do Planeamento e Administração do Território; 1997 - obras de remodelação do espaço cénico, custeadas pelo Ministério do Equipamento, Planeamento e Administração do Território |
Observações
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Autor e Data
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| Isabel Mendonça 2002 / Filomena Bandeira 2003 |
Actualização
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