Núcleo urbano da cidade de Castelo Branco

IPA.00000110
Portugal, Castelo Branco, Castelo Branco, Castelo Branco
 
Núcleo urbano sede distrital. Cidade situada em encosta na fronteira da Beira Baixa. Vila medieval de jurisdição de ordem religiosa militar (ordem do Templo) com castelo e cerca urbana. Grande número de portais quinhentistas existentes nas ruas onde se concentravam as oficinas de olaria e pelames (Rua dos Oleiros, Rua dos Peleteiros), provavelmente associadas à comunidade judaica.
Número IPA Antigo: PT020502050015
 
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Registo

 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Cidade  Vila medieval  Vila fortificada  Ordem religiosa militar (Ordem do Templo)

Descrição

Na R. da Misericórdia, n.º 9 e 10, situa-se a antiga sinagoga. A R. dos Oleiros: implanta-se perpendicularmente às curvas de nível, assegurando o acesso ao Castelo, atravessada por arruamentos perpendiculares que acompanham as curvas de nível, como seja a Rua do Arco do Bispo, Rua da Misericórdia e Travessa da Rua Nova; a tipologia dominante do espaço construído da R. dos Oleiros é a habitação unifamiliar que, na sua generalidade, se estrutura em dois pisos, sendo o primeiro dado a loja ou oficina e o segundo dado a habitação; apresentam planta e volumes simples de disposição na vertical com cobertura em telhado de 2, 3 e 4 águas; fenestração simples com portais quinhentistas simples ou decorados nos lintéis característicos, como sejam os portais n.º 1, 21, 24, 51, 53, 62, e ainda 4, 5, 7, 9, 30, 38, 52, 55, 64, 65 e 68. Alguns portais são geminados com uma porta larga e outra estreita que asseguram o acesso à loja ou oficina e à habitação respectivamente, como sejam os portais n.º 39 e 41, e ainda, 34 e 36. R. dos Peleteiros: implanta-se de forma perpendicular às curvas de nível, assegurando o acesso ao Castelo, atravessada por arruamentos que acompanham as curvas de nível, como seja a Rua do Arco do Bispo, Travessa da Rua Nova. Espaço construído de características semelhantes às da R. dos Oleiros; fenestração simples com portais quinhentistas como sejam os n.º 37, 42, 74, são também portais quinhentistas os portais n.º 76, 20, 26, 31, 32, 34, 48, 56, 62 e portais geminados os n.º 63 e 65. O lintel do portal n.º 42 possui esculpido em baixo relevo uma tesoura.

Acessos

EN21, EN3, Estrada das Beiras, Avenida do Empresário, Avenida 1º de Maio, Avenida da Liberdade

Protecção

Inclui Cruzeiro de Castelo Branco (v. PT020502050001) / Paço Episcopal de Castelo Branco (v. PT020502050002) / Chafariz de São Marcos (v. PT020502050006), Palácio dos Viscondes de Portalegre / Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (v. PT020502050007) / Igreja de São Miguel / Sé de Castelo Branco (v. PT020502050008) / Castelo de Castelo Branco (v. PT020502050035) / Edifício da Caixa Geral de Depósitos (v. PT020502050014) / Torre do Relógio (v. PT020502050090) / PP - Plano de Pormenor (Zona histórica e da Devesa de Castelo Branco), Resolução de Conselho de Ministros n.º 49/2003, DR, 1.ª série-B, n.º 76 de 31 março 2003

Enquadramento

Urbano, implantado em encosta. Cidade situada a SE. da Serra da Cardosa, na encosta nascente, a 470m de altitude, numa posição dominante da paisagem. Na sua envolvente destacam-se a SE, pela Serra de Monforte, a N., as Serras da Gardunha e Estrela; a E. a fronteira com Espanha.. Os solos caracterizam-se por uma diversidade de usos, onde predominam os solos florestais e agrícolas, salientam-se o domínio do montado de sobro e azinho, e do olival. O concelho de Castelo Branco é constituído por dezanove freguesias, de onde se destaca a de Castelo Branco. Este é limitado a N. pelo município do Fundão, a E. Idanha-a-Nova, a SO. por Vila Velha de Ródão e a O. por Proença-a-Nova e por Oleiros.

Descrição Complementar

Não aplicável

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Não aplicável

Afectação

Não aplicável

Época Construção

Séc. 13 / 15 / 16

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

1165 - conquista do território aos mouros e doação da zona aos Templários, que então se denominava Vila Franca da Cardosa; 1198 - a doação foi revista por D. Sancho I, ficando metade do território na posse de Fernando Sanches; 1213 - doação de foral, segundo o modelo de Ávila / Évora; 1214 - a totalidade da Cardosa foi doada à Ordem do Templo, confirmada pela bula de Inocêncio III, em 1245, altura em que se refere, pela primeira vez, o nome Castelo Branco; 1214-1230 - edificada a primeira muralha pela Ordem do Templo, criando, com Tomar, Monsanto, Zêzere, Almourol e Pombal uma importante linha defensiva; 1229 - D. Simão Mendes, Mestre da Ordem do Templo, mandou construir o palácio para os comendadores; séc. 13, final - notícia de obras no reinado de D. Dinis; tinha quatro portas, a do Ouro, Santiago, Traição e Pelame; 1343 - construída uma segunda muralha, correspondendo a uma alargamento passando a alcáçova a ter sete portas, em vez das três primitivas; execução da torre de menagem, agora adossada à muralha; D. Afonso IV ordena que as vilas de Castelo Branco e Nisa fizessem muralhas, sendo as obras pagas com fundos da sisa sobre o cereal, vinho, carne, sobejos dos hospitais e gafarias e sobras dos Resíduos dos Testamentos, tudo da Ordem, até ao montante de 600 libras; 1357, 1 Outubro - primeira referência a um alcaide-mor no castelo, no processo da sua doação a Martim Lourenço de Figueiredo; séc. 14 / 15 - provável construção da primitiva sinagoga; séc. 16 - edificação do Paço Quinhentista do qual resta a torre; Duarte de Armas no seu Livro das Fortalezas mostra uma imponente torre de menagem e um Paço - o Palácio dos Comendadores -, com pomar, uma cinta de muralhas com pano duplo junto aos terrenos da planície defendida por cinco torres, uma delas mais alta, que constitui a torre do relógio, já referida como tal; referidas as torres com pedrarias lavradas, com juntas de cal; 1706 -cabeça de comarca; 2006 - projecto de criação de novos equipamentos na zona histórica, ao abrigo do programa POLIS, com a criação de um anfiteatro ao ar livre e um estacionamento subterrâneo, junto ao Arquivo Distrital, Centro de Interpretação e Monitorização Ambiental, junto ao Governo Civil, este da autoria da arquitecta Conceição Trigueiros.

Dados Técnicos

Não aplicável

Materiais

Não aplicável

Bibliografia

ARMAS, Duarte de, Livro das Fortalezas, Lisboa, INAPA, 1990; COSTA, António Carvalho da, Corografia Portuguesa, Tomo II, p.383, Lisboa, 1706; Guia das Cidades e Vilas Históricas de Portugal - n.º 6, Jornal Expresso, Lisboa, 1996; LEITE, Ana Cristina, Castelo Branco, Lisboa, 1991; Mapa de Arquitectura de Castelo Branco, Argumentum, 2003; MARTINS, Anacleto, Portados Quinhentistas da Cidade de Castelo Branco, Castelo Branco, 1979; OLIVEIRA, Manuel Alves, Guia Turístico de Portugal de A a Z, Lisboa, 1990; "Polis avança na Zona Histórica da cidade", in Reconquista, 21 Abril 2006; PROENÇA, Raul, Guia de Portugal, 2ª edição, Lisboa, 1994, vol. III; SANTOS, Manuel Tavares, Castelo Branco na História e na Arte, Castelo Branco, 1958.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID (foto.540725), DGEMN/DSEP (desenho.129912, 129913); DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano Geral de Urbanização de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1945; Estudo dos Acessos Norte e Sul da Cidade de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1959; Plano Geral de Urbanização de Castelo Branco , Arq. A. Farinha da Silva, 1984); CMCB.

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; DGEMN/DREMC; CMCB.

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias paroquiais, vol. 10, nº 215, p. 1389 a 1404; DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano Geral de Urbanização de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1945; Estudo dos Acessos Norte e Sul da Cidade de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1959); CMCB.

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Luís Castro 1998 / Paula Figueiredo 2002 / Anouk Costa, Cláudia Morgado, Rita Vale 2009

Actualização

 
 
 
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