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Conjunto urbano Aglomerado urbano Cidade Vila medieval Vila fortificada Ordem religiosa militar (Ordem do Templo)
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Descrição
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| Na R. da Misericórdia, n.º 9 e 10, situa-se a antiga sinagoga. A R. dos Oleiros: implanta-se perpendicularmente às curvas de nível, assegurando o acesso ao Castelo, atravessada por arruamentos perpendiculares que acompanham as curvas de nível, como seja a Rua do Arco do Bispo, Rua da Misericórdia e Travessa da Rua Nova; a tipologia dominante do espaço construído da R. dos Oleiros é a habitação unifamiliar que, na sua generalidade, se estrutura em dois pisos, sendo o primeiro dado a loja ou oficina e o segundo dado a habitação; apresentam planta e volumes simples de disposição na vertical com cobertura em telhado de 2, 3 e 4 águas; fenestração simples com portais quinhentistas simples ou decorados nos lintéis característicos, como sejam os portais n.º 1, 21, 24, 51, 53, 62, e ainda 4, 5, 7, 9, 30, 38, 52, 55, 64, 65 e 68. Alguns portais são geminados com uma porta larga e outra estreita que asseguram o acesso à loja ou oficina e à habitação respectivamente, como sejam os portais n.º 39 e 41, e ainda, 34 e 36. R. dos Peleteiros: implanta-se de forma perpendicular às curvas de nível, assegurando o acesso ao Castelo, atravessada por arruamentos que acompanham as curvas de nível, como seja a Rua do Arco do Bispo, Travessa da Rua Nova. Espaço construído de características semelhantes às da R. dos Oleiros; fenestração simples com portais quinhentistas como sejam os n.º 37, 42, 74, são também portais quinhentistas os portais n.º 76, 20, 26, 31, 32, 34, 48, 56, 62 e portais geminados os n.º 63 e 65. O lintel do portal n.º 42 possui esculpido em baixo relevo uma tesoura. |
Acessos
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| EN21, EN3, Estrada das Beiras, Avenida do Empresário, Avenida 1º de Maio, Avenida da Liberdade |
Protecção
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| Inclui Cruzeiro de Castelo Branco (v. PT020502050001) / Paço Episcopal de Castelo Branco (v. PT020502050002) / Chafariz de São Marcos (v. PT020502050006), Palácio dos Viscondes de Portalegre / Edifício do Governo Civil de Castelo Branco (v. PT020502050007) / Igreja de São Miguel / Sé de Castelo Branco (v. PT020502050008) / Castelo de Castelo Branco (v. PT020502050035) / Edifício da Caixa Geral de Depósitos (v. PT020502050014) / Torre do Relógio (v. PT020502050090) / PP - Plano de Pormenor (Zona histórica e da Devesa de Castelo Branco), Resolução de Conselho de Ministros n.º 49/2003, DR, 1.ª série-B, n.º 76 de 31 março 2003 |
Enquadramento
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| Urbano, implantado em encosta. Cidade situada a SE. da Serra da Cardosa, na encosta nascente, a 470m de altitude, numa posição dominante da paisagem. Na sua envolvente destacam-se a SE, pela Serra de Monforte, a N., as Serras da Gardunha e Estrela; a E. a fronteira com Espanha.. Os solos caracterizam-se por uma diversidade de usos, onde predominam os solos florestais e agrícolas, salientam-se o domínio do montado de sobro e azinho, e do olival. O concelho de Castelo Branco é constituído por dezanove freguesias, de onde se destaca a de Castelo Branco. Este é limitado a N. pelo município do Fundão, a E. Idanha-a-Nova, a SO. por Vila Velha de Ródão e a O. por Proença-a-Nova e por Oleiros. |
Descrição Complementar
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| Não aplicável |
Utilização Inicial
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| Não aplicável |
Utilização Actual
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| Não aplicável |
Propriedade
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| Não aplicável |
Afectação
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| Não aplicável |
Época Construção
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| Séc. 13 / 15 / 16 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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Cronologia
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| 1165 - conquista do território aos mouros e doação da zona aos Templários, que então se denominava Vila Franca da Cardosa; 1198 - a doação foi revista por D. Sancho I, ficando metade do território na posse de Fernando Sanches; 1213 - doação de foral, segundo o modelo de Ávila / Évora; 1214 - a totalidade da Cardosa foi doada à Ordem do Templo, confirmada pela bula de Inocêncio III, em 1245, altura em que se refere, pela primeira vez, o nome Castelo Branco; 1214-1230 - edificada a primeira muralha pela Ordem do Templo, criando, com Tomar, Monsanto, Zêzere, Almourol e Pombal uma importante linha defensiva; 1229 - D. Simão Mendes, Mestre da Ordem do Templo, mandou construir o palácio para os comendadores; séc. 13, final - notícia de obras no reinado de D. Dinis; tinha quatro portas, a do Ouro, Santiago, Traição e Pelame; 1343 - construída uma segunda muralha, correspondendo a uma alargamento passando a alcáçova a ter sete portas, em vez das três primitivas; execução da torre de menagem, agora adossada à muralha; D. Afonso IV ordena que as vilas de Castelo Branco e Nisa fizessem muralhas, sendo as obras pagas com fundos da sisa sobre o cereal, vinho, carne, sobejos dos hospitais e gafarias e sobras dos Resíduos dos Testamentos, tudo da Ordem, até ao montante de 600 libras; 1357, 1 Outubro - primeira referência a um alcaide-mor no castelo, no processo da sua doação a Martim Lourenço de Figueiredo; séc. 14 / 15 - provável construção da primitiva sinagoga; séc. 16 - edificação do Paço Quinhentista do qual resta a torre; Duarte de Armas no seu Livro das Fortalezas mostra uma imponente torre de menagem e um Paço - o Palácio dos Comendadores -, com pomar, uma cinta de muralhas com pano duplo junto aos terrenos da planície defendida por cinco torres, uma delas mais alta, que constitui a torre do relógio, já referida como tal; referidas as torres com pedrarias lavradas, com juntas de cal; 1706 -cabeça de comarca; 2006 - projecto de criação de novos equipamentos na zona histórica, ao abrigo do programa POLIS, com a criação de um anfiteatro ao ar livre e um estacionamento subterrâneo, junto ao Arquivo Distrital, Centro de Interpretação e Monitorização Ambiental, junto ao Governo Civil, este da autoria da arquitecta Conceição Trigueiros. |
Dados Técnicos
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| Não aplicável |
Materiais
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| Não aplicável |
Bibliografia
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| ARMAS, Duarte de, Livro das Fortalezas, Lisboa, INAPA, 1990; COSTA, António Carvalho da, Corografia Portuguesa, Tomo II, p.383, Lisboa, 1706; Guia das Cidades e Vilas Históricas de Portugal - n.º 6, Jornal Expresso, Lisboa, 1996; LEITE, Ana Cristina, Castelo Branco, Lisboa, 1991; Mapa de Arquitectura de Castelo Branco, Argumentum, 2003; MARTINS, Anacleto, Portados Quinhentistas da Cidade de Castelo Branco, Castelo Branco, 1979; OLIVEIRA, Manuel Alves, Guia Turístico de Portugal de A a Z, Lisboa, 1990; "Polis avança na Zona Histórica da cidade", in Reconquista, 21 Abril 2006; PROENÇA, Raul, Guia de Portugal, 2ª edição, Lisboa, 1994, vol. III; SANTOS, Manuel Tavares, Castelo Branco na História e na Arte, Castelo Branco, 1958. |
Documentação Gráfica
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| IHRU: DGEMN/DSID (foto.540725), DGEMN/DSEP (desenho.129912, 129913); DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano Geral de Urbanização de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1945; Estudo dos Acessos Norte e Sul da Cidade de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1959; Plano Geral de Urbanização de Castelo Branco , Arq. A. Farinha da Silva, 1984); CMCB. |
Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID; DGEMN/DREMC; CMCB. |
Documentação Administrativa
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| DGARQ/TT: Memórias paroquiais, vol. 10, nº 215, p. 1389 a 1404; DGOTDU: Arquivo Histórico (Anteplano Geral de Urbanização de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1945; Estudo dos Acessos Norte e Sul da Cidade de Castelo Branco, Arq. João António de Aguiar, 1959); CMCB. |
Intervenção Realizada
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Observações
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Autor e Data
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| Luís Castro 1998 / Paula Figueiredo 2002 / Anouk Costa, Cláudia Morgado, Rita Vale 2009 |
Actualização
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