Igreja Paroquial de Válega / Igreja de Nossa Senhora do Amparo

IPA.00010810
Portugal, Aveiro, Ovar, Válega
 
Arquitectura religiosa, barroca. Igreja paroquial de planta longitudinal composta por nave, capela-mor, duas sacristias aos lados da capela-mor e torre sineira à esquerda da fachada principal. Composição da fachada principal com pilastras, entablamento e empena de cornija; portal único com pilastras e entablamento encimado por nicho que se completa de óculo na empena e é ladeado por duas janelas do coro; coro-alto sobre abóbada, dois púlpitos opostos, dois arcos retabulares nos flancos, arco triunfal e dois outros colaterais de pilastras decoradas com almofadas corridas, entablamento e frontão curvo e interrompido; tectos de caixotões de madeira; retábulo principal de madeira pintada.
Número IPA Antigo: PT020115070029
 
Registo visualizado 3745 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave, capela-mor e duas sacristias colocadas aos lados da capela-mor, volumetricamente distintos, com coberturas diferenciadas em telhados de 2 águas. Torre sineira quadrangular com cobertura em meia esfera colocada à esquerda da fachada principal. Fachada principal virada a O., com embasamento, de dois panos, sendo o da esquerda da torre sineira, delimitados por pilastras e cunhais apilastrados, revestidos com azulejos policromos figurados, empena com cornija em ângulo, pináculos sobre os cunhais e cruz no vértice. Portal de pilastras e entablamento encimado por nicho de arco pleno com pilastrazinhas e entablamento ladeado por duas janelas do coro de verga curva com pilastras, entablamento e remate com esfera; o nicho prolonga-se na vertical, originando o perfilamente do entablamento geral e completando-se já na empena com óculo moldurado que se recorta em placa rectangular encimada por cornija. Torre sineira de três registos tendo no primeiro duas frestas encimando-se, no médio, relógio circular e no superior uma ventana em cada face com pilastras e arco pleno, cimalha com entablamento, ângulos sobrepostos por pináculos e cobertura em meia esfera coroada por cruz em ferro. Fachadas laterais com embasamento, pilastras nos cunhais sobrepostos por pináculos e cimalhas apenas com cornija tendo as paredes revestidas com azulejo azul e branco. Três janelas rectangulares de esbarro sobre a linha média da nave e outras duas, de verga curva, sobre a linha média da capela-mor. Portas travessas opostas na nave, desalinhadas das janelas e rematadas por entablamento. INTERIOR: coro-alto sobre abóbada de arco em asa de cesto e guarda de madeira. Dois púlpitos opostos tendo acesso por escadas incluídas na espessura das paredes a partir das portas travessas; bacias de pedra e guardas plenas de madeira decoradas com talha. Lambril de mármore e revestimento das paredes por azulejos policromos figurados; pavimento de madeira. Tecto de caixotões de madeira. Arcos retabulares cavados na espessura das paredes nos flancos; arco triunfal e colaterais concatenados mutuamente tendo os retabulares dispostos de forma que as impostas do primeiro se continuam em forma de entablamento nos segundos; pilastras decoradas com almofadas corridas, os colaterais e os laterais completando-se superiormente de corpo rectangular que nos dos flancos envolve o vão, entablamento e frontão curvo e interrompido. Pavimento da capela-mor de mosaico, revestimento das paredes por placas de mármore e tecto de caixotões de madeira. Retábulo principal de madeira pintada, três colunas lisas por lado, envolvidas de grinaldas que também enlaçam a abertura do vão do camarim; cabeceira alta e recortada; decoração de concheados.

Acessos

Rua Sebastião Morais Ferreira

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolado, no meio de adro murado delimitado por estradas a N. e a E., pelo espaço do cemitério paroquial a O. e pela Casa Paroquial a S.

Descrição Complementar

No painel lateral esquerdo da fachada principal, consta a legenda: oferta de Aº Maria Augusto de Silva filho desta terra Comendador da Ordem de Benemerencia 1960.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese do Porto)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

ARQUITECTO: Januário Godinho (desenho do revestimento das fachadas laterais e posterior). AZULEJOS: Atelier de Jorge Colaço (azulejos capela-mor);

Cronologia

1150 - o padroado da igreja está na mão de particulares; a igreja existe, provavelmente no lugar do Seixo Branco; 1150 - o padroado para para o Mosteiro de São Pedro de Ferreira; 1288 - o padroado da igreja passa para o Cabido da Sé do Porto; séc. 15 - a igreja está no lugar de Espinha, onde se denomina Adro Velho; séc. 16, inícios - construção da pia baptismal; 1583 - torna-se um padroado régio; 1746, 02 Junho - o relato do visitador Dr. Manuel da Costa, abade de Castelões, descreve a igreja velha como ameaçando ruir obrigando os fregueses a que façam construir uma nova no prazo de três anos findos os quais, se a obra ainda não se encontrasse concluída, seriam multados; 1746, 23 Outubro - escritura de compra do terreno para a construção da igreja nova; 1746, 20 Novembro - lançamento da primeira pedra; 1749 - por provisão régia foi lançado um adicional aplicado à construção; 1752, 24 Agosto - as obras iam adiantadas mas faltava a construção da capela-mor cujo padroado pertencia ao cabido da Sé do Porto; 1779 - ainda não tinha iniciado a obra da capela-mor; 1788, 25 Abril - foi arruinada por um incêndio; séc. 18, final - construção do retábulo principal; 1825 - por provisão régia foi lançado um novo adicional aplicado à reconstrução que se manteve até 1851; 1838/40 - construção dos dois retábulos colaterais; 1844-1850 - construção dos dois retábulos dos flancos; 1848 - fundição de um dos sinos com marca de Joaquim Dias de Campos Sorrilha de Cantanhede; séc. 19, 2ª metade - construção das sanefas; 1872 - fundição de um dos sinos com marca de António Dias de Campos; 1942 - painel de azulejos figurando a Senhora do Amparo, colocado no topo externo da capela-mor; 1960 - revestimento por placas de mármore das paredes interiores da capela-mor, do sub-coro e dos lambris gerais, revestimento com azulejos policromos figurados, na fachada principal, nas paredes interiores da nave e na parte superior do arco triunfal, e colocação de vitrais nas janelas; 1975 - revestimento dos alçados laterais e posterior com azulejos da Fábrica Aleluia, Aveiro.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Granito, cantarias; mármore, pavimento; cerâmica, azulejo, mosaico e telhas; madeira, portas e janelas, pavimento, tectos e retábulos; ferro, gradeamentos; vidro, vitrais.

Bibliografia

GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Aveiro, Zona Norte, Lisboa, 1981, p. 194-195; OLIVEIRA, P.e M. A., Válega, Memória Histórica e Descritiva, Ovar, 1981.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1923/1958 - obra patrocinada por J. O. Lopes e M. J. O. Lopes que incluiu a construção do actual tecto de caixotões de madeira exótica; 1942 - painel de azulejos da Fábrica Lusitânia, Lisboa, figurando a Senhora do Amparo, colocados no topo externo da capela-mor e assinados atelier de Jorge Colaço; 1959/60 - obra patrocinada pelo comendador António Augusto da Silva que inclui o revestimento por placas de mármore das paredes interiores da capela-mor, do sub-coro e dos lambris gerais, o revestimento com azulejos policromos figurados da Fábrica Aleluia, Aveiro, na fachada principal, nas paredes interiores da nave e na parte superior do arco triunfal, e os vitrais das janelas assinados S. Cuadrado (Madrid); 1975 - revestimento dos alçados laterais e posterior com azulejos da Fábrica Aleluia, Aveiro, desenhados pelo Arq. Januário Godinho.

Observações

Autor e Data

Paulo Dordio 2000

Actualização

 
 
 
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