Igreja de Santa Justa

IPA.00001022
Portugal, Coimbra, Coimbra, União das freguesias de Coimbra (Sé Nova, Santa Cruz, Almedina e São Bartolomeu)
 
Igreja construída de raiz, no início do séc. 18, não muito longe da antiga que as cheias do Rio Mondego forçaram a abandonar. Localizada imediatamente a seguir à rua da Sofia, no topo norte, encerra um ciclo de edificações religiosas que, com a maior ou menor monumentalidade, vinham a ser construídas desde o séc. 16, nesta zona da cidade. O edifício foi sofrendo intervenções ao longo do tempo, mantendo grande parte da estrutura original, apesar da construção de dois edifícios adossados, já no séc. 20, que lhe causaram algum impacto visual, retirando-lhe monumentalidade e a própria ligação directa ao exterior através dos dois portais axiais, resultando mesmo no seu entaipamento do lado Evangelho, o qual mantém no interior o vão, embora adaptado a capela, onde ainda subsiste a pia de água benta como testemunho da sua antiga ligação ao exterior. De destacar a grande espessura das paredes que comportam, no seu interior, corredores e escadas de acesso aos vários espaços do edifício; a fachada principal, em particular a estrutura retabular do séc. 16, aqui adaptada e que pode ter vindo da antiga igreja. São ainda de realçar, os retábulos em talha policromada e dourada, com alguma exuberância decorativa, mais acentuada no retábulo-mor. É de planta poligonal composta por nave, capela-mor, sacristia e anexos, com coberturas diferenciadas, em abóbadas de berço, com tramos na nave. Iluminada por janelas rasgadas na frontaria e na capela-mor. Fachada principal maneirista, de predominância rectilínea, tendo integrada uma estrutura retabular de cantaria, do "renascimento coimbrão", sem lhe retirar a harmonia das formas, tal como não lhe é retirada pelas duas torres sineiras que a integram, imprimindo-lhe estas também monumentalidade, como acontece nas duas Igrejas que lhe ficam próximo, na Rua da Sofia (v. PT020603170033), Igreja do Carmo (v. PT020603170026) e Igreja do colégio de São Pedro dos Religiosos Terceiros (v. PT020603170083). Interior com coro-alto e dois púlpitos axiais, integrados nas segundas pilastras a partir do coro, pilastras essas que se repetem no mesmo numero dos arcos torais da cobertura, dividindo, assim, a nave em tramos que contém arcos de volta perfeita, tendo seis deles retábulos, que se assemelham entre si nos quatro primeiros, de inspiração rococó, em talha pintada com marmoreados fingidos e apontamentos dourados, com colunas decoradas de grinaldas de flores que se entrecruzam numas, e noutras formam falsa espira; nos dois últimos retábulos, predomina a talha dourada, sendo o do lado do Evangelho, inspirado no barroco e na talha joanina, exibindo colunas torsas e o nicho central é dominado por um baldaquino coroado por penacho, com cortinas a abrir em boca de cena; no retábulo do lado da Epístola domina a talha joanina, de grande profusão ornamental vegetalista, com colunas torsas percorridas por grinaldas de flores, e tal como o seu fronteiro, detém no eixo central sobre o relevo das almas, um baldaquino, este com lambrequim, tendo no remate anjos de vulto, comum em todos os retábulos. O Retábulo-mor é exuberante, em talha joanina, com colunas torsas, decoradas de acantos "putti" e pássaros, sobressaindo no intradorso do arco da tribuna a coroa real ladeada por dois "putti".
Número IPA Antigo: PT020603170049
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja  

Descrição

Planta longitudinal, composta por nave flanqueada por dois corredores com escadas, coro alto, capela-mor ligeiramente mais estreita, seguida de uma arrecadação no topo, duas torres sineiras, antigo baptistério à esquerda e espaço idêntico à direita, sacristia e uma pequena sala de catequese, também à direita. Volumes articulados, com alguma verticalidade na nave e na frontaria, mais notória nesta última devido à grande diferença de cota relativamente à rua que se encontra num plano muito inferior; nos restantes volumes domina a horizontalidade. Coberturas escalonadas, em telhados de duas águas na nave, capela-mor e arrecadação, de uma água na sacristia e em cúpula de alvenaria rebocada nas torres. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, as laterais rematadas com cornija e beiral simples, com as empenas da nave e da capela-mor coroadas por cruzes latinas de cantaria; distribuição simétrica dos vãos, com modinatura maioritariamente de cantaria. Fachada principal voltada a O., com três corpos, sendo os laterais correspondentes às torres, delimitados por pilastras toscanas colossais, de cantaria; corpo central em cantaria aparente, coroada por frontão com insígnias de Cristo, firmado por cruz latina. Com quatro registos, tendo no inferior o portal de verga recta, ladeado por pilastras toscanas, escalonadas, rematado em entablamento com motivos geométricos e dupla cornija, tendo a inferior dentículos; a flanquear o portal possui duas altas janelas com molduras em bocel; no registo intermédio sobressai uma estrutura retabular em cantaria, de três eixos e dois andares divididos por entablamento com cornija ornado por querubins, enquadrada em pilastras com festões fitomórficos e moldura com relevo entrançado, encimada por frontão triangular centrado por um escudo; tem três nichos no primeiro andar, sendo o central recto e os laterais em arco de volta perfeita, separados por pilastras de decoração semelhante às do enquadramento; com três edículas rectilíneas no segundo andar divididas por colunelos de capiteis coríntios, assentando os centrais em plintos paralelepipédicos com caneluras, sustentando estes um pequeno frontão triangular, flanqueado por dois medalhões com um busto masculino no da esquerda e feminino no da direita. A ladear a estrutura retabular abrem-se para o coro alto, duas janelas de varandim em ferro com pequenos balaustres, rematadas em frontões triangulares, encimados por nichos de volta perfeita preenchidos com imaginária. No registo superior rasgam-se três janelas rectilíneas para um passadiço entre as torres. As torres são coroadas no quatro ângulos por pináculos piramidais com remate esférico. Possuem três registos, o inferior marcado por uma lápide de cantaria com inscrição, o intermédio com uma janela semelhante às do corpo central, e superiormente são rasgadas por sineiras em arco de volta perfeita, duas na torre N. e três na torre S., sendo nesta, a da face E., mais pequena, situando-se mesma torre os 2 sinos existente. Fachada lateral N. parcialmente adossada a edifício habitacional devoluto, rasgada para a capela-mor por um janelão em capialço e arco abatido. Fachada lateral S. parcialmente adossada à residência dos Capuchinhos, com uma janela para a sacristia, uma porta de verga recta e duas janelas jacentes para o anexo da catequese, um janelão para a capela-mor idêntico ao seu oposto, e duas janelas sobrepostas para a arrecadação do topo. Fachada posterior, em empena, contendo num plano mais recuado e mais alto, junto à cobertura, no corpo da nave, uma pequena janela quadrangular encimada por pequena sineira. INTERIOR rebocado e pintado de branco, com dois registos nas paredes laterais definidos por cornija, com coberturas em abóbada de berço assente em friso e cornija, de cinco tramos na nave, definidos por seis arcos torais que arrancam de pilastras toscanas colossais. No primeiro tramo desenvolve-se o coro-alto*2, assente em arcos em asa de cesto, de cantaria, contendo um idêntico na parte superior, na parede, sobre as janelas, a abrir para o passadiço entre as torres; com guarda em balaustrada de madeira e duas portas de verga recta, ligadas, a do lado do Evangelho a uma pequena arrecadação e a do lado da Epístola ao corredor de acesso; possui pavimento em madeira e dois cadeirais simples. No subcoro com cobertura em abóbada parcialmente de arestas, abrem dois vãos opostos em arco de volta perfeita sobre pilastras toscanas, o lado do Evangelho para o antigo baptistério, o lado da Epístola para um compartimento adaptado a confessionário*3; a proteger do portal possui um guarda vento de madeira. Nas paredes laterais sucedem-se axiais, no registo inferior seis amplos arcos de volta perfeita sobre pilastras toscanas, tendo inscrito nos dois primeiros opostos um vão de verga recta, formando um falso frontão, preenchido com uma tela emoldurada, ambos correspondem aos antigos portais axiais de ligação ao exterior*4, actualmente o do lado do Evangelho está adaptado a uma capela com o Cristo Crucificado e o da Epístola corresponde à porta de acesso à residência dos Padres Capuchinhos. Os restantes arcos abrigam retábulos de talha dourada e policromada com marmoreados fingidos, dedicados: a São Francisco, à Nossa Senhora da Conceição e a Nossa Senhora de Fátima (Evangelho); a Santo António, a São José e às Almas (Epístola); entre os dois primeiros retábulos, a partir da entrada, possui integrados nas pilastras que dividem a nave em tramos, dois púlpitos opostos, quadrangulares, assentes em mísulas de cantaria, com guardas de madeira torneada, com acesso por portas de verga recta, encimadas por sanefas com lambrequim e frontão ornado com formas auriculares, ambos de madeira. No registo superior, sobre os arcos, surgem telas pintadas. Arco triunfal de volta perfeita, sobre pilastras toscanas, abre para a capela-mor com pavimento em lajeado de pedra, desenvolvido em plataformas com vários degraus. Retábulo-mor de talha dourada de profusa decoração, de planta côncava e um eixo definido por quatro pilastras e quatro colunas torsas, decoradas por acantos, flores, "putti" e pássaros, assentando as colunas em mísulas com acantos e pequenos atlantes; a encimar entablamento escalonado decorado com querubins, onde assenta o ático ornado com festões, anjos e cartela com o cristograma "IHS"; ao centro abre-se a tribuna em arco de volta perfeita, do qual pende uma coroa real ladeada por dois "putti", com trono expositivo sustentando baldaquino*5 com Cristo Crucificado, na base exibe três esculturas e no sotobanco possui um grande sacrário com quatro colunas torsas de cada lado. Nas paredes rasgam-se, opostas, duas portas de verga recta, a do lado do Evangelho dá acesso ao corredor que liga ao púlpito e à escada da arrecadação do topo, a do lado da Epístola dá acesso à sacristia, ao anexo da catequese e ao corredor com escadas de ligação ao púlpito, ao coro-alto e às torres. A Sacristia é rectangular, rebocada formando falso aparelho, com cobertura em abóbada de berço assente em friso e cornija e pavimento lajeado de pedra; nos topos abrem-se duas janelas opostas, ladeadas por frestas jacentes; possui lavabo de cantaria com duas bicas e taça rectilínea, um arcaz de madeira com espaldar de telas pintadas e, nas paredes, vários armários embutidos.

Acessos

Ladeira de Santa Justa, entre a Rua da Sofia e Rua Figueira da Foz

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 740-AA/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 de 24 dezembro 2012*1

Enquadramento

Urbano, parcialmente adossado a N. e a S. a edifícios habitacionais. Implantado em terreno de forte inclinação, na encosta O. da Conchada, com a frente voltada para um pequeno adro de pavimento em lajeado de pedra, no qual contém algumas siglas do canteiro, possui guarda em gradeamento de ferro e um pequeno espaço ajardinado a S., com acesso através de escadaria de dois lanços, sendo o primeiro mais amplo e poligonal. Confina com a Ladeira de Santa Justa que se desenvolve em duas rampas de sentidos opostos, ligadas à R. Figueira da Foz, com pavimento em calçada e corredor central em lajes de betão, sustentadas por um muro de grande elevação acompanhando o acentuado desnivelamento do terreno, o qual, no topo, possui um cruzeiro em pedra, e na base umas alminhas, em nicho de arco abatido com um pequeno frontão com data delida, contendo no interior um registo de azulejos monocromos, em azul sobre fundo branco, com a representação de Cristo Crucificado e as almas no purgatório.

Descrição Complementar

Inscrições nas lápides da fachada principal: na do lado esquerdo leitura modernizada: PELOS ANOS DO SOR, 1100 SE FUNDOU A IGRA ANTIGA / E HAVENDO JA MTOS, / Q. AS INUNDAÇÕES / DO RIO ENTRAVAM NELA SENDO ESTAS CONTINUAS COM TERRIVEIS TEMPESTADES / NO INVERNO DE 1708 / AOS 17 DE FEVRº, DO / MESMO ANO POR / ORDEM DO ILMO SOR ANTONIO DE VASC/ONCELOS E SOUZA BIS/PO CO/NDE SE FEZ PROCISSÃO DE / PRECES COM - A IMA/GEM NA TRIBUNA DO AL/TAR MAIOR E OS PES. DESTA IGREA FICAR/AM CELEBRANDO OS OFÍCIOS DI/VINOS COM OS BND DA MESMA; na lápide do lado direito, leitura modernizada: AOS 24 DE AGOSTO / DE 1710 VEIO A ESTE / SITIO O ILMO SOR BISPO / CONDE ANTONIO DE VASCONCELLOS E SOUZA E NELE COM TODA A SOLENIDA/DE F ASSISTENCIA DO/S RDOS CAPITULARES / NECESSARIOS E COM/CURSO. DO POVO / BENZEU A PRA PEDRA / A QUAL SE LANÇOU AO CANTO DESTA / PARTE E FEZ AS MAIS / SERIMÓNIAS DA IGREA. Inscrição no degrau do antigo baptistério, leitura modernizada: SA DE ASEN/SO CORREA / E DE SEUS ER/DEIROS. A partir da entrada, os quatro primeiros retábulos axiais são semelhantes entre si, contendo apenas algumas diferenças decorativas no de São José (2º do lado da Epístola); todos em talha policromada, com marmoreados fingidos e dourados de decoração fitomórfica, de um eixo definido por dois pares de colunas com capitel de perfil coríntio e fuste marcado no terço inferior, com pequenos festões vegetalistas, simulando caneluras espiraladas, sendo os restantes dois terços decorados com festões de flores em espiral nas colunas internas, e cruzados, formando losangos, nas externas (invertendo-se esta ordem no retábulo de São José); ao centro abre-se nicho em arco recortado nos ângulos, preenchido com imaginária; remate de dois registos, o primeiro com frontão interrompido coroado por anjos de vulto, centrado por pequeno frontão angular, flanqueado por urnas com fogaréus, o segundo em espaldar ornado por um resplendor com glória; remate em cornija poligonal, nos retábulos de São Francisco e de Santo António e em cornija curva, nos de Nossa Senhora da Conceição e de São José. Os últimos dois retábulos axiais são em talha dourada; o do lado do Evangelho, de planta côncava, de um eixo, delimitado por dois pares de colunas torsas decoradas com pâmpanos, pássaros e "putti", estando as externas assentes em mísulas, decoradas com um pequeno atlante, acantos, pássaros e um florão; sustentam entablamento ornado com querubins; ao centro abre-se o nicho, protegido por baldaquino coroado com penacho colorido, com cortina a abrir em boca de cena, um trono de três degraus sustentando imaginária; assenta em predela poligonal com baixos relevos, de enrolamentos de acanto nos lados, e representação do martírio dos Mártires de Marrocos ao centro; o remate adapta-se ao arco que o abriga, sobre o qual possui uma sanefa de onde pendem três mísulas com enrolamentos vegetalistas. O retábulo oposto é de planta recta, delimitado por dois pares de colunas torsas ornadas por festões de flores, marcadas ao nível do terço inferior pela simulação de caneluras em espiral com pequenos festões vegetalistas, assentam em mísulas com folhas de acanto e grinaldas de flores; ao centro possui um relevo com as almas no purgatório, encimado por resplendor com pomba simbólica, protegido por baldaquino com lambrequim e cortina a abrir em boca de cena, acompanhando gordos enrolamentos de acantos; ático com frontão interrompido, encimado por anjos segurando festões que saem de cartela posicionada superiormente ao centro, rematado em friso com enrolamentos de acanto. No subcoro, encostado à parede fundeira, possui um confessionário de madeira com baixos relevos da representação da vida de Cristo.

Utilização Inicial

Religiosa: igreja

Utilização Actual

Religiosa: igreja

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc. 12 - já existia a antiga igreja de Santa Justa, que se situava no actual parque de estacionamento do "Terreiro da Erva"; séc. 16 - composição retabular em cantaria, sobre o portal que terá vindo da antiga igreja (GONÇALVES, 1947); 1567 - a antiga igreja passou a colegiada; 1708 - os clérigos são obrigados a abandonar o templo danificado pelas cheias do Mondego, transladando o Santíssimo e a imagem do Santo Cristo para a Igreja de São Tiago (v. PT020603190008); séc. 17, final - época do último retábulo lateral a contar da entrada, do lado do Evangelho; 1710, 24 Agosto - lançada a primeira pedra da nova igreja no local onde ainda hoje se encontra; séc. 18, 1º terço - época do retábulo-mor e do último retábulo lateral do lado da Epístola; 1724, 28 Fevereiro - inauguração da igreja; séc. 18, meado - época dos primeiros quatro retábulos laterais; 1801, 31 Agosto - data do Breve a conceder indulgência plenária a quem visitar o altar de Santa Bárbara na Igreja de Santa justa; 1850 - a Junta da Paróquia de Santa Justa, pede à Câmara para os passeios de esfalto a serem construídos, se prolonguem até à escadaria da igreja; 1854, 20 Novembro - por Decreto deixa de ser paróquia, ficando anexada à de Santa Cruz, mantendo as irmandades de Santa Justa, do Senhor Jesus e de São José; 1866 - deixa de ser colegiada (estatuto que já tinha na antiga igreja); 1881, 19 Março - no Diário do Governo nº 62, é publicada uma lista de monumentos a classificar como "monumento nacional de 2ª classe", da qual faz parte esta igreja; 1938 - o edifício encontra-se em mau estado de conservação, devido a infiltrações de água; a Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais fez um orçamento para as obras de beneficiação e reparação do edifício que a Irmandade de Senhor Jesus pretendia levar a efeito, com a comparticipação do Estado, importando em 33.600$00 (escudos), constando essas obras de: picagem e reboco de paredes interiores e exteriores e pintura, limpeza e reparação de cantarias, reparação do madeiramento do telhado, de portas e caixilharia, substituição das telhas, etc.; 1943, 10 Junho - entregue pelo Bispo de Coimbra aos Frades Capuchinhos para nela exercerem o culto; 1946 - construção da residência para Frades Capuchinhos, adossada a fachada lateral da direita; 2008, 18 de Fevereiro - Abertura do processo para eventual classificaçãoda Igreja de Santa Justa, incluindo o adro e a escadaria fronteiros, por despacho da Senhora Subdirectora do IGESPAR; 2011, 14 de Novembro - publicação do anúncio nº 16670/2011, no DR n.º 218, 2ª série, relativo ao projecto de Decisão relativo à classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) e à fixação da respectiva zona de especial de protecção (ZEP).

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra rebocada; colunas, cornijas, pilastras, arcos torais, modinatura dos vãos, estrutura retabular da fachada, esculturas, lavabo da sacristia, pavimentos da capela-mor, da sacristia e do antigo baptistério, em cantaria; retábulos, imaginária, arcaz, caixilhos, guarda do coro e pavimentos da nave e do coro em madeira; guardas das janelas em ferro; sinos em bronze; coberturas exteriores em telha; janelas com vidro simples.

Bibliografia

Anais do Município de Coimbra, 1840 - 1869, Coimbra; CORREIA, Vergílio, GONÇALVES, A. Nogueira, vol. IV, Lisboa, Inventário Artístico de Portugal, Cidade de Coimbra, 1947; SILVA, Armando Carneiro, Anais do Município de Coimbra 1940 - 1959, Coimbra 1981; RODRIGUES, Alice Correia Godinho, RODRIGUES, Filomena Maria Matos Ala, Instituições Pias (sécs. XVI-XX), Coimbra 1987; FIGUEIREDO, A. C. Borges, Coimbra Antiga e Moderna, Ed. Fc-similada, Coimbra 1996; A Primitiva Igreja de Santa Justa, in Mensageiro de Santo António, nº 1, Janeiro 2004; http:/www.capuchinhos.org, 2008-01-04; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/12497051 [consultado em 12 agosto 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN / DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

*1: A classificação inclui a Igreja, o adro e a escadaria fronteiros ; *2: actualmente possui dois gabinetes para a catequese, formados por divisórias de madeira; *3: a proteger o vão possui madeiramento com baixos-relevos, envidraçado, adaptado de um antigo confessionário móvel semelhante ao que ainda subsiste, encostado à parede fundeira no lado do Evangelho; *4: estes portais deixaram de ter ligação ao exterior, após a construção dos edifícios que lhe estão adossados, ficando a do lado do Evangelho entaipado; *5: este baldaquino foi aqui adaptado, fazia parte de um troneto que se encontrava no coro-alto, ao centro da balaustrada, estando a base do mesmo dividida e adaptada em "pés" de duas credências situadas na capela-mor.

Autor e Data

Horácio Bonifácio 1991 / Margarida Silva 2008

Actualização

 
 
 
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