Ermida de São Marcos da Abóbada
| IPA.00008903 |
| Portugal, Évora, Évora, Torre de Coelheiros |
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| Capela quinhentista, manuelina, vernácula, de nave única, galilé e capela-mor escalonada, com capela baptismal e sacristia a N. e campanário axial,característica do aro eborense, marcada pela justaposição e alternância de volumes característica das ermidas rurais no sul do país. Denota afinidades com a Igreja Paroquial de São Bento de Pomares (v. PT040705130107) e com a Ermida de São Jordão (PT040705130106) em Torre de Coelheiros. A introdução de decoração barroca, congrega elementos mais eruditos, como o portal, as pias baptismal e de água benta, manuelinos, com a identidade construtiva de carácter ruralizante. As diversas dependências acrescentadas ao volume original, que conferem ao edifício uma feição bastante pitoresca, e a elegância do portal e dos elementos manuelinos ainda existentes. Destaque para o recheio nomeadamente a pintura a óleo sobre tábua, atribuída (ESPANCA, 1978) ao Mestre da Tourega, pintor do ciclo maneirista eborense. |
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| Número IPA Antigo: PT040705130078 |
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| Registo visualizado 419 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Capela / Ermida
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Descrição
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| Planta longitudinal, irregular, composta, de nave única, com galilé suportado por três arcos de volta inteira, cobertura em telhado de duas águas na nave, e na capela-mor e em telhado de três águas nas galilé; congrega a sacristia e várias dependências de diferentes volumetrias, formando uma massa de volumes articulados dispostos horizontalmente; a fachada principal é orientada a O., com campanário axial munido de sino datado de 1760. Portal principal em arco de carena, de calcário regional, adornado com elementos de folhagem, bolas e mascarões relevados. O alçado posterior é marcado por uma construção vulgar, destinada a habitação, adossada à cabeceira da igreja. INTERIOR: nave única com cobertura em abóbada de meio-canhão, e dois altares colaterais com retábulos em talha; a capela-mor, quadrangular, possui igualmente cobertura em abóbada de meio-canhão; o acesso ao coro é marcado por um gradeamento em madeira, e ao altar por três degraus. A fenestração é escassa, sendo unicamente proveniente do portal principal e da pequena janela axial, de reduzidas dimensões. |
Acessos
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| A c. de 16Km da cidade de Évora, na est. que parte para Viana do Alentejo da EN Évora - Beja; a propriedade é visível da est., embora a ermida se situe a c. e 1,5Km do cruzamento |
Protecção
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Enquadramento
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| Rural, integrado numa propriedade agrícola composta por várias casas e construções para animais e destinadas a actividades de lavoura, tendo adossada, no alçado posterior uma construção para habitação e flanqueada por edifícios de lavoura ou de habitação. |
Descrição Complementar
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Utilização Inicial
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| Religiosa: ermida |
Utilização Actual
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| Devoluto |
Propriedade
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| Privada: pessoa singular |
Afectação
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| Sem afectação |
Época Construção
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| Séc. 16 / 18 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| PINTOR: Mestre da Tourega (atr.) |
Cronologia
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| Séc.16, inícios - fundação; séc. 18 - obras de remodelação que incluiram a colocação do campanário e a execução de altares em talha dourada, barrocos; 1760 - data no sino do campanário. |
Dados Técnicos
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| Paredes portantes, travadas por tectos em abóbada e coberturas de duas águas, o peso da cobertura é parcialmente descarregado pelas dependências laterais. |
Materiais
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| Paredes de alvenaria mista rebocada e caiada; portal em calcário; pavimentos em tijoleira e madeira; altares em talha dourada e policromada; pia baptismal, pia de água benta e lavabo da sacristia em mármore; cobertura exterior em telha de canudo. |
Bibliografia
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| FONSECA, Padre Francisco da, Évora Gloriosa, 1728; ESPANCA, Túlio, Património Artístico do Concelho de Évora, 1957; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Évora, vol.7, Lisboa, 1978. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| IHRU: DGEMN/DSID |
Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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| EM ESTUDO. Merecem algum destaque as peças de imaginária, maioritariamente dos séculos 17 e 18, como a imagem do padroeiro, seiscentista, em madeira estofada, com alguns repintes mais tardios, as esculturas populares de madeira, representando São Pedro e Santo Agostinho; outras alfaias religiosas, como um prato de esmolas quinhentista e vários objectos litúrgicos em metal, encontram-se guardados na sacristia. |
Autor e Data
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| Paula Amendoeira 1999 |
Actualização
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