Capela de Torre / Capela do Divino Espírito Santo
| IPA.00012829 |
| Portugal, Castelo Branco, Castelo Branco, Louriçal do Campo |
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| Capela dedicada ao Espírito Santo, integrada numa região onde o culto proliferou, de construção quinhentista, de que subsistem duas portas dinteladas e parte do arco triunfal, de arestas biseladas, este transformado e ampliado no séc. 17, com a introdução de pilastras e ampliação do vão. É de planta retangular composta por nave, capela-mor e sacristia adossada ao lado esquerdo, com coberturas interiores diferenciadas de madeira em masseira, iluminada unilateralmente por janela retilínea no corpo da capela-mor. Fachada principal rematada em empena, com os vãos rasgados em eixo, composto pelo portal axial, com o lintel antigo e nova modinatura em arco abatido e cornija, encimado por óculo circular; no lado esquerdo da empena, sineira de feitura recente. Interior com retábulo-mor de talha pintada, de estilo tardo-barroco, provavelmente executado no início do séc. 19. |
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| Número IPA Antigo: PT020502120152 |
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| Registo visualizado 143 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Capela / Ermida
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Descrição
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| Planta retangular composta por nave, capela-mor e sacristia adossada ao lado esquerdo, de volumes articulados, com cobertura homogénea em telhado de duas águas, que se prolonga a uma água sobre a sacristia, rematadas em beiradas simples, exceto na fachada posterior. Fachadas em alvenaria de granito aparente, sendo rebocada e pintada de branco na fachada lateral direita, esta com soco e cunhais em cantaria de granito. Fachada principal virada a sudoeste, com cunhais perpianhos e rematada em empena com friso de cimento, rebocado e pintado de branco, tendo cruz latina no vértice e truncada, no lado esquerdo, por sineira de volta perfeita, capeada a cimento e encimada por telhas cerâmicas; é rasgada por portal de verga reta, no qual são visíveis os antigos lintel e jambas, a que foi justaposto uma nova modinatura, em arco abatido e com remate em pequena cornija; sobre o portal, óculo circular inscrito em moldura retilínea e mostrador do relógio. Fachada lateral esquerda é marcada pela existência, no lado direito, de silhares de grandes dimensões, sendo rasgada por porta travessa dintelada. O corpo da sacristia tem porta e janela retilíneas, surgindo uma segunda porta com o mesmo perfil, na face virada a sudoeste. Fachada lateral direita marcada por um balcão e escadas de acesso à porta do coro-alto, sendo rasgada por janela retilínea e com moldura simples no corpo da capela-mor. Fachada posterior rematada em empena, cega. INTERIOR rebocado e pintado de branco, percorrido por silhares de azulejo de padrão azul e branco, de colocação recente, com coberturas de madeira em masseira, pintadas de azul e formando caixotões, os da esteira da nave ornados por losangos. Pavimento da nave em tijoleira com corredores em cantaria. Coro-alto de madeira, assente em duas colunas cilíndricas, marmoreadas, com guarda vazada por motivos geométricos e acesso a partir do exterior. Arco triunfal de volta perfeita, assente em colunas toscanas e jambas de arestas biseladas. Está ladeado por duas mísulas galbadas, de talha pintada, sustentando imaginária. Capela-mor elevada por um degrau, com pavimento em cantaria e supedâneo de madeira, encimado por mesa de altar em cantaria de granito composta por pilar central troncocónico e tampo simples. Na parede testeira, o retábulo-mor, de talha pintada de branco, rosa e dourado, de corpo convexo e um eixo definido por quatro colunas coríntias, assentes em plintos paralelepipédicos, almofadados e ornados por folhagem. As ilhargas, formam apainelados de enchimento do espaço. Ao centro, nicho de perfil contracurvo e moldura saliente, encimado por acantos, ladeado por duas pequenas mísulas. A estrutura remata em entablamento e frontão de perfil contracurvo, de inspiração borromínica, contendo resplendor com coração inflamado, e encimado por acantos vazados. Altar em forma de urna, encimado por sacrário embutido, com a porta ornada por motivos eucarísticos e encimado por cornija e vegetação vazada. |
Acessos
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| No Lugar da Torre, Estrada Municipal do Louriçal Casal da Serra. WGS84 (graus decimais): lat.: 40,043736; long.: -7,522097 |
Protecção
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| Inexistente |
Enquadramento
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| Peri-urbano, isolado, implantado em zona plana, junto à Estrada Municipal de acesso à povoação. Abre para um pequeno recinto aberto, pavimentado a calçada, onde surge uma casa de apoio, um coreto e um alpendre. Encontra-se envolvido por casa unifamiliar, de um piso, e por terrenos de cultivo, onde predomina a oliveira e a vinha. |
Descrição Complementar
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| No PORTAL AXIAL, a inscrição "1983". |
Utilização Inicial
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| Religiosa: capela |
Utilização Actual
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| Religiosa: capela |
Propriedade
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| Privada: Igreja Católica (Diocese da Guarda - Arciprestado de Alpedrinha) |
Afectação
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| Sem afetação |
Época Construção
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| Séc. 16 / 17 / 20 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido. |
Cronologia
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| Séc. 16 - provável construção da capela; séc. 17 - sofre obras de adaptação às normas tridentinas, com a transformação do arco triunfal e abertura de novas fenestrações; séc. 19, início - feitura do retábulo-mor; 1983 - obras de remodelação do espaço, com a feitura de novo portal axial e colocação de silhares de azulejos. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura em alvenaria aparente e rebocada e pintada; cruz, degraus, modinaturas e arco triunfal em cantaria de granito; coberturas e mobiliário de madeira; retábulos e mísulas em talha pintada; silhares de azulejo industrial; pavimento em tijoleira e cantaria; cobertura em telha cerâmica. |
Bibliografia
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| SILVA, Isabel (coord.) - Dicionário Enciclopédico de Freguesias, Matosinhos, 1997, vol. IV, p. 120. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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| DGPC: SIPA; Diocese da Guarda: Departamento do Património Cultural |
Documentação Administrativa
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| DGLAB/TT: Memórias paroquiais, vol. 21, n.º 143, fl. 1261 a 1266 |
Intervenção Realizada
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| PROPRIETÁRIO: séc. 21 - restauro da capela, com colocação de nova cobertura exterior, colocação de frisos em cimento nos remates; remoção do reboco; restauro de rebocos pintores interiores. |
Observações
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Autor e Data
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| Paula Figueiredo 2018 (no âmbito da parceria DGPC / Diocese da Guarda) |
Actualização
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