Igreja Paroquial de Vila Velha de Ródão / Igreja de Nossa Senhora da Conceição

IPA.00008954
Portugal, Castelo Branco, Vila Velha de Ródão, Vila Velha de Ródão
 
Arquitectura religiosa, maneirista e barroca. Igreja paroquial de planta longitudinal de três naves com cinco tramos definidos por arcos torais assentes em colunas toscanas, torre sineira, no lado N. e sacristia e anexos no S.. Fachada principal em empena com portal axial e janelão. Torre sineira adossada com remate em coruchéu. Intensamente iluminada por janelas de perfil rectilíneo, em capialço. Cobertura de três asnas. Arco triunfal de perfil abatido e impostas salientes. Retábulos de talha dourada e policromada barrocos, com tribuna central, ladeada por colunas, pilastras e mísulas. Remate em frontão interrompido. Confessionários embutidos na estrutura murária.
Número IPA Antigo: PT020511040011
 
Registo visualizado 305 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal, composta por três naves ligeiramente escalonadas, de cinco tramos, capela-mor mais estreita e baixa, sacristia e anexo, este aproveitando o ângulo recto formado pela sacristia e a capela-mor, no lado S. e torre sineira, no lado N.. Volumes articulados de disposição na horizontal com coberturas diferenciadas em telhado de duas águas na igreja e na capela-mor, prolongando-se a uma água sobre a sacristia. Fachadas rebocadas e pintadas a branco com embasamento de pedra nas fachadas O. e S. pintado a cinzento nas fachadas N. e E.. Fachada principal virada a O. com dois panos, o relativo à igreja com portal em arco abatido com moldura de cantaria recortada e pedra de fecho decorada e com data inscrita, de 1595. Porta de duas folhas, encimada por janela com lintel recto e ladeada por dois postigos. Remate da fachada em empena com beiral, coroada por cruz latina. Volume da torre sineira com cunhais pintados a cinzento e coroados por pináculos piramidais, com bola. Tem dois registos definidos por cornija, o primeiro cego e o segundo com vão de lintel em arco perfeito com sino. Rematada por cornija interrompida ao centro, formando empena, sobre a qual surge um coruchéu. Fachada virada a S. com uma porta em arco perfeito e duas janelas de rampa rectangulares na igreja. Na zona da sacristia, porta e uma janela gradeada com vãos rectos. A capela-mor apresenta janela de rampa rectangular. Fachada rematada por beiral. Lado E. com janela gradeada no anexo e com remate em beiral. Capela-mor rematada em empena. Fachada N. com uma janela de rampa na capela-mor e, na igreja, portal de volta perfeita, ladeado por duas janelas de rampa. Remate em beiral. Adossado ao volume da igreja, escadaria de acesso à torre sineira, com aspecto semelhante ao descrito na fachada O.. INTERIOR constituído por cinco arcos torais, apoiados em quatro colunas toscanas, de granito e duas mísulas a ladear o guarda vento. Cobertura de perfil tripartido com tirantes de metal, piso em lajeado de granito e tacos em madeira, no centro, tendo lambril de azulejos padrão. Guarda vento de construção recente. Do lado do Evangelho, dois confessionários embutidos na parede. No lado da Epístola, pequeno altar com imagem de madeira. Arco triunfal em arco abatido com impostas salientes e pedra de fecho decorada. Ladeado por dois retábulos de madeira pintada, dispostos em ângulo. São semelhantes, com tribuna central, ladeada por mísulas e pilastras, apresentando remate em frontão interrompido com espaldar, contendo resplendor, encimado por cornija. No sotobanco, sacrário. Pintado de creme, com elementos decorativos dourados. Capela-mor com piso e tecto de iguais características à igreja. No lado da Epístola, porta de acesso à sacristia. Retábulo em madeira pintada e talha, de planta recta, com tribuna central, ladeada por dois pares de colunas coríntias, com o terço inferior não estriado, encimadas por entablamento e frontão interrompido. Lateralmente, duas mísulas com imagens de madeira, enquadradas por painel com filete dourado. Inferiormente, duas portas de acesso à zona posterior da estrutura retabular. Sacristia quadrangular, irregular, com acessos directos ao exterior e a um anexo.

Acessos

Largo Dr. António Gonçalves

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, isolada e a meia encosta. Ergue-se numa zona de pendor inclinado, com fachada posterior sobre embasamento. Na fachada principal abre-se um amplo largo.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Portalegre - Castelo Branco)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 (conjectural) / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1260, 16 julho - no documento que divide as paróquias entre o bispado da Guarda e o Cabido da Egitânea, a igreja surge como pertencendo ao Bispado; 1320, 23 maio - bula do Papa João XXII concedendo a D. Dinis, por três anos, para subsídio de guerra contra os mouros, a décima de todas as rendas eclesiásticas do reino, sendo as igrejas de Castelo Branco, Vila Velha do Ródão e Vigueira, taxadas em 170 libras na parte da comenda da Ordem de Cristo e em 560 libras na parte do temporal; integra o termo da Covilhã e o bispado da Guarda; 1594 - 1608 - durante este período o bispo D. Nuno de Noronha, ordenou a edificação da igreja; séc. 18 - feitura das estruturas retabulares; 1966-1967- profunda intervenção na igreja.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes; estrutura mista.

Materiais

Granito, madeira, reboco, ferro forjado, telha lusa, azulejo, betão.

Bibliografia

MARCELO, M. Lopes, Beira Baixa, Lisboa, 1993; HORMIGO, José Joaquim Mendes, Arte e Artistas na Beira Baixa, s.l., Janeiro de 1998.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID; CMVVR

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

CMVVR

Intervenção Realizada

CMVVR: 1966 / 1967 - realizadas obras de reconstrução e restauro, nomeadamente, substituição do soalho por tacos e granito. Retirado o reboco existente nas colunas das naves e apeamento do coro-alto. Colocação de lambrim de azulejos; substituição do tecto de madeira por uma estrutura de betão armado; 1999 - restauro dos rebocos interiores e exteriores, bem como do telhado.

Observações

Autor e Data

Luís Castro 2000

Actualização

 
 
 
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