Igreja Paroquial do Santo Espírito / Igreja de Nossa Senhora da Purificação

IPA.00008142
Portugal, Ilha de Santa Maria (Açores), Vila do Porto, Santo Espírito
 
Igreja paroquial construída no séc. 16, integrada no programa nacional de construção de igrejas paroquiais pelas Ordens Militares, administradas diretamente pela Coroa que, apesar de ampliada no séc. 18, manteve a estrutura e a escala. Apresenta planta retangular composta por três naves, separadas por arcos, de volta perfeita sobre pilares, e cabeceira tripla escalonada, interiormente com iluminação axial e bilateral e coberturas de madeira e falsas abóbadas de berço, respetivamente, tendo à direita a torre sineira. As fachadas têm cunhais apilastradas ou em alhetas, a principal de linguagem barroca bastante exuberante, tendo soco muito pronunciado, três panos escalonados, definidos por pilastras e terminados em dupla cornija, o central rematado em espaldar recortado e em canopo e rasgado por portal e janela retilíneos, envolvidos por profusa decoração em cantaria, e os laterais em aletas e com janela retilínea encimada por cornija, aletas e concheados, formando falso espaldar, constituindo a igreja da ilha com frontaria mais decorada. A torre sineira, datada de 1779, tem dois registos, o primeiro com janela retilínea, e o segundo com ventanas em arco de volta perfeita sobre pilastras, rematando em friso, cornija e domo revestido com azulejos figurativos, azuis e brancos, setecentistas, reaproveitados. As fachadas laterais possuem janelas retangulares e porta travessa retilínea, com molduras de ângulos curvos e a fachada posterior termina em empena. No interior, os elementos de cantaria possuem igual modinatura, revelando homogeneidade de programa. Tem coro-alto, púlpito na nave central, com bacia retangular de cantaria e guarda em balaustrada de talha, capela lateral abobadada na nave do Evangelho e batistério na nave da Epístola, localização menos comum. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras encimada por cartela recente e de mau gosto com as armas de Portugal e capela-mor com retábulo-mor igualmente de feitura recente, em revivalismo barroco, com linguagem nacional, encimado por cartela que pertenceu ao retábulo anterior e sacrário neoclássico, tipo templete. Os absidíolos foram reformados no início do séc. 20, possuindo as datas inscritas nos arcos e possuem retábulos revivalistas, o do Evangelho de linguagem eclética, de corpo reto e três eixos, e o da Epístola de linguagem barroca nacional, de corpo côncavo e um eixo.
Número IPA Antigo: PT072107030001
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta retangular composta por três naves e cabeceira tripla escalonada, tendo adossado de ambos os lados anexos retangulares e, à fachada lateral direita, torre sineira quadrangular. Volumes articulados e escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas na igreja e capela-mor, e de uma nos corpos adossados, rematadas em beirada dupla. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, com soco, cunhais em alhetas, remates em friso e cornija e molduras dos vãos em cantaria aparente com as juntas tomadas e pintadas de branco. Fachada principal virada a oeste, com soco de frisos convexos bastante pronunciados, três panos escalonados, definidos por pilastras coroadas por pináculos tipo urna sobre acrotérios, terminados em dupla cornija escalonada, rematada ao centro por espaldar recortado e em canopo, contendo vieira e coroado por cruz latina de braços trevados, sobre acrotério, e, lateralmente, por aletas. No pano central possui eixo de vãos, formado por portal de verga reta e janela quadrangular, envolvidos por profusa decoração em cantaria, composta por mísulas, concheados e volutados, tendo a janela peitoril e cornija superior com motivo denticulado, e ladeada por duas colunas de fuste torso sobre dupla ordem de mísulas, que são coroadas por pináculos tipo urna. Nos panos laterais abrem-se janelas retangulares, com moldura percorrida por frisos e encimada por dupla cornija, sobrepostas por aletas e concheado, formando falso espaldar recortado. À direita e ligeiramente recuada, dispõe-se a torre sineira, de dois registos separados por friso e cornija, o primeiro com alguns silhares de cantaria aparente, rasgada por janela retangular e contendo gárgula, e o segundo rasgado, em cada uma das faces, por ventana em arco de volta perfeita, sobre pilastras, frontal e posteriormente albergando sino. A estrutura remata em domo, reaproveitando a esmo azulejos azuis e brancos de composição figurativa, formando painéis, coroado por pináculo, surgindo outros sobre os cunhais. Fachadas laterais com a nave rasgada por porta travessa de verga reta e duas janelas retilíneas, com moldura percorrida por friso. Na lateral esquerda a nave possui duas pilastras marcando pano cego, capela lateral profunda terminada em empena e rasgada, a oeste, por janela retilínea, e o anexo é rasgado, a norte, por porta de verga reta e três janelas de peitoril, de molduras simples. Na lateral direita, a torre é rasgada por fresta, e os dois corpos adossados por janela retangular, o corpo do batistério, com moldura percorrida por friso; na capela-mor abrem-se duas janelas retilíneas, com moldura percorrida por friso. Fachada posterior cega com os cunhais em alhetas, tendo a capela-mor terminada em empena e o anexo em meia empena. INTERIOR com as naves de cinco tramos, separadas por arcos, de volta perfeita, assentes em pilares, de ângulos curvos, com as paredes rebocadas e pintadas de branco, pavimento em soalho de madeira ou em cantaria e coberturas em masseira, sobre cornija de cantaria, a nave central com tirantes de madeira. Coro-alto sobre mísulas, com guarda em balaústres torneados de madeira, nas naves laterais disposto a um nível inferior, acedido no lado da Epístola a partir da torre, com porta de verga reta, de moldura simples. A nave central possui, no lado do Evangelho, púlpito, de bacia retangular sobre mísula, com guarda em balaustrada, em pau-santo, encimado por baldaquino, inferiormente pintado de azul, com pomba do Espírito Santo sobre resplendor, e com lambrequim, acedido por escada de cantaria contornando o pilar. No intradorso do pilar do púlpito e no confrontante, surge pia de água benta, de taça hemisférica, gomeada. A nave do Evangelho possui a meio capela lateral profunda, com arco de volta perfeita, almofadado, sobre pilastras, com fecho sobreposto por coração e cruz relevada, interiormente com pavimento de cantaria e abóbada de berço, tendo na parede testeira mísula com imaginária. Na nave da Epístola dispõe-se o batistério, acedido por arco, de volta perfeita, sobre pilastras, interiormente com falsa abóbada de berço, de estuque, e albergando pia batismal de taça hemisférica, gomeada, sobre pé cilíndrico, também gomeado. No topo de ambas as naves existe porta de verga reta com moldura percorrida por friso, de acesso aos corpos adossados. Arco triunfal de volta perfeita, sobre pilastras, sobreposto por cartela policroma, com as armas de Portugal. Absidíolos em arco de volta perfeita, sobre pilastras, encimadas por silhar decorado, interiormente albergando retábulos de talha pintada e dourada, sendo o do Evangelho dedicado a Nossa Senhora do Rosário e o da Epístola ao Sagrado Coração de Jesus. Capela-mor com as paredes decoradas a estuque, pintado a marmoreados fingidos, criando apainelados encimados por festões, e cobertura em falsa abóbada de berço, de estuque, com pinturas murais representado painéis recortados com motivos vegetalistas e concheado, enquadrando cartela circular, com coroa e cetro do Espírito Santo. Sobre supedâneo de cantaria, com acesso por degraus centrais, dispõe-se o retábulo-mor, em talha pintada a azul, rosa, verde e dourado, de corpo côncavo e um eixo, definido por quatro pilastras, ornadas de pâmpanos e motivos vegetalistas, alternadas com quatro colunas, de fuste torso, ornado de pâmpanos e parras, assentes em mísulas, e de capitéis vegetalistas, que se prolongam no remate da estrutura, em igual número de arquivoltas, unidas por aduelas no sentido do raio, tendo no fecho cartela recortada inscrita. Ao centro abre-se nicho, em arco de volta perfeita e boca rendilhada, interiormente albergando banqueta facetada, decorada com aves, e flores, encimada por imaginária. Altar paralelepipédico coberto por pano de altar em tecido, sobre o qual se dispõe sacrário, tipo templete, com pilastras almofadadas nos ângulos, suportando arquitrave do remate e cobertura em domo, gomeado, com concheados. A porta do sacrário é ornada com custódia. Banco com apainelados, contendo cartela central com acantos. O retábulo-mor é enquadrado por arco, de volta perfeita, pintado de branco e com frisos, volutados nos extremos.

Acessos

Santo Espírito, Largo Padre José Maria Amaral; (ER 1-2). WGS84 (graus decimais) lat.: 36,955992; long.: -25,041305

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 41 191, DG, 1.ª série, n.º 162 de 18 julho 1957

Enquadramento

Urbano, isolado, no interior da povoação, junto às vias estruturantes da mesma. Ergue-se numa plataforma sobrelevada, adaptada ao declive do terreno, formando adro, frontalmente precedida por larga escadaria. Na fachada lateral direita e posterior é delimitada por muro, capeado a cantaria, possuindo lateralmente escada de dois lanços, com o último de degraus divergentes, flanqueado por placas arrelvadas e pontuadas de arbustos. O pavimento do adro é em paralelepípedos, com o templo circundado por faixas de cantaria de diferentes tons, na frontaria integrando lápide inscrita. A norte possui portal de acesso ao cemitério paroquial e, numa cota inferior ao adro, ergue-se o Museu de Santa Maria (v. IPA.00035553).

Descrição Complementar

No pavimento do adro, em frente do portal axial, existe lápide com a inscrição: "P. ANTÓNIO J. TAVARES / N.A 9 - 2 - 1776 / F. A 19 - 12 - 1845 / HOMENAGEM / P.E JOSÉ MARIA AMARAL". No adro existe também uma placa com a inscrição "CONST. SÉC. XVI / AMPL. SÉC. XVIII / REP. ADRO 1966". Sob a ventana frontal da torre sineira, existe cartela com a inscrição "MEV... / A 1779". O absidíolo do Evangelho tem o arco com a data de "1921" inscrita, encimado por silhar retangular com representação de coroa e motivos vegetalistas relevados. No interior, com cobertura de madeira, pintada de branco, alberga retábulo de talha pintada a marmoreados fingidos a rosa e bege, com corpo reto e três eixos, definidos por quatro colunas, de terço inferior marcado, sobre plintos cilíndricos ornados de motivos vegetalistas, de capitéis vegetalistas, sustentando o entablamento do remate da estrutura, alteada ao centro, acompanhando o perfil do nicho central. Este tem arco, de volta perfeita, com boca rendilhada, ladeada por duas colunas torsas sobre bases galbadas, que se prolongam numa arquivolta do remate, sobreposta por aduelas no sentido do raio. O nicho, revestido a tecido, alberga pequeno trono com Coroa do Espírito Santo. Nos eixos laterais surgem apainelados com florão. Sotobanco com apainelado contendo florão. Altar tipo urna de frontal liso. Na nave da Epístola, existe lápide em bronze, com a inscrição: "A 18 DE JUNHO DE 2000, ANO JUBILAR / DA REDENÇÃO, O VENERANDO BISPO DA / DIOCESE, D. ANTÓNIO DE SOUSA BRAGA, / SAGROU SOLENEMENTE ESTA IGREJA, / DEDICADA A NOSSA SENHORA DA PURIFI- / CAÇÃO, SENDO PÁROCOS "IN SOLIDUM", / P.E JACINTO MONTEIRO, P.E JOSÉ PAULO / MACHADO E DIÁC. ADRIANO BORGES.". O absidíolo da Epístola tem a data de 1909 inscrita no arco e é encimado por silhar circular, com coração inflamado relevado entre elementos vegetalistas. No interior, com teto de masseira, possui retábulo de talha pintado a verde, vermelho e dourado, de corpo côncavo e um eixo, definido por duas pilastras exteriores, ornadas de elementos vegetalistas inseridos em cartelas, e por quatro colunas torsas, assentes em duas ordens de mísulas, prolongadas no remate da estrutura em igual número de arquivoltas, unidas no sentido do raio. Ao centro possui nicho, em arco de volta perfeita, albergando imaginária. Possui altar tipo urna com frontal liso. O retábulo-mor possui no remate cartela recortada com a inscrição: "N. S. / DA / PURIFICAÇÃO / ANNO / 1877".

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Angra)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16/ 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 16 - época provável da construção de um primitivo templo, dedicado a Nossa Senhora da Purificação *1; 1537, 13 março - no testamento de João Tomé, o "Amo", já se refere a "Casa de Nossa Senhora da Purificação"; 1570, 13 setembro - apresentação do segundo Vigário, Cristóvão Lopes; 1698 - o então vigário, padre António Soares Ferreira, ergue o altar do lado da Epístola, destinado à confraria do Santíssimo Sacramento; 1753, 09 agosto - na visita do licenciado Pedro Moniz da Costa, vigário da Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Neves, de Ponta Delgada, sendo vigário o padre António José Alves Cabral, refere-se que a "igreja se acha muito arruinada pello tecto e notavelmente pequena, q não recebe metade do povo por ser numeroso por cuja causa he aos fregueses muito onoroso, principalmente no tempo de inverno e chuvas, ouvirem missa no adro, e necessita de se acrescentar mais seis côvados e de rectificar o tecto antes que experimente alguma notavel ruyna e porq. para estas obras não basta o limitado rendimento da fabrica e sejão obrigados os fregueses a repara-la; mando que daqui em diante paguem os trabalhadores de esmola a dita fabrica quarenta reis, e os oficiais a oitenta reis, e os lavradores pagarão as suas pensões a trigo na forma do costume athe agora e porque também necessita de reforma no lageamento da ditta igreja mando que os que tiverem sepulturas próprias na dita igreja o Redº Vigº os fará notificar para dentro de dois mezes depois do acrescentamento da ditta Igreja e concerto della retifiquem as dittas sepulturas [sob] pena de que o não fazendo assim perderem o domínio dellas"; na sequência da visitação, deve ter-se procedido à ampliação do templo; 1760, cerca - o vigário António José Álvares Cabral acrescenta o altar do lado da Epístola; 1766, 28 março - aquando da visita do bispo da Diocese de Angra, D. António Caetano Rocha, a igreja já está aumentada; nesta época é vigário o padre António José Alves Cabral, que dirige as obras, sendo a Confraria do Santíssimo a que mais contribui para as mesmas; 1853 - depois de muitos anos de queixas dos vigários da paróquia, devido aos fracos ordenados que tinham, inferiores aos das outras paróquias da ilha, procura-se resolver a questão; 1877 - data inscrita na cartela do retábulo-mor, segundo alguns autores proveniente do Recolhimento de Santo António (v. IPA.00035558), assinalando a sua colocação na igreja; 1909 - data inscrita no arco do absidíolo da Epístola; 1921 - data inscrita no absidíolo do Evangelho; 1956 - fotografias desta data documentam a igreja com as cantaria interiores pintadas a marmoreados fingidos, o púlpito com acesso por escada com guarda em ferro, a capela lateral do Evangelho com a abóbada revestida de estuque e com uma estrutura retabular pouco interessante, em revivalismo neogótico, de corpo reto e três eixos, o batistério com um retábulo oitocentista, de talha pintada, de corpo reto e um eixo, o arco triunfal encimado por pedra de armas em cantaria, capela-mor com decoração em estuque pintado nas paredes, no lado do Evangelho com porta de ligação a anexo, a cobertura de estuque com apainelados retangulares pintados e um central circular e um retábulo distinto do existente, de corpo reto e um eixo, definido por quatro colunas torsas, prolongadas no remate em duas arquivoltas lisas, sobrepostas por cartela, com nicho central contendo imagem do orago, e sendo ladeado por dois pequenos nichos sobre portas de acesso à tribuna; 1966, 13 maio - carta do padre José Maria Amaral ao Diretor-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais a informar ter dado conta que os frechais da armação da igreja estão podres, tal como as cabeças das vigas, empurrando as paredes para fora, e que o teto da igreja ameaça ruína, sendo urgente a sua reparação; solicita assim comparticipação do Estado para as obras; 1971, 05 junho - carta do padre à DGEMN informando as obras que pretende realizar na igreja: substituição do pavimento, que está podre e esburacado, arranjo da capela do batistério, que tem um retábulo desconjuntado, necessitando de total reparação e adaptação ao quadro de madeira que para ali foi feito com o Batismo de Cristo, adaptação da capela lateral do Evangelho, com cobertura de pedra, não condizente com o retábulo que apresenta, talvez requerendo que este seja feito em pedra, arranjo da capela-mor, que tem o estuque a cair, as paredes tortas e um retábulo muito podre e em mau estado; o pároco solicita depois apoio no projeto de recuperação e comparticipação nas obras; posteriormente deve ter-se executado o atual retábulo-mor; 2000, 18 junho - sagração da igreja pelo bispo da Diocese, D. António de Sousa Braga, conforme lápide comemorativa em bronze.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e caiada; soco, alhetas, pilastras, pilares, molduras dos vãos, frisos, cornijas, pináculos, cruz, elementos decorativos da fachada principal, pias de água benta e bacia do púlpito em cantaria; pavimento em soalho e lajes de cantaria; coberturas de madeira pintada, em estuque ou cantaria; painéis de azulejos azuis e brancos; retábulos de talha pintada; estuque pintado; cadeiral de madeira; guarda do púlpito em pau santo; guarda do coro-alto em madeira envernizada; cobertura de meia-cana tradicional.

Bibliografia

CARVALHO, Manuel Chaves - Igrejas e Ermidas de Santa Maria, em Verso. Vila do Porto: Câmara Municipal de Vila do Porto, 2001; COSTA, Carreiro da - «História das Igrejas e Ermidas dos Açores». Jornal Açores. Ponta Delgada, 1955; FERREIRA, Adriano - Era uma vez... Santa Maria. Vila do Porto: Câmara Municipal de Vila do Porto, s.d.; FIGUEIREDO, Jaime de - Ilha de Gonçalo Velho: da descoberta até ao Aeroporto. 2ª ed.. Vila do Porto: Câmara Municipal de Vila do Porto, 1990; FIGUEIREDO, Nélia Maria Coutinho - As Ilhas do Infante: a Ilha de Santa Maria. Terceira: Secretaria Regional da Educação e Cultura; Direcção Regional da Educação, 1996; Igreja de Nossa Senhora da Purificação (http://www.inventario.iacultura.pt/smaria/vilaporto_fichas/11_81_38.html), [consultado em 12 novembro 2015]; MENDES, Hélder Fonseca (dir.) - Igrejas paroquiais dos Açores. Angra do Heroísmo: Boletim Eclesiástico dos Açores, 2011; MONTEREY, Guido de - Santa Maria e São Miguel (Açores): as duas ilhas do oriente. Porto: edição do Autor, 1981; SIMÕES, J. M. dos Santos - Azulejaria Portuguesa nos Açores e na Madeira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1963.

Documentação Gráfica

DGEMN:DRMLisboa

Documentação Fotográfica

DGEMN:DRMLisboa, SIPA

Documentação Administrativa

DGEMN:DSARH (DGEMN:DSARH-010/291-00001, DGEMN:DSARH-010/291-00002)

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: 1956 - estudo do arranjo e beneficiação do adro da igreja, com alguns ajustamentos da escadaria fronteira, que sendo de cimento será substituída por uma de cantaria, com um pouco menos de cumprimento, para ajustar o seu eixo com o da igreja, ficando com uma extensão igual à que a fachada principal tem entre as pilastras, excluindo a torre; levantamento do pavimento existente, sua regularização e pavimentação com faixas de lajedo regional de pedra escura e clara misturada, com os restantes espaços a calçada de basalto; capeamento do muro do adro; 1958 - estimativa do arranjo do adro no valor de 165.156$30; 1967, depois - substituição completa do teto e do telhado, tendo a madeira de armação sido oferecida pelos paroquianos, só se tendo comprado a madeira para o forro e para o entabulamento; remoção do revestimento interior das paredes, limpeza das cantarias interiores, arcos, pilares, portas e janelas, removendo a cal que as cobria, eletrificação da igreja e colocação de lustres em ferro forjado; as obras orçaram em 117.813$70, tendo-se recebido dos emigrantes radicados na América e Canadá 74.856$20, da Comissão Regional de Turismo, para ajuda da limpeza das cantarias, 8.000$00, e 34.957$50 de contribuição dos paroquianos; 1972 - obras de conservação e restauro do templo; 2000, cerca - obras de restauro e conservação da igreja.

Observações

*1 - Segundo Gaspar Frutuoso, a freguesia denomina-se de Santo Espírito por ser o local, "onde dizem os antigos que na ilha se disse a primeira missa do Espírito Santo, quando entraram nela, e dali ficou nomear-se ainda hoje em dia esta freguesia de Santo Espirito, sendo ela depois edificada, como agora está, da invocação da Purificação de Nossa Senhora, sem perder aquele nome antigo".

Autor e Data

Bruna Valério 2013 (no âmbito da parceria IHRU / Diocese de Angra) / Paula Noé 2015

Actualização

 
 
 
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