Igreja Paroquial do Espinhal / Igreja de São Sebastião

IPA.00007113
Portugal, Coimbra, Penela, Espinhal
 
Arquitectura religiosa tardo-renascentista, barroca. Igreja paroquial quinhentista, de três naves com cobertura de madeira, que tem no distrito de Coimbra outras similares, designadamente as de Seixo da Beira, Cantanhede (v. PT020602040004), Pereira (v. PT020610080008) e Penela (v. PT020614050005). Retábulos tardo-renascentistas em pedra de Ançã, de oficina coimbrã seguidora da arte de João de Ruão. Frontaria setecentista, larga e dividida em 3 panos, num esquema arquitectónico corrente na região nos séculos 18 e 19. Torre barroca de feição regional. Azulejos seiscentistas de enxaquetados. Retábulo-mor e pinturas barrocas do séc. 18.
Número IPA Antigo: PT020614020010
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal, composta, de três naves e cabeceira tríplice com mais duas capelas nos flancos, no primeiro tramo, a jeito de transepto, sacristia e anexos; volumes articulados, com predomínio da horizontalidade, tendo como contraponto vertical a torre sineira, à direita e recuada da frontaria; coberturas exteriores diferenciadas em telhado de uma e duas águas. Fachada principal voltada a O., dividida por pilastras em três panos, sendo o central mais alto, e ainda de cornija e remate triangular, ligado por aletas simples às laterais; porta principal sobrepujada de janelão acompanhado de duas janelas nos panos laterais, tudo de verga curva; a torre mostra fortes cunhais de pedra, ventanas às quais se sobrepõem os mostradores do relógio e cornija em formas semi-circulares. INTERIOR: três naves divididas por arcadas de cinco vãos, sustentadas por colunas jónicas monocilíndricas sem pedestais; pavimento e tectos de madeira. Capela-mor rectangular, com abóbada redonda e retábulo de talha dourada, com colunas e arcos torcidos, de pâmpanos e camarim fechado por pintura de São Sebastião; as paredes decoram-se com 8 telas com os Doutores da Igreja e subpostos a eles os Evangelistas, de menor tamanho; uma grande pintura evocativa do Aparecimento de Cristo à Virgem domina o arco da entrada. Aos lados, integradas no conjunto arquitectural, abrem-se, em arco triunfal, duas capelas, de paredes azulejadas de enxaquetados, cúpulas de quartelas de pedra e retábulos do mesmo material; os arcos, de grande efeito estético, surgem enquadrados por dois nichos com esculturas, decorados por querubins e medalhões nas cantoneiras e rematados por frontão de edículas desiguais. As capelas dos flancos mostram aberturas redondas mais simples.

Acessos

Largo D. Luís de Alarcão, Espinhal

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Urbano, adossado parcialmente pela cabeceira a casas de habitação, implantação harmónica em largo delimitado por casas de r/c a 1.º andar.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Coimbra)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc.14 - passagem de João Fernandes Andeiro por Espinhal, de regresso de Castela, pela estrada então de grande importância que ligava Miranda do Corvo e Espinhal, evitando a morte que o aguardava em Leiria; Séc. 16, segunda metade - construção inicial da igreja, sendo a freguesia anexa à colegiada de São Miguel de Penela e respectivo vigário apresentado pelo pároco daquela igreja; 1527 - criadas as actividades ligadas à fundição do ferro e cobre; 1644 - Espinhal considerada aldeia que parece vila; 1664 - o templo é grandemente danificado, tendo a obra de recuperação sido prolongada por cerca de 30 anos, praticamente até ao final do século; séc. 18 - várias reformas no templo, documentadas sobretudo na capela-mor, na frontaria e na torre-sineira; actividades de fundição do ferro e cobre passam para o domínio da coroa; 1866 - novo restauro, de que se conserva memória na forma do milésimo gravado sobre a porta principal; 1906 - a povoação é elevada à categoria de vila.

Dados Técnicos

Estrutura mista.

Materiais

Alvenaria e cantaria de pedra, madeira, telha.

Bibliografia

ARNAUT, Salvador Dias e DIAS, Pedro, Penela, História e Arte, Penela, 1983. Jornal Diário das Beiras, 11 Maio 2000, p.6 (suplemento); CORREIA, Vergílio e GONÇALVES, A. Nogueira, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Coimbra, Lisboa, 1952.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

O pároco impediu a obtenção de fotografias no interior do templo.

Autor e Data

Francisco Jesus 2000 / Cecília Matias 2001

Actualização

 
 
 
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