Salão Recreativo Reguense / Edifício do Cine-Teatro Reguense

IPA.00006822
Portugal, Vila Real, Peso da Régua, União das freguesias de Peso da Régua e Godim
 
Arquitectura cultural, revivalista e Arte Nova. Teatro revivalista de planta rectangular, com palco, plateia, 1º e 2º balcão, fachadas decoradas com vãos emoldurados por motivos de formas contracurvadas de influência revivalista e Arte Nova. Teatro com frontispício oblíquo resultante do triângulo equilátero que forma para adaptação ao corte da rua; as fachadas, decoradas com vãos emoldurados por motivos de formas contracurvadas estabelecem a transição entre o revivalismo e a Arte Nova. No interior, com balcões em madeira e varandins em gradeamento de metal de perfil convexo, em estilo Arte Nova, formando estruturas leves e ondulantes, dispostas ao longo das paredes, suportados por pilares com capitéis pintados e por elegantes pilastras rematadas por capitéis pintados.
Número IPA Antigo: PT011708070020
 
Registo visualizado 100 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Cultural e recreativo  Casa de espetáculos    

Descrição

Edifício de planta rectangular, de 2 pisos, formado por um único volume, com cobertura em telhado de 2 águas. Fachadas em alvenaria revestida com reboco pintado de branco, percorridas por um soco em cantaria e cunhais de alhetas em cantaria de granito. Frontispício virado a N. terminado em empena; portal axial de verga recta encimado por moldura exterior canopial, sobrepujado por janela de verga em arco pleno e ladeado por janelas de verga recta com moldura exterior canopial; ao nível da imposta, os 3 arcos do primeiro piso, ligam-se por friso com semicírculos colocados inferior e superiormente. Fachada E. tendo, no lado S. correspondendo ao palco, o alçado recuado, com uma porta de verga recta, sem moldura, de acesso à cave ( subpalco ) e uma porta com cornija sobre mísulas de acesso ao 1º piso ( palco ); o outro pano da fachada apresenta no 1º piso 2 portões de 3 folhas, de verga recta com moldura de perfil côncavo e uma pequena janela de arco pleno e bandeira gradeada; no 2º piso, sobrepõem-se alinhadas 3 janelas de sacada, encimadas por cornija sobre mísulas e com varandim de ferro. Interior formado por um foyer junto à entrada principal, a grande sala de espectáculos com plateia, 1º e 2º balcão, palco e o subpalco. A entrada efectua-se pela porta principal, através do foyer que dá acesso à plateia e aos balcões, e pelas entradas laterais com acesso directo à plateia. O 1º balcão desenvolve-se ao longo das paredes do fundo e laterais, sendo suportado por 10 pilastras, em madeira, terminadas em capitéis pintados de formas contracurvadas; tem um varandim formado por gradeamento de metal, de perfil convexo e rematado por corrimão de madeira; o acesso efectua-se através de 4 portas colocadas nas paredes laterais. 2º balcão, de menores dimensões, apresenta características semelhantes, desenvolvendo-se ao longo da parede do fundo, suportado por 6 pilastras terminadas em capitéis; o balcão é protegido por um baldaquino suportado por colunelos em madeira; o acesso efectua-se por 3 portas situadas na parede de fundo. Na sala é visível a estrutura do telhado em vigamento de asnas.

Acessos

Rua da Ferreirinha, Rua José Vieira

Protecção

Em vias de classificação (Homologado como IIP - Imóvel de Interesse Público, Despacho de 23 setembro 2009 do Ministro da Cultura)

Enquadramento

Urbano, ribeirinho, flanqueado, implantação harmónica. Situa-se no centro da povoação, num gaveto formado pela rua principal da cidade, a R. da Ferreirinha, e pela R. de José Vieira que desce em direcção ao rio Douro. O acesso é feito directamente a partir da rua não existindo qualquer área delimitada. Confinam com o imóvel edifícios de 3 pisos.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Cultural e recreativa: casa de espetáculos

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Privada: pessoa colectiva / Pública: Municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1858 - Francisco da Costa Guilherme, António Bernardes Pereira e Manuel Teixeira dos Santos e outros, constituiram uma sociedade, alugaram um armazém ao fundo da rampa de João Macedo, hoje 1º Dezembro, e transformaram-no em teatro; 1860 - uma cheia do Douro submergiu o teatro; alguns anos depois, Joaquim Perreira de Matos e o Pe. Luiz António Frias resolveram concertar o antigo teatro; séc 20, início - construção do Salão Recreativo Reguense por iniciativa de um grupo formado por José Vicente Ferreira da Cunha, Manuel Rodrigues Tabau, António Augusto da Fonseca, António Ferraz, Augusto Mendes da Silva, Anastácio Inácio Teixeira, Manuel Loureiro de Almeida e Álvaro Rodrigues da Silva, para o qual adquiriram duas casas no gaveto da R. da Ferreirinha com a R. Custódio José Vieira, as mandaram demolir e aí edificar o novo teatro; 1912, 27 Novembro - primeira notícia de um espectáculo na nova sala; o grupo responsável pela construção convidou a Câmara Municipal para assistir a um espectáculo cinematográfico em benefício dos Bombeiros Voluntários; 1996, finais / 1997, início - apresentação de dois projectos-lei pelo grupo parlamentar socialista para criação de Museu da Região Demarcada do Douro; 1997, Dezembro - publicação de decreto-lei fundindo os dois projectos anteriores, aprovado por unanimidade, para criação de um museu poli-nuclear, e em que um dos polos seria no Salão Recreativo Reguense com a instalação do auditório do Museu; 1999, cerca - proposta de classificação do imóvel pela Câmara Municipal e Casa do Douro; 1999, 19 maio - despacho de abertura do processo de classificação do Vice-Presidente do IPPAR; 2001, 25 maio - proposta da DRPorto para a classificação como Imóvel de Interesse Público; 2007, 23 fevereiro - proposta de definição de Zona Especial de Proteção da DRPorto; 16 maio - parecer favorável à definição de Zona Especial de Proteção do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.; 2009, 23 setembro - despacho de homologação da Zona Especial de Proteção pelo Ministro da Cultura.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Alvenaria nas paredes, cantaria de granito no soco, madeira e ferro nos balcões e telhado, telha na cobertura.

Bibliografia

Cidade histórica do Vinho, Douro - Boletim da Casa do Douro, nº 1, III série, Pêso da Régua, Nov. 1991, p. 6 - 11; FALCÃO, António, VEIGA, Ricardo Palma, O Museu do nosso contentamento, Revista de Vinhos, nº 163, Junho 2003, p. 68 - 76; SOARES, José Afonso O., História da Vila e Concelho de Pêso da Régua, Pêso da Régua, 1936, p. 319 - 320; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/156238 [consultado em 11 janeiro 2017].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

O teatro encontra-se sem utilização há já algumas dezenas de anos tendo sido utilizado como armazém. Toda a área do palco e estruturas anexas foram completamente destruídas. A zona do foyer, na entrada, encontra-se em avançado estado de degradação. Existem intenções por parte do município e da Casa do Douro de vir a recuperar o teatro, para utilização como auditório, respeitando integralmente as estruturas e elementos ainda existentes. No Verão de 1999, o espaço da plateia foi utilizado, após limpeza ao edifício, como local de exposição, pela Câmara Municipal, dos projectos de remodelação da área ribeirinha da cidade.

Autor e Data

Ricardo Teixeira e Miguel Rodrigues 1999

Actualização

 
 
 
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