Lápide da Albergaria da Serra

IPA.00006648
Portugal, Aveiro, Arouca, União das freguesias de Cabreiros e Albergaria da Serra
 
Arquitectura civil, barroca. Pormenor notável de albergaria barroca constituído por pedra com inscrição e data.
Número IPA Antigo: PT010104010056
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Comunicações  Estrutura de informação e propaganda  Lápide  

Descrição

Pedra de granito quadrangular com 1 m de largura e cerca de 0,80 m de altura, cantos arredondados e lado da base de contorno irregular; campo epigráfico ocupando quase toda a superfície disponível; inscrição com letras capitais irregulares com a seguinte transcrição e leitura: (SIMÕES J_NIOR 1959 e GONÇALVES 1991): AL[B]URGARIA P[ER]A POBRES / E PASAGEIROS COM / OBRIGACAO DE DAR / DUAS CAMAS HUA / P[ER]A POBRES OUTRA P[ER]A / RICUOS RENOVADA / EM TODAS SEMANAS / [...] / NHA ERA DE / [1]641.

Acessos

EN 326 (Arouca - Espinho), Albergaria da Serra.

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural. Está encastrada no muro N. do cemitério paroquial que se implanta numa zona aberta de planalto na periferia E. da sede da freguesia, junto da igreja paroquial (v. PT010104010040 ).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Comunicações: lápide

Utilização Actual

Comunicações: lápide

Propriedade

Privada: Igreja Católica

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc. 12 - Fundação provável da albergariada pela rainha D. Mafalda, filha de D. Sancho I, que lhe coutou um termo situado entre Lafões, Arouca e Cambra; 1257, 20 de Out. - a albergaria e o couto foram doados ao Mosteiro de Arouca por D. Afonso III; séc. 13 - o edifício foi ampliado ou reedificado pela rainha Santa Mafalda, abadessa do Mosteiro de Arouca; 1641 - data da inscrição que se conserva; 1747 - o Dicionário Geográfico descreve-o como "humas cazas derrubadas, e de fóra dellas huma pedra com seu letreiro", já não funcionando na altura como albergue e conservando-se apenas a tradição assistencial; séc. 18, fins - D. Joaquim de Azevedo descreve-o como uns pardieiros e uma pedra com um letreiro gasto.

Dados Técnicos

Estrutura autónoma

Materiais

Granito (cantaria).

Bibliografia

SIMÕES JÚNIOR, M. R., Arouca (subsídios para a sua monografia) in PEREIRA, V., Cancioneiro de Arouca, Porto, 1959, pp. 78 - 80; BRANDÃO, D. de P. e OLÍMPIA, M. da C. L., Arouca - Notas Monográficas 1, Arouca, 1991, p. 29 - 36; GONÇALVES, A. N., Inventário Artístico de Portugal - XI, Distrito de Aveiro, Zona de Nordeste, Lisboa, 1991, p. 74.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Designava-se antigamente albergaria de Monte Fusto. A antiga estrada do Porto a Viseu por São Pedro do Sul que atravessava a Serra da Freita tinha na bacia alta da Serra um ponto de paragem nesta albergaria. O seu itinerário na zona de Arouca passava por Escariz, Farrapa, Chão de Ave, Venda Nova, Albergaria, descendo depois por Manhouce. Os antigos edifícios localizavam-se onde hoje se vê o cemitério paroquial.

Autor e Data

Paulo Dordio 1999

Actualização

 
 
 
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