Pelourinho de Vila Meã / Pelourinho de Santa Cruz de Riba Tâmega

IPA.00004826
Portugal, Porto, Amarante, Vila Meã
 
Pelourinho de construção quinhentista, tipo tabuleiro, com soco quadrangular de três degraus, fuste cilíndrico e remate em tabuleiro e pináculos piramidais. Foi reconstruído de acordo com os modelos da região patentes nos Pelourinhos de Porto Carreiro (Marco de Canavezes, Vila Boa de Quires) e São Nicolau de Canavezes (Marco de Canavezes), mantendo a peça do remate original.
Número IPA Antigo: PT011301270005
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo tabuleiro

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composto por soco quadrangular de três degraus, com fuste cilíndrico com base quadangular chanfrada. Remate em tabuleiro com cinco pináculos, um ao centro mais alto.

Acessos

Real, EN 211 - 1 (Amarante - Marco de Canavezes); lugar de Vila Meã; Largo Carlos Freitas. WGS84 (graus decimais) lat.: 41.251595; long.: -8.186349

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG, 1ª série, n.º 231, de 11 outubro 1933

Enquadramento

Urbano. Localiza-se num pequeno largo sobranceiro à EN, rodeado por casas sendo uma delas a antiga Casa da Câmara do Concelho de Santa Cruz de Riba-Tâmega.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Art. 3º, Dec. 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 16 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1513, 01 Setembro - concessão de foral por D. Manuel I, contemplando várias povoações, sendo a sede do concelho em Vila Meã; 1573 - provável construção do pelourinho primitivo, conforme data no tabuleiro; 1706 - é senhor o Conde do Sabugal; a povoação tem juiz ordinário, eleito pelo povo, 2 vereadores e um procurador, confirmados pelo Conde, que tem ouvidor, 4 tabeliães do concelho e coutos, juiz dos órfãos e escrivão; o escrivão da Câmara e Almotaçaria, escrivão das sizas, merinho, que é carcereiro, distribuidor, inquiridor e contador são colocados pelo rei; 1758 - nas Memórias Paroquiais, é referido que a povoação é da Comarca de Penafiel, mas pertencia, anteriormente, à do Porto; tem vários juízes; 1855 - extinção do concelho; 1949 - os seus elementos encontravam-se dispersos, encarando-se a necessidade de os fazer recolher no Museu Municipal de Amarante; 1960 - foi mandado reconstruir no seu primitivo lugar pela Comissão Regional de Turismo da Região do Marão, tendo os fragmentos dispersos sido oferecidos à Câmara Municipal por D. Maria Rosa Teixeira e filhos da Casa da Quinta, freguesia de Real *1.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

ALVELLOS, Pedro, Os pelourinhos da região de Turismo da Serra do Marão, Vila Real, 1967; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1997; Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, Inventário, Lisboa, vol. II, Distrito do Porto, 1993, p. 14.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DREMN; DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 42, n.º 72, fl. 44)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - quando foi encontrado, do original apenas restavam a base, a coluna e parte do colunelo do meio que servia de pé a uma mesa.

Autor e Data

Isabel Sereno e Paulo Dordio 1994

Actualização

 
 
 
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