Via Antiga do Sintrão / Fraga do Ladrão / Estrada Romana / Via dos Almocreves

IPA.00004750
Portugal, Guarda, Trancoso, União das freguesias de Trancoso (São Pedro e Santa Maria) e Souto Maior
 
Via romana ou medieval de extensão considerável adaptada a terreno declivoso, que constituía um dos acessos privilegiados à Vila de Trancoso. Pavimentação composta por blocos graníticos irregulares dispostos em fiadas paralelas, alinhados lateralmente e assentes sobre camada de terra ou solo rochoso, descontínua e muito fragmentada.
Número IPA Antigo: PT020913170014
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Transportes  Via  Via romana  

Descrição

Com uma extensão significativa, apresenta troços descontínuos de calçada, seguindo um percurso declivoso mas com inflexões relativamente suaves. A pavimentação é composta por lajes assentes em camada de terra, pouco espessa nos locais mais rochosos, registando-se o aproveitamento pontual do afloramento granítico. Os blocos de pedra que constituem a calçada mostram configuração irregular, mas dispõem-se ordenamente em quatro fiadas paralelas, sendo o alinhamento lateral mais organizado e muito nítido.

Acessos

EN 226; C 641 257 e C 649 262

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 67/97, DR, 1ª série-B, nº 301 de 31 dezembro 1997

Enquadramento

Paisagem natural e rural. O troço inicia-se na proximidade do cemitério do lugar do Sintrão, situado junto à Ribeira do Vale Azedo. O percurso avança até à Fraga do Ladrão, seguindo pela encosta na direcção da Vila de Trancoso, que fica a uma distância de cerca de 3 Km. Encontra-se rodeada por afloramentos rochosos e pinheiros bravos, estando parcialmente encoberta pela vegetação arbustiva.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Transportes: via romana

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Época romana / Época medieval (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Época romana - hipotética construção da via, segundo a tradição oral; fontes bibliográficas mencionam a passagem por Trancoso de várias vias secundárias provenientes da Guarda, Viseu, Mêda, Pinhel e Lamego, mas não identificam especificamente este troço (FERREIRA, 1990); Sintrão (de Suintilani) parece ser um antroponímico possessivo, constituindo um topónimo indiciador da presença de uma "villa"; época medieval - provável pavimentação da via, importante na rede de acessos às feiras e mercados da Vila; séc. 20, 1ª metade - até à abertura de outro caminho nas proximidades, e à melhoria da ligação com a EN 226, a via permaneceu em utilização.

Dados Técnicos

Estrutura autónoma

Materiais

Granito

Bibliografia

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Lisboa, s.d., vol. 32, pp. 461-481; ALMEIDA, João, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1945; FIGUEIREDO, Moreira de, Subsídios para o Estudo da Viação Romana das Beiras, Beira Alta, Viseu, XI, 1952; FERREIRA, Maria do Céu Crespo, Via do Sintrão, ( relatório policopiado ), Trancoso, 1990.

Documentação Gráfica

CM de Trancoso

Documentação Fotográfica

CM de Trancoso

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSARH; CM de Trancoso

Intervenção Realizada

CM de Trancoso: 1990 - limpeza do pavimento e investigação do traçado, dirigida pela arqueóloga Maria do Céu Crespo Ferreira.

Observações

*1 - A limpeza da vegetação deverá ser feita anualmente.

Autor e Data

Margarida Tavares 1999

Actualização

 
 
 
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