Capela de São Jacinto

IPA.00004716
Portugal, Leiria, Caldas da Rainha, União das freguesias de Caldas da Rainha - Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório
 
Capela barroca, de planta retangular com sacristia adossada de planta quadrada; nave única com paredes revestidas de azulejos azuis e brancos, decorativos e historiados; tecto de madeira de três planos; capela-mor com cobertura em abóbada e paredes revestidas a azulejos.
Número IPA Antigo: PT031006050013
 
Registo visualizado 469 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, com sacristia de planta quadrada adossada a O.; volumes dispostos na horizontal; cobertura homogénea em telhados de 2 águas, prolongando-se em aba corrida sobre a sacristia. Fachada principal voltada a S., com embasamento escalonado, pano único delimitado por cunhais de cantaria, terminando em empena angular rematado por cruz em pedra; portal recto; frontão aberto por grande óculo. Fachada E. rematada por cornija saliente, fenestrada por janela recta e janela com arco alteado. Fachada N. cega, em empena triangular; adossamento do corpo reentrante da sacristia, mais baixo, aberto com janela recta; corpo da sacristia de acesso a S. por porta de moldura recta, sobrepujada por cruz trevada de azulejos com a data 1745. INTERIOR: nave única pavimentada a tijoleira disposta em espinha, cobertura em tecto de madeira de três planos. O arco triunfal de volta perfeita abre para a capela-mor, coberta por uma abóbada de berço. As paredes interiores do templo encontram-se totalmente revestidas de azulejos azuis e brancos com episódios da vida do padroeiro enquadrados em paineis que incluem formas arquitectónicas, florões e cartelas. Na capela-mor o revestimento de azulejos apresenta-se à maneira de retábulo, com um dossel de panejamentos com largas pregas laterais, segurados por anjos.

Acessos

Em Casais de São Jacinto, na Rua da Capela

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público / ZEP, Portaria n.º 1160/2009, DR n.º 212 de 02 novembro 2009

Enquadramento

Urbano, isolado, implantado em cota superior à da via pública, cujo desnível é vencido por dois degraus, delimitado por adro murado, situa-se junto à estrada principal, com casario nas imediações.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Religiosa: capela

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Lisboa)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

AZULEJARIA: Oficina de Bartolomeu Antunes (atr., 1745).

Cronologia

Séc. 16 - construção da primitivia capela; 1707 - 1750 - D. João V manda reedificar o edifício; 1745 - data nos azulejos sobre a porta da sacristia, atribuíveis à oficina de Bartolomeu Antunes *1; 2003, 15 janeiro - Despacho de abertura do processo de classificação pelo vice-presidente do IPPAR; 2007, 22 outubro - Despacho de homologação da classificação como Imóvel de Interesse Público e fixação da Zona Especial de Proteção pelo Secretário de Estado da Cultura.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria e cantaria; pavimento em tijoleira; cobertura: madeira (interior) telha (exterior); reboco a cal; revestimento de azulejos.

Bibliografia

HORTA, As Artes nas Caldas da Rainha no Século XVIII, in Terra de Águas: Caldas da Rainha, História e cultura, Câmara Municipal das Caldas da Rainha, 1993; SEQUEIRA, Gustavo de Matos, Inventário Artístico de Portugal, vol. V., Lisboa, 1955; Tesouros Artísticos de Portugal, Selecções do Reader's Digest, Lisboa, 1976.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DRML

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID; CMCaldas da Rainha

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DRML

Intervenção Realizada

CMCaldas da Rainha: 2001 - recuperação das coberturas com introdução de sub-telha, rebocos exteriores e gradeamento de vãos; CMCaldas da Rainha / DGEMN: 2002 - recuperação interior de paredes, pavimentos, tectos, caixilharias, electricidade, axulejaria, teia e púlpito; restauro do altar-mor e do mobiliário; arranjos exteriores e iluminação.

Observações

*1 - Os revestimentos azulejares, cuja utilização nas Caldas da Rainha remonta aos primórdios da vila no século 16, conheceram o seu auge no século 18; a ermida de São Sebastião coetânea com a origem da vila, foi interiormente revestida com azulejos de 1743-1745, atribuídos por José Meco a Bartolomeu Antunes; possivelmente do mesmo pintor do segundo quartel do século 18 são os azulejos da Capela de São Jacinto.

Autor e Data

Lurdes Perdigão 1996

Actualização

 
 
 
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