Capela de São Pedro da Ribeira

IPA.00004394
Portugal, Évora, Montemor-o-Novo, União das freguesias de Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo e Silveiras
 
Ermida de hipotética fundação trecentista, reconstruída no período manuelino, em cuja tipologia se insere a abóbada da capela-mor com fechos lavrados, e posteriormente reformulada no Séc. 16 - 17 de que resultou o aspeto atual, típico da arquitectura chã. No interior pinturas murais quinhentistas e seiscentistas, destacando-se a composição tardo-gótica da parede fundeira da capela-mor, figurando São Pedro entronizado, a qual inclui a representação de um elefante, de evidente matriz erudita, mas de fatura ingénua e popular. Na nave a cobertura em abóbada de berço é decorada, junto ao arco cruzeiro, com pinturas murais barrocas de temática cristológica; por sua vez o arco triunfal apresenta pinturas murais de grutesco enquadrando um Padre Eterno e uma Anunciação, datáveis dos inícios do séc. 17, bem como os murais das paredes laterais da capela-mor figurando cenas da vida do padroeiro, muito provavelmente executadas pela mesma oficina.
Número IPA Antigo: PT040706040020
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Planta longitudinal, orientada, constituída pela articulação horizontal de galilé, de planta rectangular, nave, de planta rectangular, e ábside de planta sensivelmente quadrada. Cobertura diferenciada em telhado de duas águas para a nave e ábside e em terraço para a galilé. A fachada da frontaria O. é constituída pela articulação vertical de dois registos; no primeiro a fachada da galilé, de frontão triangular, onde se rasga o pórtico ladeado de janelões, todos de verga de volta perfeita; esta projecta-se sobre o paramento fronteiro da nave, também de frontão triangular rematado pelo beirado, sobre o qual se ergue o campanário. As fachadas laterais, N. e S., são constituídas pela articulação horizontal dos três corpos, galilé, nave e ábside, de paramentos cegos. Na fachada N. rasga-se a porta lateral de vão esquadriado em alvenaria. Interior: nave de quatro tramos com cobertura de abóbada de canhão suportada em três arcos formeiros de volta perfeita em alvenaria; ábside coberta de dois tramos de abóbada polinervada de cruzaria. Os paramentos interiores da nave e ábside são revestidos de pinturas murais figurando ornamentos vegetalistas na ábside e cenas da vida do padroeiro na nave, restando nesta a pintura do último tramo. Na testeira, o santo padroeiro envolvido por composição campestre, em que figura um elefante.

Acessos

Rua Pelágio Peres, à entrada da vila, à mão direita, no sopé da escarpa do Castelo, da banda S., junto da Ponte Alcácer (v. PT040706040062)

Protecção

Categoria: MIP - Monumento de Interesse Público, Portaria n.º 616/2014, DR, 2.ª série, n.º 142 de 25 julho 2014

Enquadramento

Periurbano, destacado, isolado, em planície, no sopé da escarpa do castelo, na vertente S.; a poucos metros, da margem S. do Rio Almansor; na outra margem o Telheiro da Encosta do Castelo (PT040706040170) e a S. a Ponte de Alcácer (v. PT040706040062).

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: capela

Utilização Actual

Devoluto

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Évora)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 13 - fundação da primitiva ermida, de que não restam vestígios aparentes (ESPANCA, 1975); 1511 - fundação do templo manuelino, destinado a nova sede da Irmandade dos Fiéis de Deus, de que resta a estrutura da ábside de cobertura em abóbada polinervada (ESPANCA, 1975); Séc. 16, finais - Séc. 17, inícios - remodelação de que resultou o aspecto actual e campanha decorativa de pintura mural no interior; Séc. 17, inícios - campanha decorativa de pintura mural no interior; Séc. 18 - construção da galilé; 1975 - início do procedimento de classificação pela Direção-Geral dos Assuntos Culturais; 1999, 16 Setembro - visita de técnicos da DGEMN e elaboração da Carta de Risco do imóvel; 2002, 14 agosto - Proposta de classificação pela CM de Montemor-o-Novo; 2002, 13 setembro - Proposta de abertura do processo de classificação pelo IPPAR/DRÉvora; 2002, 01 outubro - Despacho de abertura do processo de classificação pelo Vice-Presidente do IPPAR; 2003, 07 maio - Parecer do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP - Imóvel de interesse Público; 2003, 23 maio - Despacho de classificação como IIP - Imóvel de Interesse Público pelo Ministro da Cultura; 2005, 07 março - incluído como Valor Edificado a Preservar na Planta de Condicionantes do Plano Urbanização Montemor-o-Novo, Resolução do Conselho de Ministros n.º 54/2005, DR, n.º 46; 2011, 14 novembro - Proposta de ZEP pela DRCAlentejo; 2013, 29 outubro - Anúncio n.º 335/2013 publicado no DR, 2.ª série, n.º 209, de Projeto de Decisão relativo à fixação de ZEP.

Dados Técnicos

Estrutura autoportante, com cobertura em abóbada, com contrafortes.

Materiais

Alvenaria, cantaria de granito

Bibliografia

ESPANCA, Túlio, Ermida de São Pedro de Montemor-o-Novo, A Cidade de Évora, nº 48 / 50; ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Évora, Vol.8, Lisboa, 1975; KUBLER, George, A Arquitectura Portuguesa Chã. Entre as Especiarias e os Diamantes 1521-1706, Lisboa, 1988.

Documentação Gráfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Fotográfica

IHRU: SIPA, DGEMN/DSID, Carta de Risco

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID, Carta de Risco

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Castro Nunes 1995

Actualização

Lobo de Carvalho e Teresa Ferreira 1999
 
 
 
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