Povoado castrejo de Álvora

IPA.00003597
Portugal, Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, União das freguesias de Alvora e Loureda
 
Aglomerado proto-urbano. Povoado da Idade do Ferro com ocupação anterior da Idade do Bronze final e com posterior ocupação romana. Povoado fortificado / castro. É um dos mais modestos castros do concelho de Arcos, mas teve alguma importância no contexto territorial (AGUIAR, 1979).
Número IPA Antigo: PT011601030023
 
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Registo

 
Conjunto urbano  Aglomerado urbano  Povoado  Povoado da Época do Bronze  Povoado fortificado  

Descrição

Povoado com diversos sistemas defensivos descritos por Félix Alves Pereira como consistindo em muralha, 2 escarpas e 1 banqueta circundando-o em quase toda a sua circunferência, excepto a noroeste, onde se fazia ligação com os terrenos limítrofes. Aí começa a elevar-se a banqueta de terra com 1 declive moderado até sobressair nitidamente sobre o relevo da primeira escarpa. No cume parecem reconhecer-se vestígios de construções que, na sua maioria, deveriam ser circulares. Nos rochedos que se julga terem pertencido ao sistema defensivo encontram-se fossetas em 3 grupos distintos: 1) 6 de pequenas dimensões e pouco profundas, num grande rochedo, a S. do castro e voltadas a S.; 2) 2 cavidades interligadas por curto rêgo, num penedo a E. estando voltadas a N.; 3) 1 cavidade grande, situada e virando-se a N. Num outro penedo encontrou-se gravado cruz latina, com os 2 braços desiguais e tendo covinhas nas suas extremidades.

Acessos

Álvora. WGS84 (graus decimais): lat.: 41,937884; long.: -8,441689 (à freguesia)

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 29/90, DR, 1.ª série, n.º 163 de 17 julho 1990

Enquadramento

Monte, isolado. Implanta-se sobre maciço granítico de um morro de 269 m. de altitude sobranceiro ao fértil vale de vez.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Não aplicável

Utilização Actual

Não aplicável

Propriedade

Afectação

Época Construção

Idade do Bronze / Idade do Ferro

Arquitecto / Construtor / Autor

Não aplicável

Cronologia

Idade do Bronze, final - ocupação inicial; séc. 04 - foi ocupado; séc. 19, final - era conhecida e referido pelo Dr. Félix Alves Pereira, Arqueólogo arcuense, tendo já então sofrido várias violações; 1978, cerca - Carlos de Aguiar Gomes foi alertado de que as populações locais estavam a revolver o castro, actividade suspensa pela GNR, a pedido da Câmara Municipal, não se conseguindo no entanto evitar a fuga dos materiais de maior interesse e a destruição de outro.

Dados Técnicos

Estrutura de cantaria aparelhada

Materiais

Granito

Bibliografia

GOMES, Carlos de Aguiar, O Castro de Alvora (subsídios para o seu estudo) in Cadernos Vianenses, tomo 3, Viana do Castelo, 1979, pp. 161 - 175; ALVES, Lourenço , Aspectos da Cultura Castreja no Alto Minho, Sep. Rev. Caminiana, nº 3, Dez. 1980, Caminha, 1980; GOMES, Carlos de Aguiar , O castro de Álvora-II (subsídio para o seu estudo) in Terra de Val de Vez, vol. 1, Arcos de Valdevez, 1980, pp. 84 - 102; idem, O Castro de Álvora-III (subsídio para o seu estudo) in Terra de Val de Vez, vol. 2, Arcos de Valdevez, 1981, pp. 47 - 51; BAPTISTA, António Martinho , Adenda à Notícia explicativa da Carta Geológica de Potugal, folha 1 - D (Arcos de Valdevez - Arqueologia in Terra de Val de Vez, nº 9, Arcos de Valdevez, 1986, pp. 97 - 116; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72735 [consultado em 11 janeiro 2017].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

IHRU: DGEMN/DSID

Intervenção Realizada

Observações

Localizado no litoral, à beira-rio, e com condições defensivas privilegiadas, quer do ponto de vista defensivo, devido aos acessos difíceis, quer pela facilidade de contacto com os outros castros vizinhos e que deste se divisavam, como de Eiras, o de Aboim, o de Loureda, etc. Apesar de bastante destruído e de inexistência de escavações sistemáticas, já foi detectado uma ocupação anterior à Idade do Ferro, provavelmente do Bronze Final, e parece ter tido o seu término com a romanização, por volta do séc. 4. O espólio recolhido não difere substancialmente do de outros castros e pode classificar-se em material lítico, objectos de cerâmica e de metal. Se não fossem os desastrosos curiosos e caçadores de tesouros, o espólio cerâmico, muito abundante, estaria bem conservado, pois as superfícies de fractura são recentes.A cerâmica sendo o produto da actividade humana mais frequente nos castros, é aqui muito variada, não só no que diz respeito à sua parte (muito fina, fina, grosseira e muito grosseira), mas também quanto à coloração (branca acinzentada, cinzenta, preta e vermelha). Ainda que a maioria não seja decorada, alguns são-o-os com motivos frequentes em estações congéneres. Deste últimos destacamos fragmento com grafito inciso e o que tem 2 figuras em relevo. O espólio numismático é também numeroso: 54 moedas romanas identificadas, 1 de D. João V (1734), 43 romanas parcialmente danificadas, mas não permitindo identificação segura e 41 totalmente danificadas. As telhas romanas tão comuns noutros castros não são aqui muito abundantes à superfície, o que se poderá explicar pelo pequeno tamanho do povoado que, consequentemente, deveria ter poucas casas. Quanto à cruz gravada num penedo, tal como no castro da Curalha, parece haver relação entre os pontos cardeais e a sua orientação.

Autor e Data

Paula Noé 1992

Actualização

 
 
 
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