Câmara Municipal de Vilar Seco de Lomba / Junta de Freguesia de Vilar Seco de Lomba

IPA.00035618
Portugal, Bragança, Vinhais, Vilar Seco de Lomba
 
Paços do concelho construídos provavelmente no séc. 16, com grande singeleza de linhas, e posteriormente muito adulterados. Apresenta planta retangular regular e fachadas evoluindo em dois pisos, rasgados por vãos retilíneos em ritmo irregular, conservando ao centro o típico acesso ao segundo piso através de escadas exteriores formando balcão alpendrado.
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Político e administrativo regional e local  Câmara municipal  Casa da câmara  

Descrição

Acessos

Vilar Seco de Lomba, Rua das Eiras; Rua do Pereiro. WGS84 (graus decimais): lat.: 41,879756; long.: -7,172996

Protecção

Incluído na Zona de Proteção do Pelourinho de Vilar Seco (v. IPA.00002114) / Incluído na Zona de Proteção Especial das Serras de Montesinho e Nogueira da Rede Natura 2000

Enquadramento

Urbano, adossado por sul a casa de habitação de dois pisos, confrontando de norte e poente com arruamentos e de nascente com logradouro e terrenos de cultivo. Em frente, ergue-se o Pelourinho de Vilar Seco (v. IPA.00002114), e nas proximidades, a sul a Igreja Paroquial ou de São Julião (v. IPA.00019674), a norte, a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte (v. IPA.00019676) e a poente a antiga Escola Primária (v. IPA.00035613).

Descrição Complementar

Na fachada principal existe lápide, em mármore, com a seguinte inscrição: "JUNTA DE FREGUESIA / DE VILAR SÊCO / DE LOMBA/ (ANTIGOS PAÇOS MUNICIPAIS)".

Utilização Inicial

Política e administrativa: câmara municipal

Utilização Actual

Política e administrativa: junta de freguesia

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1311, 01 fevereiro - Vilar Seco Lomba recebe de D. Dinis, em Lisboa, a sua primeira carta de foral onde manda ao povo do "concelho de Vinhaaes que os enparem [aos de Vilar Seco de Lomba]. E os defendam e nom sofram a nenhuum que lhes faça mall nem força"; 1324, 22 agosto - D. Dinis confirma em Lisboa o foral de Vilar Seco de Lomba e a separação definitiva do concelho de Vinhais, determinando ainda ao povo de Lomba que "(...) elles fariam a sa custa huma cerca de muro de cem braças (...) que elles façam villa no lugar que chamam San Johanne ao qual logar eu ponho que aja nome San Johanne de Lonba"; 1512, 04 maio - D. Manuel I concede em Lisboa foral novo a Lomba; 1706 - segundo a Corografia Portugueza, a vila é do senhorio dos Condes de Atouguia e pertence ao bispado e comarca de Miranda; no seu termo, com "quatro léguas de comprimento e duas de largo" tem as freguesias de São Pedro de Quirás, Nossa Senhora do Rosário de Vilarinho, Santa Marinha de Pinheiro Novo, Nossa Senhora da Assunção da Gestosa, São Romão de Edral, Frades e São Jomil; 1758 - segundo as Memórias Paroquiais, a vila tem como donatário o Conde de Atouguia e mantem a pertença ao bispado e comarca de Miranda do Douro; tem 35 moradores ou fogos e 140 pessoas, "juiz ordinário e camera, sem sogeiçam a outras justiças ou governo"; do concelho, para além da vila, fazem parte dezasseis povoações (Passos, Quirás, Edroso, Vilarinho, Cisterna, Pinheiro Novo, Sernande, Gestosa, Frades, Brito, Edral, Ferreiros, Sandim, Segirei, São Jomil e Vilar) e duas quintas (Tresmonte e Amanso);1801 - o concelho de Vilar Seco de Lomba é constituído pelas freguesias de Edral, Frades, Pinheiro Novo, Quirás, São Jomil, Vilar Seco de Lomba, Gestosa, Segirei e Vilarinho, com um total de 2348 habitantes; 1836, 06 novembro - publicação do decreto com a nova organização administrativa pela qual o concelho de Lomba é extinto e as suas freguesias, com exceção de Segirei (que foi integrada no concelho de Lebução), são integradas no novo concelho de Santalha; segundo o mesmo decreto, o concelho de Vilar Seco de Lomba tem à data 535 fogos; 1853, 31 de dezembro - em nova reforma administrativa o concelho de Santalha é extinto e as suas freguesias integradas no concelho de Vinhais.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura rebocada e pintada; placa de betão; cunhal em cantaria de granito; portas, guarda da escada e estrutura do alpendre em madeira; lápides de mármore, cantaria de granito e em bronze; algerozes metálicos; cobertura de telha.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique - As Freguesias do Distrito de Bragança nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património. Braga: 2007; COSTA, António Carvalho da - Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso Reyno de Portugal, com as noticias das fundações das cidades, villas, & lugares, que contem (...). Lisboa: officina de Valentim da Costa Deslandes, 1706, tomo I; FRANKLIN, Francisco Nunes - Memória para servir de índice dos forais das terras do reino de Portugal e seus domínios. Lisboa: Academia Real das Ciências de Lisboa, 1816; SOUSA, Fernando e ROCHA, Ricardo - O Distrito de Bragança (1835-2011) em (http://www.cepese.pt/portal/pt/investigacao/working-papers/relacoes-externas-de-portugal/o-distrito-de-braganca-1835-2011/distrito-de-braganassa-pdf), [consultado em janeiro 2016]; Vinhais (http://www.vinhais.com.pt/web/index.php?option=com_content&view=article&id=290&Itemid=830), [consultado em janeiro 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

EM ESTUDO.

Autor e Data

João Almeida (Contribuinte externo) 2016

Actualização

 
 
 
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