Ermida de Nossa Senhora da Ajuda

IPA.00033825
Portugal, Ilha da Graciosa (Açores), Santa Cruz da Graciosa, Santa Cruz da Graciosa
 
Ermida construída no séc. 16, integrada na denominada arquitetura fortificada e considerada como um dos melhores exemplares do tipo nos Açores, objeto de grande romaria. Apresenta planta composta por nave retangular, interiormente com teto de madeira, e capela-mor quadrangular com abóbada estrelada, tendo adossado à fachada lateral direita sacristia setecentista. Tem as fachadas em esbarro, com os vãos adaptados à pendente, denotando reforma posterior, e com possantes contrafortes, os dos extremos dispostos de ângulo, tendo sobre um deles pequena torre sineira de construção posterior. A fachada principal termina em empena e é rasgada por porta de verga reta e janela, encimada por cruz relevada, e as laterais e a posterior terminam em platibanda plena, abrindo-se na lateral esquerda porta travessa de verga reta e fresta na capela-mor. No interior, a nave possui púlpito de madeira, no lado da Epístola, e arco triunfal, de volta perfeita, envolvido por azulejos figurativos setecentistas. A capela-mor possui as paredes revestidas a painéis de azulejos setecentistas, com cenas da vida da Virgem, e retábulo-mor revivalista, de feitura novecentista, com corpo reto e três eixos. A porta de ligação à sacristia tem inscrita a data da sua feitura (1751). Tem casa dos romeiros construída separadamente, de planta retangular e um piso, tendo a fachada principal rasgada por portas de janelas em ritmo alternado. A pequena cisterna quinhentista, junto à ermida, foi integrada no início do séc. 20, numa segunda casa dos romeiros, construída adossada à ermida e, posteriormente, edificou-se uma maior no adro.
Número IPA Antigo: PT071903030014
 
Registo visualizado 192 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Capela / Ermida  

Descrição

Planta retangular composta por nave retangular e capela-mor quadrangular, mais estreita, tendo adossados à fachada lateral direita sacristia e casa dos romeiros retangular. Volumes escalonados, com coberturas em telhados de duas águas na nave, de uma na casa dos romeiros, em terraço com placa na sacristia e em cúpula facetada na capela-mor. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, a capela com paredes formando esbarro e com seis contrafortes bastante salientes, os frontais e posteriores dispostos de ângulo, com silhares de cantaria aparentes alternados. Fachada principal virada a poente, terminada em empena, coroada por pináculos laterais e, ao centro, por cruz latina biselada, sobre acrotério. É rasgada por portal de verga reta e janela retangular, com caixilharia de guilhotina, ambos com molduras acompanhando o esbarro da fachada; sobre a janela surge ainda, em cantaria relevada, cruz latina sobre globo. Sobre o contraforte esquerdo, rematado em cornija, desenvolve-se torre sineira, com faces de cunhais apilastrados, coroados por pináculos, e em três faces rasgadas por arco de volta perfeita sobre pilastras, a frontal albergando sino; a torre remata em cornija e tem cobertura em coruchéu piramidal octogonal. Sobre o contraforte direito tem uma pequena abertura com um reservatório interno e uma pequena vigia integrada na casa dos romeiros. Fachadas laterais e posterior terminada em platibanda plena, de remate boleado, na lateral esquerda e posterior sobreposta por pináculos piramidais sobre plintos e com gárgulas cerâmicas tipo tubo avançados da parede para escoamento das águas do telhado. Na lateral esquerda, a nave é rasgada por porta travessa de verga reta e com moldura a acompanhar igualmente o esbarro da estrutura e, a capela-mor, por fresta larga. A casa dos romeiros possui dois pisos e é rasgada por vãos retilíneos, moldurados, correspondendo, no piso térreo, a porta e janela de peitoril entre dois janelos quadrangulares e, no segundo piso, a duas janelas de peitoril, com caixilharia de guilhotina. No segundo piso existe comunicação com a placa do terraço da sacristia, a qual possui acesso independente, por porta de verga reta com moldura simples. A fachada posterior da capela-mor termina em empena reta, com cornija, sobreposta pela platibanda plena e, na sacristia abre-se janela de peitoril. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco e pavimento em soalho de madeira. A nave tem, junto ao portal axial, do lado da Epístola, pia de água benta circular e, junto à porta travessa, uma outra, com motivos decorativos relevados. No lado da Epístola dispõe-se púlpito de madeira envernizada, com guarda plena, acedido por escada do mesmo material, com guarda em falsos balaústres planos. Arco triunfal, de volta perfeita, assente em pilastras, com a parede envolvente revestida a azulejos, azuis e brancos, de composição figurativa, representando a Assunção da Virgem e símbolos Marianos. Cobertura de madeira em masseira, pintada de branco. Capela-mor com as paredes revestidas a azulejos, azuis e brancos, de composição figurativa, envolvendo a janela, do lado do Evangelho, e a porta de acesso à sacristia, do lado da Epístola, esta em arco quebrado biselado de moldura inscrita; a cobertura é em abóbada estrelada, com bocetes decorados. À parede testeira encosta-se retábulo-mor em talha, pintada de branco e dourado, de corpo reto e três eixos, definidos por colunas de fuste liso, possuindo ao centro tribuna em arco de volta perfeita, interiormente com imagem sobre mísula, possuindo duas outras dispostas lateralmente. Nos eixos laterais existem apainelados, inferior e superiormente com elementos vegetalistas. A estrutura remata em espaldar recortado, marcado por friso, ornado de açafates e elementos volutados. Sacristia com pavimento sobrelevado relativamente à capela, contendo lavabo com bica carranca e espaldar rematado em cornija angular coroada por cruz. A casa dos romeiros adossada integra no piso térreo, na área da cozinha, a antiga cisterna, cilíndrica, de pedra e cal. Junto à porta exterior desta casa situa-se a cisterna maior e mais recente, construída em cimento. CASA DOS ROMEIROS de planta retangular e coberturas em telhados de duas águas. As fachadas, de um piso, são rebocadas e pintadas de branco, terminadas em platibanda plena, escondendo o arranque do telhado, a principal sobreposta por pináculos e com os cunhais em cantaria. Esta fachada, percorrida por bailéu capeado a cantaria, é rasgada por quatro portas e cinco janelas de peitoril, dispostas em ritmo alternado, e com molduras simples. A fachada lateral esquerda é rasgada por janela de peitoril com portadas de madeira, e a oposta é cega. A fachada posterior, com corpo adossado ao centro, possui fenestração mais irregular, formanda por janelas de peitoril, algumas sem moldura.

Acessos

Santa Cruz da Graciosa; Monte de Nossa Senhora da Ajuda; sair da vila pela Rua de Nossa Senhora da Ajuda e subir 1 km, ficando a ermida no final da estrada asfaltada

Protecção

Incluído na zona "non aedificandi" da Vila de Santa Cruz da Graciosa (v. PT071903030010)

Enquadramento

Rural, isolado, no cimo do Monte de Nossa Senhora da Ajuda, inicialmente denominado "Monte das Violas", de acordo com o jornal "A Ilha Graciosa", de 1904, constituindo um pequeno cone vulcânico com 129 m de altitude máxima e de forma troncocónica quase perfeita, encimado por cratera. Ergue-se na zona nordeste do monte, inserido em adro vedado por muro, acedido por uma escadaria frontal, formando miradouro sobre o oceano e a vila. No pavimento do adro, em frente do portal axial, há uma inscrição com a data "1915" feita com seixos e, ao longo da fachada lateral esquerda e posterior, corre bailéu, de alvenaria rebocada e pintada e capeado a cantaria. À direita da capela, erguem-se as casas de peregrinos, e sobre o muro do adro, em frente destas casas e da capela, existem cruzes em pedra, possivelmente pertencentes à antiga Via Sacra que existia da vila até ao monte, entretanto desaparecida. No limite posterior do adro existe vigia da baleia, encimada por marco geodésico. Existe ainda junto à ermida o antigo caminho empedrado e murado que fazia a ligação entre a vila de Santa Cruz e o topo do monte. À volta da cratera vulcânica erguem-se ainda as capelas de São João (v. IPA.00035696), do séc. 16, e a de São Salvador (v. IPA.00035695), do séc. 18 e, ao centro da mesma, uma praça de touros.

Descrição Complementar

Na parede do lado do Evangelho, antes do púlpito, existe lápide (1,08 x 0,68) com a inscrição: "DEUM COLENTI STAT SUA MERCES / AOS DESVELADOS PROTECTORES DO CULTO E CONSERVAÇÃO / D'ESTA ERMIDA NA SA D AJUDA / EXMOS COMENDADOR MANOEL SIMAS / E CONSORTE D. IZABEL MARIA DA SILVEIRA SIMAS / A JUNTA DE PAROCHIA DE SANTA CRUZ DA ILHA GRACIOSA / MANDOU ERIGIR ESTA LAPIDE COMO SINGELO TESTEMUNHO E PREITO DE GRADIDÃO / PELOS VALIOSOS DONATIVOS POR SUAS EXAS FEITOS ENTRE OUTROS / MANDANDO RESTAURAR A VENERADA IMAGEM DA VIRGEM / REPARAR A ERMIDA E RECONSTRUIR O ADRO E O CAMINHO / QUE NO CRUZEIRO A ELLA CONDUZ PERDURAVEL EXEMPLO / DE PIEDADE E DE VERDADEIRO AMOR DA PATRIA DIGNO DE SER SEGUIDO / GRACIOSA 22 DE DEZEMBRO DE 1898". Na parede do lado da Epístola existe lápide, em mármore (0,83 x 0,56), com a inscrição: "MEMORIA DA VISITA PASTORAL QUE O / EXMO E REVMO SR. D. FRANCISCO MARIA DE SOUZA DO PRADO DE LACERDA, / VENERANDO E ILLUSTRADO BISPO D'ESTA DIOCESE, FEZ / NO DIA 2 DE OUTUBRO DE 1890 A ESTE SANCTUARIO E CAPELLAS ANNEXAS; / DESCANÇANDO NA CASA DOS ROMEIROS, ONDE LHE FOI SERVIDA UMA LIGEIRA REFEIÇÃO; / PASSANDO O RESTO DO DIA EM AGRADÁVEL SOCIEDADE / D'ALGUNS SACERDOTES E CAVALHEIROS DE SANTA CRUZ; / GOSANDO O VARIADO PANORAMA QUE D'ESTE PITTORESCO MONTE DE DISFRUCTA, / E QUE SUA EXA VERDADEIRO AMADOR, TANTO APRECIOU. / PARA PERPETUAR TÃO FAUSTO ACONTECIMENTO / O COMMENDADOR MANUEL SIMAS / E O VIGARIO DE SANTA CRUZ THEOTONIO MARTINS PAMPLONA / MANDARAM COLLOCAR ESTA LAPIDE COMMEMORATIVA". Nos azulejos que revestem a parede do arco triunfal figuram anjos com emblemas marianos (sol e lua) e, sobre o arco, a Assunção da Virgem e a inscrição "HE ACENSÃO DA SRA / QE CELEBRA EM 15 DE AGOSTO". Os azulejos da capela-mor representam a Fuga para o Egito, no lado do Evangelho, e o Nascimento de Jesus, inserindo ao longe o Anúncio aos Pastores, do lado da Epístola; na porta para a sacristia os azulejos incrustados têm a inscrição: "M.M.S." (ombreira esquerda), "A 1751" (na zona do fecho) e "DRPN" (na ombreira direita). As iniciais correspondem às palavras do responso da Ave Maria: S(anta) M(aria) M(ãe de) D(eus) R(ogai) P(or) N(ós); o cronograma: A(no de) 1751. Um dos brasões dos bocetes é rodeado por uma inscrição ilegível.

Utilização Inicial

Religiosa: ermida

Utilização Actual

Religiosa: ermida

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Angra)

Afectação

Sem afetação

Época Construção

Séc. 16 / 18 / 20

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 16 - Época provável da construção da ermida, dedicada a Nossa Senhora da Ajuda; 1557 - Gonçalo Coelho deixa em testamento à Confraria de Nossa Senhora da Ajuda um alqueire de trigo no verão; séc. 16, finais - Gaspar Frutuoso em "Saudades da Terra" refere que a ermida tem muita romagem e ali se fazem muitos milagres; tem uma grande cisterna, de que bebem os mareantes no verão, por não terem outra água, e uma casa para os romeiros que ali vão (FRUTUOSO, p. 329); esta cisterna encontra-se atualmente integrada na casa dos romeiros mandada construir pelo padre Manuel Albernaz; Frei Diogo das Chagas refere a ermida com sua casa de romeiros e cisterna, que o povo mandara fazer; 1707, 19 março - data da morte do Pe. Correia Picanço que deixa em testamento missas anuais na ermida; séc. 18 - Frei Agostinho de Santa Maria, no "Santuário Mariano", diz que a ermida é casa de grande devoção e de muito concurso de romagens, tendo casa de romeiros, onde os mesmos se recolherem e descansam; a imagem obra muitos milagres e maravilhas, estando colocada no altar-mor e sendo festejada com muita perfeição no seu dia com festa; 1738 - na Relação diz-se que a capela é de abóbada, com retábulo dourado, tendo no nicho envidraçado a imagem do orago, com o arco triunfal fechado por grades, tendo sacristia e junto uma cisterna, onde por devoção se bebia água, e a casa de romeiros, de homens e mulheres, e com cozinha *1; 1751- data na moldura da porta de ligação entre a capela e a sacristia; data de dois painéis de azulejos, no interior; 1828, 22 dezembro - a Junta da Paróquia de Santa Cruz manda colocar lápide na capela como sinal de gratidão pelos donativos concedidos por Manuel Simas e esposa D. Isabel Maria da Silveira Simas, que mandaram restaurar a capela, reconstruir o adro e o caminho que do cruzeiro a ela conduzem; 1890, 02 outubro - data da visitação à capela pelo bispo da diocese, D. Francisco Maria de Sousa do Prado de Lacerda na sequência da qual o comendador Manuel Simas e o vigário de Santa Cruz, Teodoro Martins Pamplona, mandam colocar lápide alusiva; 1915 - arranjo do adro com feitura de uma faixa em pedras roladas no alinhamento do portal da capela; 1928 - 1948 - o Pe. Manuel Albernaz da Silva Bettencourt, natural da Calheta do Nesquim e muito apreciador do monte da Ajuda, manda construir uma pequena casa de romeiros, de dois pisos, adossada à ermida e à sacristia, onde costumava ir passar alguns dias, daí ser conhecida por "casa do padre Albernaz"; foi feita com o resultado de uma subscrição promovida no Brasil por graciosenses ali residentes; 1939 - 1945 - durante a 2.ª Guerra Mundial, as casas de romeiros são adaptadas a posto de transmissão de rádio, ali vivendo os funcionários que constroem uma cisterna de maiores dimensões, por detrás da denominada "casa grande"; 1996 - data do marco geodésico sobre a vigia da baleia do adro.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de pedra, rebocada e pintada de branco, silhares dos contrafortes, cornijas, molduras dos vãos, sineira, cruz, capeamento dos bancos, pináculos e outros elementos em cantaria basáltica aparente; pias de água benta, arcos, molduras dos vãos e abóbada da capela-mor em cantaria aparente; painéis de azulejos azuis e brancos; retábulo de talha pintada; pavimento em soalho de madeira; guarda do púlpito e escada de acesso em madeira envernizada; portas em madeira pintada; cobertura em telhado de telha e placa de betão.

Bibliografia

DANIEL, Luís, MARTINS, Manuel - Graciosa - Açores: Guia do Património Cultural. S.l.: Atlantic View, 2004; DORES, Victor Rui, ÁVILA, José Nascimento F. - A Graciosa Ilha. Santa Cruz da Graciosa: Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa, 2009; FRUTUOSO, Gaspar - As Saudades da Terra. Ponta Delgada: Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1978, Livro 6; PEREIRA, Pe. Vital Cordeiro Dias - Igrejas e Ermidas da Graciosa. Angra do Heroísmo: Direcção Regional dos Assuntos Culturais; Secretariado Regional de Educação e Cultura, 1986; SANTOS, J. M. dos Santos - Azulejaria Portuguesa nos Açores e na Madeira. Corpus da Azulejaria Portuguesa. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1963; (http://www.inventario.iacultura.pt), [consultado em 10 setembro 2012].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID, SIPA

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

PROPRIETÁRIO: Séc. 19, finais - restauro da imagem de Nossa Senhora pelos condes de Simas; 1950 - pintura descaracterizante da imagem de Nossa Senhora.

Observações

*1 - Na Relação descreve-se com algum pormenor o caminho de acesso à ermida e o próprio templo: "junto da vila está o monte de Nossa Senhora da Ajuda, redondo e só pela parte da vila tem uma estrada ou caminho com muralha de uma parte e outra, de largura em partes de dez e vinte e todos os muros caiados com lajeamento de cantaria por cima, que hão-de ter mais de quatrocentas braças de distancia, que dentro da vila sobem ao monte correndo os passos da Via Sacra, pelas cruzes que tem até chegar à igreja da Senhora da Ajuda que está no alto do monte". Tem imagem da Senhora, "com sua capela de boboda, com molduras de pedra, com retábulo dourado que está em um nicho com vidraça por fora, de muitos milagres, com três lâmpadas e o seu arco com grades de ferro em todo, com graves molduras e esses bem feitos, com sacristia, e adjunto uma boa cisterna que por devoção, todos bebem água por devoção que quotidianamente está todos os dias e horas gente no dito lugar, que na quaresma de noite e dia, não está sem gente, muitas vezes não tem número que e uma continua procissão; há missa todos os dias. Tem casa de romeiros de homens e mulheres e cozinha para os romeiros que, na maior parte do ano, estão de romaria no dito lugar, de dia e de noite". Nesta data já existiam as três ermidas no monte: a da Ajuda, a de São João e a do Salvador.

Autor e Data

Manuel Freitas (Contribuinte externo) 2012

Actualização

Paula Noé 2017
 
 
 
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