Igreja da Misericórdia de Vila do Porto / Igreja do Senhor dos Passos
| IPA.00033610 |
| Portugal, Ilha de Santa Maria (Açores), Vila do Porto, Vila do Porto |
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| Igreja de Misericórdia de fundação quinhentista, dedicada ao Espírito Santo, e edifício reconstruído em finais do séc. 18, com algumas reformas no início do séc. 19. Apresenta planta retangular de eixo interior longitudinal, composta por nave e capela-mor, mais estreita e baixa, interiormente com ampla iluminação unilateral e coberturas em masseira e falsa abóbada de berço, de estuque, respetivamente. A fachada principal, com os elementos estruturais e decorativos sublinhados a policromia, de sabor popular, possui cunhais apilastrados, soco de cantaria, remates em cornija, vãos de arco abatido com a moldura rematada em cornija, organizando-se a nave em três panos, o central aberto por portal encimado por elementos de cantaria a formar falso espaldar, entre janelas, que também surgem nos panos laterais e capela-mor. O portal e a janela do pano direito deverão ser sensivelmente posteriores à reconstrução da igreja. O pequeno corpo do hospital, disposto à direita, com dois pisos, possui um eixo de vãos de modinaturas semelhantes à nave, sendo o do segundo uma janela de sacada. Nele existe, ao nível térreo, arcos de sustentação do antigo coro-alto, desalinhado relativamente à nave, e à frente do qual se construiu, talvez no inicio do séc. 19, um outro avançado, sobre coluna central, com dois portais de acesso. O púlpito, do séc. 17 / 18, tem guarda em balaustrada, alternando balaústres de acantos com outros torsos, vazados e com cogulhos de acantos centrais, tendo a porta de acesso envolvida por pinturas murais oitocentistas. O arco triunfal, de volta perfeita sobre pilastras, é ladeado por dois retábulos colaterais, postos de ângulo, ao que parece, executados em 1804, mas com estrutura barroca. São em talha policroma, de corpo reto e um eixo, conservando no remate as típicas figuras zoomórficas açorianas, de sustentação dos lampadários. O retábulo-mor apresenta estrutura recente, mas reaproveitando elementos de antigo retábulo maneirista, e remate oitocentista, com pintura em trompe l'oeil, a imitar tribuna profunda. A tela central representa uma Visitação, tema usual nas Misericórdias, mas integrando uma figura de São Roque, com um cão e um burro, o que é uma figuração invulgar. As dependências do hospital, irregulares e em mau estado, albergavam quatro pequenas enfermarias. |
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| Número IPA Antigo: PT072107050015 |
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| Registo visualizado 66 vezes desde 27 Julho de 2011 |
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Edifício e estrutura Edifício Religioso Templo Igreja de Confraria / Irmandade Misericórdia
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Descrição
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| Planta retangular formada pela igreja e antigo hospital, que se desenvolve num corpo adossado à fachada lateral direita da mesma e se prolonga ao longo da fachada posterior. Volumes escalonados com coberturas diferenciadas em telhados de duas águas, rematadas em beirada simples. Igreja de planta retangular com eixo interior longitudinal, composta por nave e capela-mor, mais estreita e baixa, tendo adossado à fachada posterior sacristia. Fachada principal virada a oeste, percorrida por soco, com cunhais apilastrados, rematada em cornija, possuindo todos os elementos de cantaria sublinhados a policromia cinzenta. A nave apresenta três panos, separados por pilastras, o central mais largo e rasgado por portal de arco abatido, com moldura rematada em cornija contracurva, encimado por vieira e duas volutas em cantaria pintada, entre duas janelas, também de verga abatida e moldura rematada por cornija. Nos panos laterais, abrem-se duas outras janelas semelhantes, tendo ainda no da direita, portal mais estreito com a mesma modinatura, encimado por friso reto e janela de peitoril semelhante, mas tendo no pano de peito cruz relevada. Na capela-mor abrem-se duas janelas iguais às da nave. O corpo do antigo hospital, disposto à direita da nave, é sensivelmente recuado e mais baixo que a nave, possui pilastras nos cunhais e dois pisos, sendo o primeiro rasgado por porta de verga abatida e o segundo por janela de sacada, de verga abatida e moldura rematada em cornija contracurva, com guarda recente em ferro. As fachadas laterais da igreja e do hospital terminam em empena e a da sacristia em meia empena. INTERIOR com as paredes rebocadas e pintadas de branco, a nave com pavimento em lajes de cantaria e cobertura em masseira, sobre friso e cornija de madeira e com tirantes do mesmo material, pintados de verde escuro. Os vãos são encimados por espaldar de madeira recortada, rematado em cornija, pintada de cinzento com friso castanho. Coro-alto de largura diferente da nave, assente em três arcos de volta perfeita, sobre pilares, superiormente fechado, o qual é prolongado para a nave por um outro coro-alto de madeira envernizada, de perfil contracurvo, e com guarda em balaústres torneados, pintados, sustentado por coluna central, sobre plinto cilíndrico alto; o coro avançado é acedido por um portal axial e outro do lado da Epístola. Sob este, desenvolve-se teia de balaústres torneados de madeira envernizada, formando U. O portal principal da igreja e o existente frontalmente, de ligação ao hospital, são ladeados por pia de água benta hemisférica, exteriormente decorada com folhas estilizadas. No lado da Epístola existe púlpito retangular de madeira, sobre mísula escalonada, pintada a marmoreados fingidos, com guarda em balaustrada, alternando balaústres torsos e vegetalistas, acedido por porta de verga reta, envolvida por pintura mural, representando volutas vegetalistas e friso fitomórfico; é encimado por baldaquino de talha, rematado por pequeno espaldar vazado e inferiormente decorado por pomba do Espírito Santo sobre resplendor e folhas nos ângulos. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas, ladeado por dois retábulos colaterais, de talha policroma e dourada, postos de ângulo, de corpo reto e um eixo. Frontalmente possuem presbitério revestido a madeira, que se prolonga lateralmente, de ambos os lados, num soco de cantaria, onde se dispunha o cadeiral dos mesários, com guarda em balaústres torneados, formando U. Capela-mor com pavimento revestido a madeira e cobertura em falsa abóbada de berço, de estuque, sobre cornija. Sobre supedâneo de madeira, com degraus centrais, dispõe-se a estrutura retabular, sobre soto-banco de madeira, pintado de branco. O retábulo tem corpo reto e três eixos, definidos por quatro colunas estriadas e de terço inferior marcado, sobre plintos paralelepipédicos, com capitéis coríntios, coroadas por fogaréus fitomórficos. No eixo central possui painel pintado, de perfil curvo, com representação da Visitação, envolvido por friso pintado com flores. Os eixos laterais possuem apainelados recentes de madeira. A estrutura remata em espaldar, adaptado ao perfil da cobertura, pintado em trompe l'oeil, em marmoreados fingidos a rosa e verde. Sotobanco formado por friso vegetalista, pintado de verde. No lado da Epístola possui porta de ligação à sacristia, que tem pavimento em lajes de cantaria, teto plano de madeira, envernizada, e, no topo, arcaz de madeira, encimado por espaldar formando U. Fachada posterior virada a este, com a sacristia cega e corpo no seu alinhamento rasgado por porta e janela de peitoril retilíneos, esta com caixilharia de guilhotina. Para sul, dispõem-se vários outros corpos irregulares, de dois pisos, adaptados ao declive do terreno, rasgados por fenestração retilínea desigual, formando varanda avançada, acedida por escadas, tendo ao nível do piso térreo arco abatido sobre pilares. |
Acessos
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| Vila do Porto, Rua Gonçalo Velho, n.º 32 (Rua Direita); Rua da Misericórdia. WGS84 (graus décimais) lat.: 36,948158; long.: -25,145845 |
Protecção
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| Incluído na Zona Classificada de Vila do Porto (v. IPA.00027982) |
Enquadramento
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| Urbano, adossado, inserido no Núcleo urbano da Vila do Porto, adaptado ao declive acentuado do terreno, formando frente de rua, possuindo frontal e posteriormente duas das três principais vias que, de norte para sul, estruturam a vila. À fachada lateral direita adossa-se casa térrea quinhentista, com portal em arco abatido, mas de verga canopial, formando o topo sul do quarteirão. Na fachada posterior, desenvolve-se, a uma cota mais elevada, pátio retangular, delimitado por alto muro, integrando um dos Passos da Via Sacra, e sendo acedido por portal de arco abatido sobre pilastras, entre duas outras pilastras, que sustentam cornija coroada por pináculos e cruz central sobre acrotério. Em frente ergue-se o Chafariz do Largo Luís Figueiredo (v. IPA.00035530), a norte a Igreja Paroquial de Vila do Porto (v. IPA.00032482), o Recolhimento de Santa Maria Madalena (v. IPA.00035424), o Chafariz do Largo Coronel Costa Santos (v. IPA.00035531), o Convento de São Francisco (v. IPA.00008239), a sul o Forte de São Brás (v. IPA.00015931), a Ermida de Nossa Senhora da Conceição (v. IPA.00033755), a Ermida do Corpo Santo (v. IPA.00034932), entre outros imóveis com interesse arquitetónico. |
Descrição Complementar
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| Os retábulos colaterais, de estrutura semelhante, são em talha pintada a marmoreados fingidos, a verde, rosa e bege, de corpo reto e um eixo, definido por duas pilastras exteriores, decoradas com almofadas relevadas contendo elementos vegetalistas, prolongado numa arquivolta com decoração semelhante, e duas colunas de fuste liso, sobre plintos paralelepipédicos, ornados de motivos fitomórficos, e de capitéis de inspiração coríntia, sustentando fragmentos de frontão. Ao centro abre-se nicho, em arco de volta perfeita, de moldura decorada com motivos vegetalistas, encimado por cartela recortada, contendo símbolos cristológicos: cravos (Evangelho) e a coroa de espinhos num coração inflamado (Epístola). Os nichos encontram-se fechados por cortinas. Banco com apainelado recortado, ornado de acantos e integrando sacrário, tendo na porta cruz latina com símbolos eucarísticos. Altar tipo urna, pintado a marmoreados fingidos. Sobre o portal virado a oeste, de acesso ao pátio, existe cartela de massa, pintada com a inscrição "1877 / STA CASA / DA MISA". |
Utilização Inicial
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| Religiosa: igreja de confraria / irmandade |
Utilização Actual
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| Religiosa: igreja de confraria / irmandade |
Propriedade
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| Privada: misericórdia |
Afectação
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| Sem afetação |
Época Construção
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| Séc. 18 / 19 |
Arquitecto / Construtor / Autor
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| Desconhecido. |
Cronologia
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| 1536, anterior - época provável da fundação da Misericórdia de Vila do Porto, sendo o seu Compromisso considerado o primeiro estabelecido no arquipélago; 1568, 12 setembro - testamento de António Fernandes, comerciante de Vila do Porto, deixando à Misericórdia 20$000 "para cera e obras que nela se fizerem" e ainda um moio de trigo por ano, perpetuamente, para dar em pão aos pobres; 1569, 21 janeiro - auto de aprovação do testamento de António Fernandes; 1574, 14 dezembro - data do casamento de Catarina Luiz, a quem se compra 6 côvados de casa com o respetivo chão, que estava unida à igreja e hospital da Misericórdia; 1576 - saque da igreja da Misericórdia, bem como de Vila do Porto, da Câmara e Igrejas, por corsários franceses, sendo então capitão donatário Pedro Soares de Sousa; 06 agosto - acórdão dos Irmãos da Santa Casa, que mandam vir do Reino paramentos para substituir os que tinham sido roubados pelos corsários franceses; 1581 - compra de uma outra casa a Catarina Luiz; Luís Figueiredo, futuro bispo do Funchal, avisa a Misericórdia para não dar às pessoas, mesmo às mais necessitadas, roupas e móveis pertencentes à Santa Casa; 1581 / 1582, cerca - Gaspar Frutuoso refere que, para além da Igreja Matriz "Há mais duas igrejas nesta vila, muito boas casas: uma, nomeada Espírito Santo e Misericórdia, onde se fazem muitas obras de caridade; outra de Nossa Senhora da Concepção, que está sobre a rocha e porto"; 1593 - data do início dos assentos registados no Livro dos Acórdãos n.º 1 da Misericórdia; 1609, cerca - provedor e irmãos queixam-se de possuírem poucos rendimentos e das despesas serem muitas, pelo que pedem ao rei para usarem o Compromisso e privilégios da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; 1609 - data dos primeiros Estatutos da Misericórdia; 1707 - desde esta data sai da igreja, anualmente, a tradicional procissão do Senhor dos Passos; 1795 - mesários decidem que se deposite a imagem do Senhor dos Passos na ermida de Nossa Senhora do Livramento pela "necessidade em que se achava a Igreja da Misericórdia de ser ratificada desde os seus fundamentos e mudar-se a Capella do Senhor para melhor comodidade para a parte inferior do arco da Capella Mor"; 1796 - a partir desta data verifica-se o aumento gradual e apreciável nos rendimentos recolhidos; 1799 - despesa das tábuas, feitio do caixão para os painéis e feitio dos bancos; 1802 - no encerramento das contas do ano económico regista-se um saldo disponível de 1.748$077; 1803 - obras de modificação da igreja; D. João, príncipe regente, concede aos suplicantes a pretendida licença para fazer o canto da igreja da Misericórdia da parte poente dois palmos e meio para a parte do adro da mesma igreja; esta obra corresponde a parte desalinhada para o interior da capela-mor e na medida indicada no dito apontamento; 1803, 02 julho - 1804, 02 julho - despesas avultadas com compra de materiais, como pedra, madeira, ferro, tintas e ouros; 1804 - os mesários pedem para continuar com o mesmo bom trabalho feito até ao fim das obras, que estão principiadas; ordena-se que o tesoureiro mande vir de Lisboa uma imagem do Senhor dos Passos para se colocar no retábulo colateral que para ele se está afazer, por não haver na igreja; manda também vir o ouro e as tintas necessárias para se ornarem e pintarem os dois retábulos colaterais "que se acham fazendo"; 1807 - despesa de 2$000 com o feitio do andor dos Passos ao carpinteiro de São Miguel; despesa de 2$000 com a imagem do Santo Cristo dos Passos, diadema, túnica e cordões; despesa de 25$510 com o feitio do muro do quintal do pátio da Misericórdia; 1813 - inventário dos bens imóveis da Misericórdia, mandado fazer pelo então provedor Luís de Figueiredo de Lemos do Canto Corte Real; 1823 - inventário dos bens móveis da Misericórdia, elaborado por António do Canto Lacerda Albuquerque, presbítero secular, escrivão, e Manuel da Câmara Albuquerque, tesoureiro *1; 1832, 15 junho - inventário dos bens da Misericórdia, compondo-se de 5 moios e 6 alqueires de trigo de foros e rendas dos seus prédios e 4$540 em dinheiro; 1848, 19 março - no consistório da Misericórdia, o reverendo provedor Monteiro Bettencourt apresenta um documento no qual consta do testamento debaixo de cujas disposições escritas faleceu António Ferbabdes, o rico mercador da ilha, e de que é então administrador do morgado Joaquim Fernandes Monteiro Tavares Velho Bettencourt, feito em 12 de setembro de 1568 e aprovado em 21 de janeiro de 1569, ordenando o reverendo provedor a Leandro Joaquim Ferreira, escrivão da mesa, que o tombasse no livro de inventários dos bens pertencentes à mesma Santa Casa; 1877 - data inscrita sobre o portal oeste do pátio; 1908, 11 abril - data da aprovação dos seus Estatutos, tendo-se regido a Misericórdia de Vila do Porto até esta data pelo Compromisso da Misericórdia de Lisboa, de 1618; 1934, marco - o provedor Pe. Joaquim Chaves Cabral consegue das autoridades distritais o financiamento de 33 mil escudos insulanos que, da verba existente, compra a casa de habitação, em muito boas condições, na Rua Dr. João Deus Vieira, para funcionamento dos serviços hospitalares; 1976 - os serviços hospitalares da Misericórdia, então a funcionar na Rua Dr. João Deus Vieira, passam para a administração do Governo da Região Autónoma dos Açores. |
Dados Técnicos
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| Sistema estrutural de paredes portantes. |
Materiais
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| Estrutura em alvenaria de pedra rebocada e caiada; soco, pilastras, cornijas, molduras dos vãos e elementos decorativos exteriores em cantaria pintada; portas e caixilharia de madeira; grades e guarda da varanda em ferro; vidros simples; colunas, pilares e pias de água benta em cantaria aparente; retábulos de talha dourada; pavimento em lajes de cantaria ou madeira; coro-alto avançado na nave e guardas em madeira envernizada; púlpito em madeira aparente ou pintada; painéis pintados; pinturas murais; cobertura em telha de meia-cana tradicional. |
Bibliografia
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| CARVALHO, Manuel Chaves - Igrejas e Ermidas de Santa Maria, em Verso. Vila do Porto: Câmara Municipal de Vila do Porto, 2001; DIAS, Urbano de Mendonça - A Assistência Pública no Distrito de Ponta Delgada. Vila Franca do Campo: Empresa Tipográfica Ldª, 1940; II Congresso Regional das Misericórdias dos Açores. 30 de abril a 3 de maio de 1987. Angra do Heroísmo: Tipografia Moderna, 1990; FIGUEIREDO, Jaime de - A ilha de Gonçalo Velho. Da descoberta ate ao aeroporto. 2ª. S.l.: Câmara Municipal de Vila do Porto, 1990; FIGUEIREDO, Nélia Maria Coutinho - As Ilhas do Infante: a Ilha de Santa Maria. Terceira: Secretaria Regional da Educação e Cultura / Direcção Regional da Educação, 1996; Igreja da Misericórdia (http://www.inventario.iacultura.pt/smaria/vilaporto_fichas/11_25_115.html), [consultado em 3 agosto 2015]; MELO, J. M. Ferreira, TEJO, Sandra Pacheco (coordenação) - Vila do Porto. Município. Ponta Delgada, Pubiçor, 1997; MONTEREY, Guido de - Santa Maria e São Miguel (Açores): as duas ilhas do oriente. Porto: edição do autor, 1981. |
Documentação Gráfica
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Documentação Fotográfica
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Documentação Administrativa
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Intervenção Realizada
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Observações
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| *1 - Segundo o inventário dos bens, datado de 1823, a Misericórdia é composta pela igreja, hospital, cemitério e cercas muradas, confrontando a norte com o quintal, granel e casas de D. Guilhermina Coutinho, viúva de Borges Álvares Cabral, a sul com a travessa que vai da Rua Direita para a Rua da Misericórdia, a este com a Rua da Misericórdia e a oeste com a Rua Direita. O terreno onde houve a Misericórdia desde a sua instituição, resultou da aquisição de algumas casas que estavam unidas à igreja e hospital e seu granel. |
Autor e Data
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| Paula Noé 2015 |
Actualização
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