Pelourinho de Celorico de Basto / Pelourinho de Britelo

IPA.00000321
Portugal, Braga, Celorico de Basto, União das freguesias de Britelo, Gémeos e Ourilhe
 
Pelourinho de construção setecentista, de tipo bloco prismático, de que subsiste a base, a coluna e o capitel e possui inscrição numa das faces do remate, alusiva à sua construção. Possui soco quadrangular de três degraus e fuste canelado, cortado a meio por anel, rematando em paralelepípedo com inscrição e elementos heráldicos, encimado por bola.
Número IPA Antigo: PT010305040002
 
Registo visualizado 149 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição senhorial  Tipo bloco

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, composta por soco quadrangular de três degraus, onde assenta base quadrada, com placa com inscrição, na face O.. Coluna de secção circular, com fuste canelado, com demarcação no centro, por anel. Capitel rectangular, integrado no bloco de remate, possuido este, em três faces a pedra de armas real e em outra inscrição epigrafada. É coroado por bola.

Acessos

Britelo, Praça Albino Alves Pereira. WGS84 (graus decimais) lat.: 41,388259; long.: -8,000059

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto nº 23 122, DG 231 de 11 Outubro 1933

Enquadramento

Urbano, isolado, no centro da vila, junto à fachada lateral esquerda do antigo edifício da Câmara Municipal de Celorico de Basto (v. PT010305040014), numa praceta em calçada portuguesa e ajardinada. A N. encontra-se o Tribunal de Comarca de Celorico de Basto (v. PT010305040037). A O., em quota inferior, localiza-se a ribeira do Freixieiro.

Descrição Complementar

INSCRIÇÕES: (placa) " ESTE PELOURINHO FOI MANDADO RECONSTITUIR PELA COMISSÃO REGIONAL DE TURISMO DA SERRA DO MARÃO NO ANO DE 1960".

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 14 - a povoação foi dada a Gil Vaz da Cunha, alferes-mor de D. João I; séc. 15 - a povoação passa aos Coutinho, por casamento de D. Maria da Cunha, herdeira de D. Henrique Manuel de Vilhena, com Fernão Coutinho; 1451, 01 Outubro - concessão do título de Marquês de Valença ao 4.º Conde de Ourém, D. Afonso, pelo monarca D. Afonso V; 1520, 29 Março - concessão de foral a Britelo, por D. Manuel I; séc. 17 - a povoação passa para os Castro, sendo primeiro conde de Celorico D. Fernando de Castro; 1640 - é senhora da povoação D. Maria de Albuquerque; 1706 - a povoação é dos Castro; tem 2 juizes ordinários, eleitos pela população, com exercício trienal; tem 3 vereadores, um procurador e é da Corregedoria de Guimarães, com 2 almotacéis, escrivão da Câmara e da almotaçaria; 7 tabeliães do público e judicial; tem juiz dos órfãos, com 2 escrivães, distribuidor, inquiridor e contador; todos os funcionários são apresentandos pelos Senhores; o juiz das sizas, inquiridor, distribuidor e contador são nomeados pelo rei; 1719, 21 Abril - devido ao grande isolamento da povoação de Arnóia, até então sede do concelho, D. João V determina a mudança desta última para Britelo, no lugar do Freixieiro, ficando esta conhecida como Vila Nova do Freixieiro, hoje Celorico de Basto; 1734 - construção do pelourinho, substituíndo o existente em Arnóia (v. PT010305020001); 1758, 12 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Jerónimo Álvares de Novais, é referido que a povoação, com 22 fogos, pertence ao Marquês de Valença, que exercia justiça; tem 2 juizes ordinários, 3 vereadores e um procurador; 1960 - as peças do pelourinho foram encontradas num jardim de uma casa da freguesia de Canedo, para onde tinham sido levadas quando apareceram numa escavação devido às obras de recuperação de um muro na vila; reconstrução no local onde hoje se encontra pela Comissão Regional de Turismo da Serra do Marão.

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

ALVELLOS, Pedro, Os pelourinhos da região de Turismo da Serra do Marão, Vila Real, 1967; COSTA, António Carvalho da (Padre), Corografia Portugueza…, vol. I, Lisboa, Valentim da Costa Deslandes, 1706; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda; 1997; Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado, vol. II, Distrito de Braga, Lisboa, 1993, p. 38; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito de Braga, Viseu, 2000.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

DGPC: DGEMN:DSID

Documentação Administrativa

DGPC: DGEMN:DSID

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

*1 - O pelourinho havia sido encontrado durante as obras de recuperação de um muro existente na vila, e depositado numa casa em Canedo de Basto.

Autor e Data

Isabel Sereno e Paulo Dordio 1994

Actualização

 
 
 
Termos e Condições de Utilização dos Conteúdos SIPA
 
 
Registo| Login