Igreja Paroquial da Curalha / Igreja de Santo André

IPA.00027120
Portugal, Vila Real, Chaves, Curalha
 
Arquitectura religiosa, maneirista. Igreja paroquial de planta longitudinal composta de nave e capela-mor, mais baixa e estreita, interiormente bem iluminada por janelas laterais, com sacristia adossada à fachada lateral esquerda. Fachadas com cunhais apilastrados, coroados por pináculos e terminadas em friso e cornija, a principal em empena truncada por sineira e rasgada por portal de verga abatida. Fachadas laterais rasgadas por porta travessa e janelas de capialço e a posterior terminada em empena.
Número IPA Antigo: PT011703100157
 
Registo visualizado 399 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta longitudinal composta por nave única e capela-mor, mais baixa e estreita, tendo adossada à fachada lateral esquerda sacristia rectangular. Volumes escalonados com coberturas em telhados de duas águas na igreja e de uma na sacristia. Fachadas em alvenaria de granito, com as juntas tomadas, embasamento de cantaria, pilastras toscanas nos cunhais, na igreja coroados por pináculos piramidais com bola sobre plintos paralelepipédicos, e terminadas em friso e cornija, sobreposta por beirada simples. Fachada principal virada a NO., terminada em empena truncada por sineira, alteada, em arco de volta perfeita sobre pilares, albergando sino, e rematada em cornija coroada por pináculos piramidais e cruz latina central. É rasgada por portal de verga abatida, de moldura simples, encimado por relógio circular. Fachadas laterais rasgadas, na nave, por porta travessa de verga recta, e janelas de capialço, uma na lateral esquerda, onde se abre ainda porta de verga recta de acesso ao coro-alto, acedido por escada de cantaria adossada, com guarda de ferro, e duas na fachada oposta, de tamanho desigual, e por uma outra na capela-mor, todas com vidros policromos martelados, formando cruz latina. Na fachada lateral esquerda, a sacristia possui virada a NO., porta de verga recta e moldura simples. Fachada posterior da capela-mor cega e terminada em empena, coroada por pináculo galbado sobre acrotério, e a da sacristia, terminada em meia empena, rasgada por janela rectangular jacente de capialço, gradeada. INTERIOR com paredes rebocadas e pintadas de branco, a nave percorrida com lambril de madeira. Arco triunfal de volta perfeita sobre pilastras toscanas, ladeado por dois retábulos colaterais confrontantes, de talha dourada. Na capela-mor, o retábulo-mor, de talha dourada possui planta recta e três eixos.

Acessos

Largo da Igreja

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Peri-urbano, isolado, no interior da povoação, numa plataforma niveladora do declive acentuado do terreno, formando adro, pavimentado em paralelos de granito e parcialmente protegido por muro. Ladeia o portal principal, à esquerda, a antiga pia baptismal, actualmente a servir de floreira. Junto à fachada lateral esquerda, mas numa cota mais elevada, e paralela ao arruamento, ergue-se coreto de planta quadrangular, com soco em cantaria, cobertura em telhado de quatro águas sobre pilares, pintados de branco e com guarda em duas faces em gradeamento de ferro e numa terceira plena de cantaria. Virada à igreja, o soco é rasgado inferiormente por vão em arco, interiormente rebocado e pintado de branco, albergando uma das cruzes da Via Sacra.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Vila Real)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 17 / 18

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 17 - época provável da construção da igreja; 1650 - data do primeiro registo de óbitos documentado; 1651 - data do primeiro registo de baptismos e de casamentos documentado; 1758, 9 março - segundo o padre António Rodrigues nas Memórias Paroquiais, a freguesia pertencia ao concelho de Monforte de Rio Livre, Arcebispado de Braga, termo da vila de Chaves e tinha 52 fogos e 193 pessoas, contando com os ausentes; a paróquia ficava fora do lugar, à distância de três tiros de bala, e a igreja tinha três altares, o maior, com a imagem do santo padroeiro, e dois colaterais, um com a imagem da Senhora da Conceição e outro com a de São Sebastião; a igreja era vigairaria ad nutum, pertencendo a apresentação ao pároco da igreja de São Vicente de Redondelo; rendia, ano por outro, entre certo e incertos, cerca de 53$000; 1922, 22 abril - integrada no arciprestado de Chaves e diocese de Vila Real, após a sua criação.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes.

Materiais

Estrutura em alvenaria de granito aparente; embasamento, frisos, cornijas, pilastras, cruz, pináculos e molduras dos vãos em cantaria de granito; portas de madeira; vãos com vidros simples e martelados policromos; grades em ferro; algerozes metálicos; cobertura de telha.

Bibliografia

CAPELA, José Viriato, BORRALHEIRO, Rogério, MATOS, Henrique, As Freguesias do Distrito de Vila Real nas Memórias Paroquiais de 1758. Memórias, História e Património, Braga, 2006.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Séc. 20, 2ª metade - obras de conservação, durante as quais se procedeu à remoção do reboco das fachadas e se colocou a pia baptismal no adro.

Observações

EM ESTUDO

Autor e Data

Paula Noé 2009

Actualização

 
 
 
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