Igreja Paroquial de Penela / Igreja de Santa Eufémia

IPA.00002648
Portugal, Coimbra, Penela, União das freguesias de São Miguel, Santa Eufémia e Rabaçal
 
Igreja paroquial renascença muito simples segue tipologia da arquitectura que Diogo de Castilho e João de Ruão introduziram na região centro do país. Porta axial e arcos das capelas interiores, integram-se na primeira renascença coimbrã. Boa articulação e integração entre a arquitectura, a funcionalidade das diversas capelas e sua decoração. Boa escultura do renascimento, toda saída das oficinas de Coimbra e de assinalável erudição. De notar os azulejos de Coimbra que foram aplicados nas várias capelas em tempos diferentes. Um dos sinos está dedicado a Santa Bárbara e assinado José Argos, e outro datado de 1735. Da imaginária é de destacar o retábulo da capela do Espírito santo e uma escultura de pedra quatrocentista representando a Virgem com o Menino.
Número IPA Antigo: PT020614050005
 
Registo visualizado 321 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Religioso  Templo  Igreja paroquial  

Descrição

Planta poligonal composta pelos rectângulos da nave e da cabeceira, com coincidência exterior / interior, de volumes articulados horizontalmente, com coberturas diferenciadas em telhado. Fachada principal orientada a 0., embasamento elevado que corre ao longo de todos os alçados, permitindo o lançamento de uma escadaria com balaustrada de acesso ao portal principal, com dois lanços opostos de dez degraus cada. Esta fachada tem três panos, sendo o central mais elevado com empena angular. Aqui se rasga o portal principal renascença, com inscrição de 1551, apresenta verga recta e tabelas finamente decoradas. Acima rasga-se óculo de boa proporção e no espaço intermédio dois «tondos» com bustos. No plano da fachada, ligeiramente avançada, a torre sineira com forte embasamento de silhar aparente, com três registos, duas frestas nos primeiros e quatro vãos para sinos. A N., ligeiramente recuado em relação ao plano da fachada central, o corpo da sacristia com telhado único de uma água, articulado com o da nave lateral. O alçado N. tem dois panos, um reentrante permite a inserção de escada exterior de acesso à porta. Esta é de verga recta e emolduração simples. Ao lado janela pequena de verga curva permite iluminar o interior. A capela-mor a E., constitui corpo saliente com uma janela. As naves são iluminadas por 2 janelas rectangulares que se rasgam no alçado S. INTERIOR: três naves, com quatro tramos, tecto de madeira, arcaria dórica com bases áticas. O primeiro tramo é ocupado pelo coro alto que sustenta colunas jónicas datas de 1665 e 1739. Tem três capelas na cabeceira, com decoração renascença e outras na nave, idênticas. A capela-mor é abobadada em berço com quatro tramos. Aqui fica porta de acesso à sacristia. Possui retábulo de madeira, com pintura do orago, regionalista, assinada e datada «Dom. Brandão Coimbra 1837. Capela colateral N., planta simples rectangular com abóbada de cruzaria apoiada em mísulas, iluminada por uma janela rectangular de moldura despojada. Retábulo barroco em estilo nacional, decorado por silhares de azulejo da mesma época. Capela colateral S., planta simples quadrangular com abóbada de cruzaria apoiada em mísulas, apresentando a pedra de fecho com heráldica. Arco de acesso renascença com «tondos» nas enjuntas e vestígios de grade até às impostas; altar apresenta decoração azulejar. Capela de Santo António, com arco renascença com capitéis compósitos e abóbada de berço de dois tramos, esquartelada e decorada com florões. Capela cronografada numa cartela do arco de acesso 1561, com retábulo. Capela do Espírito Santo, rasga-se na nave S. e tem arca a pleno centro com decoração renascença, e retábulo de pedra representando a Descida do Espírito Santo. Capela baptismal a N., com planta rectangular e cobertura em abóbada de cruzaria. Capela de São João, igualmente a N., com arco de acesso tendo brasão dos Álvares e inscrição.

Acessos

Largo Doutor Albino M. Cordeiro, com Rua da Filarmónica Penelense.

Protecção

Categoria: MN - Monumento Nacional, Decreto n.º 5/2002, DR, 1ª série-B, n.º 42 de 19 fevereiro 2002

Enquadramento

Urbano, no alto da povoação, em destaque, flanqueado por construçãos, escola primária a S., e habitações. A N. define um adro em cota inferior.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: igreja paroquial

Utilização Actual

Religiosa: igreja paroquial

Propriedade

Privada: Igreja Católica (Diocese de Coimbra)

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17

Arquitecto / Construtor / Autor

Cronologia

Séc. 16 - construção da igreja; retábulos de pedra e pia baptismai (manuelina), sendo igualmente aplicados azulejos sevilhanos de aresta; 1548 - construção da capela de São João; 1551 - data gravada no portal principal; 1665 - campanha de obras; séc.17 - nova campanha de obras com a aplicação de azulejos de Coimbra nas capelas colaterais e retábulo da capela mor; 1739 - nova campanha de obras; 1735 - datação aposta num dos sinos; 1763 - edificação da casa da Confraria; 1837 - colocação de pinturas na capela-mor.

Dados Técnicos

Sistema estrutural de paredes portantes, estrutura autónoma

Materiais

Alvenaria, pedra, madeira, tijolo, calcáreo, cimento, azulejo, vidro.

Bibliografia

GONÇALVES, Nogueira, A., CORREIA, Vergíiio, Inventário Artístico de Portugal, Lisboa, 1953; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/72227 [consultado em 23 agosto 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

Autor e Data

Maria Bonina e Femando Grilo 1996

Actualização

 
 
 
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