Cruzeiro de Póvoa da Lomba

IPA.00002606
Portugal, Coimbra, Cantanhede, União das freguesias de Cantanhede e Pocariça
 
Cruzeiro construída nos séculos 16 - 17, com alpendre de cúpula apoiada em quatro colunas numa estrutura centralizada. Cristo crucificado de alguma qualidade, mas de feição popular.
Número IPA Antigo: PT020602040009
 
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Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Religioso  Cruzeiro  Cruzeiro de caminho  Tipo alpendrado com coluna e cruz

Descrição

Planta simples centralizada quadrangular, cobertura homogénea em cúpula. A fachada principal, somente encontrada pela orientação do crucifixo, voltada a E., apresenta embasamento com três degraus, protegidos nos ângulos por duas esferas metálicas. Neste embasamento assentam quatro plintos de faces decoradas com caixotões, acima dos quais se erguem quatro colunas toscanas de fuste monolítico. Sobre aquelas, assenta arquitrave e cornija saliente. Sobre esta, coroamento em pirâmides de pedra despojadas, nos ângulos. A cúpula é coroada por um fogacho com urna prismática.

Acessos

Póvoa da Lomba. Rua da Fonte, Rua da Palmeira, Rua de Baixo, Rua Doutor Manuel Belo

Protecção

Em vias de classificação (Homologado como IM - Interesse Municipal, Despacho de 09 de outubro 1996 do Ministro da Cultura)

Enquadramento

Urbano, no cruzamento das ruas principais da povoação, em destaque e rodeado por imóveis dissonantes.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Religiosa: cruzeiro

Utilização Actual

Religiosa: cruzeiro

Propriedade

Pública: municipal

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 17 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido

Cronologia

Séc. 16 - 17 - provável construção; 2004, 26 fevereiro - derrube do cruzeiro por embate de viatura automóvel; remontagem e restauro do cruzeiro.

Dados Técnicos

Estrutura autónoma.

Materiais

Pedra.

Bibliografia

CRUZ, José Garrido, O Município de Cantanhede no séc.XIX, Coimbra, 1949; DIAS, Pedro, PEREIRA, J. Cantanhede. A Terra e suas gentes, Cantanhede, 1983;FRAGOSO, Viriato, Cantanhede. Subsídios para a sua História, Coimbra, 1960; GONÇALVES, Nogueira, A., CORREIA, Virgílio, Inventário Artístico de Portugal, Lisboa, 1953.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Grupo de jovens: 1982 - único restauro documentado, sendo retiradas as paredes que sustentavam a cúpula, refeito todo o seu revestimento inteior e exterior e retirado o altar que ocultava o pedestal que sustentava o crucifixo; retirado um nicho fechado de madeira e vidro que abrigava parte da coluna e o crucifixo, e a grade de ferro forjado que fechava a fachada principal, que foi cortada a meio, fazendo-se uma grade de ferro que rodeia hoje o monumento. Os pináculos piramidais que encimam os cantos do entablamento foram substituídos por novos e as colunas mais degradadas foram retomadas. Acrescentaram-se duas lanternas em ferro forjado, colocadas paralelamente por baixo da cruz; C.M.Cantanhede: 1996 - escoramento com estrutura de madeira; 2000 - Elaborado relatório com levantamento de patologias e proposta de intervenção para consolidação e restauro; DGEMN: 2001 - consolidação estrutural do cruzeiro e restauro das bases, colunas, arquitraves e lajedo , limpeza e tratamento das cantarias, revisão geral do gradeamento existente, reposição de um ornato em falta em forma de machado, metalização e pintura final; 2005 - remontagem e restauro do cruzeiro, com execução parcial de novos elementos, illuminação, e calcetamento da área do cruzamento, para delimitação da envolvente.

Observações

Local que ainda hoje tem valor simbólico para a população, revestindo igualmente um valor religioso popular importante. Servia também de local de afixação do jornal mural da povoação, antes do último restauro lhe ter retirado essa função. De acordo com testemunhos orais o cruzeiro teria sido originalmente simples, sem cúpula ou apenas colunas, com o pedestal e coluna central com cruz no topo, tudo lançado sobre uma plataforma escalonada com 3 degraus. Sómente mais tarde seria acrescentada a figura de Cristo e a respectiva cruz. Em fase posterior teriam sido construidas paredes, altares e nicho apenas retirados no restauto de 1982.

Autor e Data

Maria Bonina / Fernando Grilo 1996

Actualização

Lúcia Pessoa 2005
 
 
 
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