Pelourinho de Pena Verde

IPA.00001370
Portugal, Guarda, Aguiar da Beira, Pena Verde
 
Arquitectura político-administrativa e judicial, quatrocentista. Pelourinho de pinha piramidal, com soco circular de três degraus, fuste octogonal de superfície plana e remate em pináculo piramidal. Existência de um orifício quase trapezoidal numa das faces do capitel e de um outro orifício na parte superior do capitel, indicando que se encontra incompleto, faltando-lhe talvez o elemento de remate ouos ferros de sujeição. Localização num entroncamento de vias à entrada da povoação.
Número IPA Antigo: PT020901090004
 
Registo visualizado 156 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Estrutura  Judicial  Pelourinho  Jurisdição de ordem militar  Tipo pinha

Descrição

Estrutura em cantaria de granito, com soco de três degraus, sendo os dois primeiros circulares apresentando os blocos de pedra dispostos em forma de gomos de laranja e o terceiro octogonal. Coluna de fuste octogonal com base quadrangular chanfrada nos ângulos, com ligeiro galbamento na zona superior. Capitel em forma de pirâmide truncada invertida, de secção octogonal, possuindo um anel saliente na zona inferior e apresentando numa das faces um orifício de forma quase trapezoidal e tendo na parte superior um outro orifício de configuração irregular.

Acessos

CM à esquerda da EN 330, em direcção a Aguiar da Beira, no Largo do Pelourinho

Protecção

Categoria: IIP - Imóvel de Interesse Público, Decreto, n.º 23 122, DG, 1ª série, n.º 231 de 11 outubro 1933

Enquadramento

Rural, na proximidade do aglomerado. Destaca-se no cruzamento de três vias alcatroadas à entrada da povoação, rodeado por muros divisórios de propriedades rústicas, edifícios descaracterizados, posto de transformação de EDP e chafariz.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Judicial: pelourinho

Utilização Actual

Cultural e recreativa: marco histórico-cultural

Propriedade

Pública: estatal

Afectação

Autarquia local, Artº 3º, Dec. nº 23 122, 11 Outubro 1933

Época Construção

Séc. 15 (conjectural)

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

1195 - Concessão de foral por D. Sancho II; 1258 - Inquirições indicam que a vila era foreira do rei; séc. 15 - período hipotético da edificação do pelourinho; 1514, 17 Julho - concessão de foral por D. Manuel; séc. 17 - é referido que a povoação é comenda da Ordem de Cristo; 1758, 12 Maio - nas Memórias Paroquiais, assinadas pelo pároco Caetano Álvares de Campos, é referido que a povoação pertence à Casa do Infantado, encabeçada por D. Pedro, e tem 50 vizinhos; tem juiz ordinário, câmara e cadeia; 1836 - extinção do concelho e sua integração no município de Trancoso; 1840 - incorporação no concelho de Aguiar da Beira; segundo o Pároco Luís de Lemos, possuia um arco de ferro a meia altura do fuste que teria servido para afixar editais, popularmente designado por "pinoco".

Dados Técnicos

Sistema estrutural autónomo.

Materiais

Estrutura em cantaria de granito.

Bibliografia

CHAVES, Luís, Pelourinhos Portugueses, Vila Nova de Gaia, 1930; COSTA, Fernando Jorge dos Santos e PORTUGAL, José Alves, Aguiar da Beira, a História, a Terra e as Gentes, Aguiar da Beira, 1985; MALAFAIA, E.B. de Ataíde, Pelourinhos Portugueses - tentâmen de inventário geral, Lisboa, Impresna Nacional - Casa da Moeda, 1997; SOUSA, Júlio Rocha e, Pelourinhos do Distrito da Guarda, Viseu, 1998; http://www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/155588 [consultado em 14 julho 2016].

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

IHRU: DGEMN/DSID

Documentação Administrativa

DGARQ/TT: Memórias Paroquiais (vol. 28, n.º 129, fl. 953-958)

Intervenção Realizada

Nada a assinalar.

Observações

Autor e Data

Margarida Conceição 1992

Actualização

 
 
 
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