Casa de Sá

IPA.00001118
Portugal, Braga, Vizela, Santa Eulália
 
Casa nobre de planta rectangular e integrando capela. Mirante na cobertura à imagem das "Casas de Brasileiro". A Quinta de Sá, além de ser um centro de produção agrícola esteve ligada à actividade industrial, visto que um dos seus donos edificou nas proximidades do Rio Vizela uma grande fábrica de papel feita de vegetais. Desta fábrica, destruída pelas Invasões francesas, apenas restam vestígios. Também nos finais do séc. 19 um dos edifícios junto à eira servia para a criação de bichos da seda e instalação de teares.
Número IPA Antigo: PT010314010005
 
Registo visualizado 93 vezes desde 27 Julho de 2011
 
   
   

Registo

 
Edifício e estrutura  Edifício  Residencial senhorial  Casa nobre    

Descrição

Quinta com casa principal, capela separada, junto ao terreiro fronteiro, acesso por portal armoreado, e jardim. Casa de planta rectangular simples, com volumetria de dominante horizontal. Cobertura em telhados de quatro águas, com mirante., ao centro, rasgado por janelas, com cobertura em telhado de quatro águas. Fachadas de três registos, correspondendo o último a mansarda. A fachada principal orientada a E. encaixada entre dois corpos mais destacados nos extremos, com um frontão elevado ao centro, onde se faz a entrada. Fachada posterior a O. com o mesmo tipo de articulação, marcada no primeiro registo por janelas de sacada. A definição de um terreiro trapezoidal exterior à casa é feito com a parede da fachada principal da capela e uma outra igual por onde se faz a entrada. Entre estas duas paredes ergue-se a sineira ladeada por duas pilastras. A ladear este espaço dois muros encimados por ameias e pináculos onde se adossam dois volumes de apoio à quinta.

Acessos

EN 105

Protecção

Inexistente

Enquadramento

Rural, isolada, junto à EN, a E., com terreiro fronteiro.

Descrição Complementar

Utilização Inicial

Residencial: casa nobre

Utilização Actual

Residencial: casa

Propriedade

Privada: pessoa singular

Afectação

Sem afectação

Época Construção

Séc. 16 / 18 / 19

Arquitecto / Construtor / Autor

Desconhecido.

Cronologia

Séc. 16 - Provavel construção da ala a E.; Séc. 18 - ampliação da casa constituindo a sua forma actual; Séc. 19 - construção do jardim junto ao portal; 1802, 29 Janeiro - alvará régio para a construção de uma fábrica de papel feita de vegetais obtida por Francisco Joaquim Moreira de Sá e seu sócio o inglês Thomas Bishop (com a concessão de exclusivo por 25 anos); 1807 / 1811 - destruição da fábrica pelas Invasões Francesas; 1995, 2 Outubro - Despacho de classificação; 2009, 23 outubro - caduca o processo de classificação conforme o Artigo n.º 78 do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, n.º 206, alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251 de 28 dezembro 2012, que faz caducar os procedimentos que não se encontrem em fase de consulta pública.

Dados Técnicos

Paredes autoportantes.

Materiais

Paredes exteriores de alvenaria de granito rebocadas pelo lado interior e exterior; caixilharias exteriores de madeira pintada; cobertura em estrutura de madeira revestida a telha de barro; pavimentos em madeira; grades em ferro pintado.

Bibliografia

BRANDÃO, Frei Francisco, Monarquia Lusitana, 5ª parte, Lisboa, 1650; CALDAS, José Pereira, Vindificação da Prioridade do Fabrico de Papel com pasta de Madeira, Braga, 1867; Jornal de Notícias, 30 Abr. 1929; Pedras de Armas do Concelho de Lousada, Junta da Província do Douro Litoral, Porto, 1959; CASTRO, Armando, A revolução industrial em Portugal no século XIX, Lisboa, 1976; GUERRA, Rui Moreira de Sã e, A prioridade do Fabrico de Papel com pasta de Madeira na Quinta de Sã, Revista de Guimarães, vol. 99, Janeiro / Dezembro, 1989.

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica

Documentação Administrativa

Intervenção Realizada

Observações

A capela tem como orago Santa Ana.

Autor e Data

Isabel Sereno 1996

Actualização

 
 
 
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